Praias Desertas de Guaratiba
Mais um feriado e mais uma oportunidade de alguma aventura em algum lugar. Destino dessa vez: Praias desertas de Guaratiba, no Rio de Janeiro. Uma atividade da tropa sênior do 57º GEAr Cap. Lemos Cunha onde o objetivo era cruzar quatro praias semi-desertas na região de Barra de Guaratiba, mas com alguns acontecimentos o roteiro acabou sendo modificado… Acompanhe o que passamos por lá:

Saímos da sede do Grupo bem cedo, por volta das 06:00 da manhã de quinta-feira (11-06-2009). Chegamos em Barra de Guaratiba por volta das 09:00 horas. Começamos a caminhada rumo a primeira Praia, a do Perigoso, onde faríamos o nosso rapel na Pedra da Tartaruga e passaríamos a noite acampados. Ao chegarmos lá nos deparamos com algumas pessoas já acampadas no local e com um grupo que já estava no alto da Pedra da Tartaruga rapelando. Como eu queria pegar os melhores grampos para ancoragem sugeri que deixássemos o rapel para o dia seguinte (ideia burra…).
Acampamos na praia do Perigoso e passamos o dia arrumando os equipamentos e reconhecendo o local. O tempo fechou a noite, fez frio e pegamos uma chuvinha bem chata. Passada a chuva fomos pra fora conversar em frente ao mar. Papo vai, papo vem, eu e mais alguns sêniors resolvemos dormir do lado de fora das barracas naquela noite, o que teria dado muito certo se não chovesse novamente por volta das 23:30h… De volta pras barracas, vamos dormir aqui mesmo…

O dia amanhece, acordo cedo como sempre… Observo o sol nascer por de trás das nuvens enquanto passeio pela praia e brinco com os caranguejos que vivem pela areia, guaiamuns se não me engano… O rapel tinha ficado para trás, a esperança era que o tempo abrisse nos outros dias e que no último dia conseguíssemos voltar para a Pedra da Tartaruga para então eu dar instrução de ancoragem, segurança e rapel pra eles.
Hora de tomar café da manhã, curtir a praia um pouco e tentar pescar o almoço do dia. Pessoal brincando na areia e eu e a chefe da tropa definindo alguns itens enquanto observávamos um dos sêniors pescar. Não tivemos muita sorte na pescaria, apenas um peixinho pequeno. Almoçamos o que tínhamos na mochila mesmo, pegamos alguns tatuís para servir de isca pra próxima pescaria. Desmontamos o acampamento depois do almoço e partimos trilha acima rumo a Praia do Meio, a segunda da quatro praias previstas no roteiro.

Durante a trilha para Praia do Meio pegamos uma chuva moderada o que deixou os lances ingrimes mais complicados e perigosos. Cuidado redobrado na descida e trabalho em equipe. O lace final é composto por uma pedra muito inclinada, que não seria um obstáculo complicado se não estivesse molhada e escorregando. Bem, lance para esticar um trecho de corda e descer. Um pescador que mora na praia ajudou os garotos enquanto eu e o resto do grupo não chegamos ao ponto. Aliás, esse pescador se tornaria uma das figuras desta aventura.

Montamos acampamento debaixo de chuva nesse segundo dia. Além do nosso amigo pescador, apelidado rapidamente de “Tio Bob” devido a bandeira do Bob Marley que estava na frente da casa dele, tínhamos na praia dois acampamentos de surfistas. Pessoal batendo uma bola na chuva e nós montando nosso campo para mais uma noite.
Nota: acampar na praia tem um problema, areia! Eita, coisa chata!
Barracas montadas e equipamentos guardados. Hora de tentar pescar alguma coisa e abastecer as garrafas de água na fonte da praia. A chuva deu uma trégua. As coisas ficam bem mais simples assim. O Jubert foi tentar conseguir uns chumbos para a linha de pesca junto com o pescador, o “Tio Bob” nos deu dois chumbos numa boa. Fomos pescar mas a sorte não estava do nosso lado mesmo. Nada de peixe dessa vez.

A rapaziada viu umas pranchas de surf e body board na casa do “Tio Bob”. E lá veio a ideia cara de pau de pedir emprestado umas pranchas pro nosso amigo pescador e surfista. Os garotos vão pra casa do “Tio Bob” (na verdade o apelido dele é “Sniper”), e quando eu menos espero aparecem com duas pranchas de body board, incluindo uma BZ Diamond, pranchinha boa…
Eles vão surfar e eu e a Mayra (chefe da Tropa) vamos fazer reconhecimento da trilha para a próxima praia. O reconhecimento é importante pois estávamos em um local que só conhecíamos por fotos de satélite e por indicações de outros aventureiros. Escotismo é isso, descobrir e se virar sozinho quando necessário. Os monitores assumem a responsabilidade pelo acampamento e eu e a Mayra enfrentamos uma dura e dolorosa trilha pelas pedras para ver como era o caminho até a Praia Funda, nosso terceiro ponto de acampamento.
Reconhecemos o terreno e ao voltarmos recebemos uma proposta deles. Eles queriam ficar na praia por mais tempo, não queriam ir na Praia Funda e na Praia do Inferno. Aquela estava legal demais! Realmente a Praia do Meio é muito boa, tem uma paz, um bom mar, bons pontos de pesca, um ótima fonte de água e mais recursos, inclusive o “Tio Bob” (os garotos descobriram depois que ele fazia comida pros surfistas e vendia o prato “boladão” por R$ 5,00). Assim, lá foram alguns mortos de fome da tropa comer o feijão “boladão” do Tio Bob.

