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	<title>Trekking Brasil &#187; Viagens e Aventuras</title>
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	<description>Um blog sobre viagens, trekking, escalada e equipos!</description>
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		<title>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3</title>
		<link>http://trekking.marionery.com/2010/07/23/parque-nacional-do-caparao-parte-3/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 15:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Headline]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Caparaó]]></category>
		<category><![CDATA[Pedra Roxa]]></category>
		<category><![CDATA[Pico da Bandeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Vencidos os principais picos do parque no dia anterior nós resolvemos deixar esta quarta-feira para relaxar um pouco com uma trilha suave até o Vale Encantado. Como eu disse no primeiro texto desta série, o Vale Encantado fica ao lado da trilha que vai do Tronqueira até o Terreirão, nosso dia foi uma descida de uns 3,5 Km até a entrada do Vale Encantado &#8211; a entrada do Vale fica logo depois do Tronqueira.
Pôr-do-Sol no Terreirão, inspirada na foto original do Renan Cavichi
Pôr-do-Sol no Terreirão
Piscinas naturais e um passeio leve ...


<b>Leia Também:</b><ol><li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/22/parque-nacional-do-caparao-parte-2/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/20/parque-nacional-do-caparao-parte-1/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/07/proxima-parada-serra-do-caparao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Próxima parada: Serra do Caparaó'>Próxima parada: Serra do Caparaó</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vencidos os principais picos do parque no dia anterior nós resolvemos deixar esta quarta-feira para relaxar um pouco com uma trilha suave até o Vale Encantado. Como eu disse no primeiro texto desta série, o Vale Encantado fica ao lado da trilha que vai do Tronqueira até o Terreirão, nosso dia foi uma descida de uns 3,5 Km até a entrada do Vale Encantado &#8211; a entrada do Vale fica logo depois do Tronqueira.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4522.jpg" alt="DSCF4522" title="DSCF4522" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1350" /><br />Pôr-do-Sol no Terreirão, inspirada na foto original do Renan Cavichi</center></p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4513.jpg" alt="DSCF4513" title="DSCF4513" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1351" /><br />Pôr-do-Sol no Terreirão</center></p>
<h3>Piscinas naturais e um passeio leve pra relaxar</h3>
<p></p>
<p>O Vale Encantado é cortado por um largo rio com muitas piscinas naturais e água não tão fria assim, tudo bem que estávamos sofrendo com um dia de sol forte na cabeça. Mas melhor o sol do que a chuva&#8230; Descemos para o Vale logo depois do café da manhã, que desta fez não foi de madrugada. Como não precisávamos acordar tão cedo aproveitamos mais algumas horas de sono e depois tomamos um café da manhã sem pressa. Mari e Renan resolveram descansar um pouco mais e ficaram no abrigo de montanha, o resto do grupo desceu a trilha.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4452.jpg" alt="DSCF4452" title="DSCF4452" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1353" /><br />Vale Encantado</center></p>
<p>Chegamos no Vale encantado e os corajosos &#8211; Carol, Jeff e Gui &#8211; enfrentaram a água. Os não tão corajosos assim &#8211; Nane e Lucas &#8211; molharam os pés. Os nada corajosos, que detestam água fria &#8211; leia &#8220;EU e EU&#8221; &#8211; aproveitaram para fazer umas fotos do local e comer alguma coisa, além de jogar conversa fora. Sim, eu amo o frio, mas não amo em nada a água fria&#8230;</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4447.jpg" alt="DSCF4447" title="DSCF4447" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1355" />Pessoal se preparando pra encarar a água do Vale Encantado</center></p>