Aliás, o “Tio Bob” virou um mini mercadinho da rapaziada. Ele tinha tudo que precisávamos, no caso: bananas que compramos por R$ 5,00 um cacho grande e peixes, que compramos limpo por R$ 10,00 – um pouco de apelo não faz mal, afinal de contas não conseguimos pescar nada. Não compramos por falta de comida, mas sim por vontade de comer banana e peixe mesmo…
A noite chegou e os meninos foram buscar algum óleo com o Tio Bob para fritar os tatuís, o cara já tinha virado amigo. Nem nos cobrou um pouco de óleo de cozinha. Durante esse episódio houve um fato engraçado. Estávamos nos comunicando por código morse com lanternas. Um dos meninos que estava na casa do Tio Bob mandou um sinal de SOS para o campo, respondemos com um “o que?” e recebemos um SOS novamente. Pronto, sai todo mundo correndo do campo, parecia um monte de malucos, no meio estava eu, que ia em direção a casa do Tio Bob ver o que estava acontecendo. Cheguei lá e encontrei com os dois voltando. Quando o grupo chega correndo e perguntando o que tinha acontecido. Aí eu digo: “ué o que houve?”, e um dos sêniors responde que recebeu um duplo SOS vindo deles. A lanterna que estava na casa do Tio Bob ficou na mão de um menino que acabou de entrar na tropa e que ainda não conhecia nada além de SOS em código morse.. Bela confusão!
Resolvemos fazer o peixe e fritar alguns tatuís que pegamos na praia. Janta excelente, com uma noite fria, mas com um céu limpo e estrelado. O que nos deu esperança de voltarmos para a praia do Perigoso e fazer o rapel na Pedra da Tartaruga. Nossa noite do terceiro dia foi excelente, com um lindo visual. Mas fomos surpreendidos com uma pequena chuva no final da noite. Fomos dormir e sabíamos que na manhã do nosso último dia teríamos que acordar cedo e partir pra Tartaruga para tentar o rapel.
O dia nasce lindo, com algumas nuvens ao longe e o sol brilhando entre elas. Do lado oposto um duplo arco íris coloria o céu. Tudo perfeito para uma trilha e depois uma instrução de rapel.

Enquanto desamontávamos o campo uma dupla de rapazes se aproximou perguntando se íamos embora e se tínhamos alguma coisa para vender pois a comida deles estava acabando. Hora de fazer a boa ação do dia, separamos alguma coisa que tínhamos sobrando e demos pro pessoal. Sopas, atum, maçãs, bananas e uns sandwiches. A rapaziada saiu feliz por não ter gasto dinheiro. Próxima parada, casa do Tio Bob para deixar alguma comida pra ele também. Ele nos recebeu e gostou muito de ganhar o que tínhamos, tiramos uma foto com ele e ele nos convidou para voltarmos. No retorno para pegarmos as mochilas fomos surpreendidos por uma chuva forte, que jogou nossos planos de rapelar por água a baixo.

Ao passarmos pela casa do Tio Bob ele nos convidou para entrar e esperar a chuva baixar, enquanto isso batemos papo com outro pescador e ele nos deu umas dicas sobre a trilha, para evitar que nós entrássemos para Grumari ao invés de Barra de Guaratiba. Pegamos a trilha ainda com um pouco de chuva.

Fomos com um ritmo devagar mas constante, pois era quase sempre subida e estava bem escorregadio. Depois a que parte de subida terminou atingimos um plato e começamos a descer por uma trilha bem aberta que nos levaria até a entrada de Barra de Guaratiba, no caminho passamos por belas vistas da Restinga da Marambaia.

Ao chegarmos lá embaixo foi a hora de nos saciarmos com uns sandwiches no quiosque do Beto (no fim da praia) e depois com um açaí até esperar que o ônibus saísse. Um feriado perfeito apesar de todos os imprevistos. Mais uma atividade bem feita da tropa sênior Kwarup do 57º GEAr, na Ilha do Governador – RIo de Janeiro.

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Sobre o autorMario Nery - Um apaixonado por trilhas, escalada em rocha e gelo. Pratica montanhismo desde os 14 anos. Atualmente trabalha na área de Tecnologia da Informação.
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eu sou de SP, e nesse feriado estou planejando de conhecer
a praia do perigoso…goastria muito de saber se é de boa
acampar na praia…e se tem como deixar o carro em algum lugar
antes da trilha…
abraço….
fica na paz…
Llegamos a Guaratiba y como tudos voçes caminamos muito pra llegar, ficamos ahi 10 días, es un hermooso lugar, habiamos cumplido el objetivo del viaje!llegar a unma praia deserta porque en rio de janeiro si hay playa mais è muito lleno de turista….
Snaip!!!el mejor amigo de tudo mundo, el nos ajudo muito. Muitos dias ficabamos con fome porque no queriamos ir a guaratiba a comprar comida, ele me enseño a façer artesanato y hoje en dia gano muito grana façendo collares, brincos!ele enseño a mi namorado y ami a surfear!eu adoro muito ese homen….si alguien va a praia do meio diganle que silvana y mariano lo esperamos en bolivia!!!!
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