<p>Na volta o grupo se separou, eu voltei com a Nane e o Lucas, no embalo da Nane e o resto do pessoal voltou com mais calma atrás. A nossa vantagem nos deu tempo para parar no leito do rio e batermos papo sobre montanhas e regionalismos do sul do país. Enquanto isso assistíamos alguns grupos subindo com sacolas plásticas, coisas penduradas e mochilinhas de escola &#8211; era o primeiro grupo de <a href="http://blog.blag.us/trilheiro-pe-de-frango/" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">pés-de-frango</a> da semana, só achei estranho começar o movimento numa quarta-feira&#8230; Ao ver o pessoal subindo eu já sabia que teríamos sujeira lá em cima, dito e feito, daqui a pouco falo disso.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4482.jpg" alt="DSCF4482" title="DSCF4482" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1356" /></center></p>
<p>Chegamos no Terreirão e a Mari estava sozinha preocupada com o Renan que ela não estava conseguindo ver no topo de um morro próximo do camping. O Renan deixou a Mari no abrigo e partiu rumo ao Morro das Jumentas, uma elevação que fica a uns 30 minutos de caminhada do Terreirão. O nome se deve ao fato de que as mulas que sobem com as mochilas costumam ficar por lá pastando. Depois de algum tempo vimos o Renan se movimentando no alto do morro e começando a descer, o que deixou a Mari mais tranquila.</p>
<p>Bem, eu detesto água fria como eu falei antes, mas não tinha como evitar, tive que encarar um belo de um banho. A subida foi em um ritmo rápido e o sol estava bem forte, cheguei suando no Terreirão e nessa situação os lenços umedecidos que costumamos usar para &#8220;tomar banho&#8221; não iriam dar muito certo. Peguei as coisas correndo e fui logo para o chuveiro do Terreirão para aproveitar que o corpo ainda estava meio quente. Banho num lugar assim, mesmo com sol de rachar, é dureza. Depois de xingar tudo e mais um pouco e de congelar os dedos do pé eu saí feliz e limpinho do banheiro. O resto do dia foi tranquilo, descansamos e conversamos muito. A noite tivemos uma conversa divertida entorno de uma mesa de queijos e vinhos. Cada um levou alguma coisa e a galera bateu um papo e aproveitou pra repor as energias com queijos diversos e algumas pequenas garrafas de vinho. Bobeiras e mais bobeiras, depois de tudo era hora de dormir. Amanhã seria dia de encarar a Pedra Roxa.</p>
<h3>Pedra Roxa, uma montanha linda e um dia perfeito</h3>
<p></p>
<p><center><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mapa-caparao4big.jpg" rel="lightbox"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mapa-caparao4.jpg" alt="mapa-caparao4" title="mapa-caparao4" width="540" height="331" class="alignnone size-full wp-image-1358" /></a></center></p>
<p>Quinta-feira, a saudade começa antes mesmo de chegar o último dia no PNC. Iríamos embora no sábado, mas estava tudo tão divertido e essa quinta seria mais um ótimo dia nas montanhas mineiras e capixabas. A única coisa que incomodou foi o movimento e a sujeira deixados pelos pés-de-frango que subiram pro Pico da Bandeira na noite de quarta-feira, eu deveria ter fotografado, mas na hora eu estava tão P da vida que nem lembrei disso. Existia um arbusto no meio da trilha do Bandeira que estava parecendo uma árvore de natal de papel higiênico, só para marcar o caminho caso se perdessem&#8230; Catamos aquilo tudo na volta, mesmo tendo pedido aos pés-de-frango que fizessem isso na descida, já que estávamos recolhendo alguma coisa enquanto íamos para a Pedra Roxa. Nosso pedido entrou por um ouvido e saiu pela cloaca dos franguistas&#8230; Coisa que me deixa muito irritado. Bem, irritação a parte continuamos nossa caminhada.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4540.jpg" alt="DSCF4540" title="DSCF4540" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1362" /><br />Neblina no dia da Pedra Roxa</center></p>
<p>Estávamos acompanhados de mais duas pessoas que nos pediram para ir conosco até a Pedra Roxa, Lucas e João. Começamos a caminhar na trilha do Bandeira e em um grande descampado com uma lage de pedra entramos à esquerda para seguir descendo o vale em direção a Pedra Roxa. Até este trecho o GPS do Gui estava ligado e nós estávamos caminhando dentro de uma rota feita por outra pessoa. Quando o GPS apontou para uma subidinha no meio do mato enquanto eu estava vendo um vale enorme na minha frente pedi para desligar o aparelho e iríamos navegar no visual e na bússola &#8211; do jeito que eu gosto. Afinal de contas o GPS já nos tinha feita pegar um caminho torto na volta do Cristal para o Terreirão, na terça &#8211; e eu não estava disposto a encarar nada assim novamente.</p>
<p>A Pedra Roxa é uma montanha de visual simples para navegar, ela fica ao lado do Bandeira e a subida é fácil, basta sair da trilha do Bandeira neste descampado que tem uma lage de pedra na esquerda e descer o vale a frente, cruzar o pequeno rio e subir zig-zagueando a encosta da montanha até o colo onde começa a crista da Pedra Roxa. Rota mais ou menos traçada, fomos usando as curvas de nível mais baixas e com menos vegetação para seguimos em direção a base da Pedra Roxa. Uma parada no riozinho para um lanche rápido e depois foi só tocar encosta acima até a crista da montanha, mais alguns minutos e estávamos no topo da Pedra Roxa.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4550.jpg" alt="DSCF4550" title="DSCF4550" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1364" /><br />Aproveitando a vista no alto da Pedra Roxa, vista meio encoberta é verdade&#8230;</center></p>
<p>Não existe trilha para a Pedra Roxa, depois da saída da trilha do Bandeira e da lage de pedra não existe marcação nenhuma de caminho, portanto tenha atenção se for fazer essa montanha.</p>
<p>A vista desta montanha é linda, apesar de não conseguirmos ver muita coisa para baixo por causa do forte nevoeiro que estava subindo e começando a fechar o vale. </p>
<p>Estava na hora de deixar o Sensor Climático da Guepardo fora da mochila e acompanhar a variação do barômetro, se caísse muito seria hora de descer mais rápido&#8230; Ok, tivemos tempo para fazer umas fotos, comer umas sopas e aproveitar o visual do Bandeira. Depois de uns 15 ou 20 minutos lá em cima eu achei que as nuvens estavam começando a engrossar demais e como haviam nuvens atrás do Bandeira eu sabia que seria inevitável pegar chuva em algum lugar, só não poderia ser na descida da encosta da Pedra Roxa, então nos prepararmos para descer e usamos uma rota diferente da usada na subida, descemos mais próximos da parede do Bandeira. Antes da descida eu tirei o azimute (<a href="http://trekking.marionery.com/2009/09/15/orientacao-com-bussola-e-mapa-parte-1/" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">aprenda a usar a bússola</a>) do ponto mais baixo do vale onde passaríamos na volta até a trilha do Terreirão, uns 280º. Valor devidamente memorizado começamos a descer. Quando chegamos no início da subida do lado oposto do vale a neblina já começava a fechar um pouco mais o visual, mais uma conferida na direção do azimute e vamos pra cima&#8230; Levamos 3h e 30 minutos para chegar na Pedra Roxa, isso incluindo as paradas. Na volta gastamos 2h e 30 minutos até o Terreirão.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4563.jpg" alt="DSCF4563" title="DSCF4563" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1365" /><br />No cume da Pedra Roxa</center></p>
<p>Pegamos uma leve chuva na subida do vale e depois uma pancada um pouco mais forte que deixou o visual dourado nas lages de rocha da trilha do Bandeira. Chovia, mas também tínhamos um sol forte, a mesma luz que ofuscava a visão criou um um belo arco-íris bem próximo de nós. Fim de trilha perfeito, mais um dia que eu estava feliz por estar ao lado de uma galera que tem disposição e noção para não fazer besteira em ambiente de montanha. Ah, João e Lucas nos acompanharam até o final. </p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4568.jpg" alt="DSCF4568" title="DSCF4568" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1366" /><br />No fim da trilha tem um pote de ouro!</center></p>
<p>Chegamos no Terreirão, hora de descansar e bater mais um bom papo. Com direito a mais uma rodada de chimarrão na porta do abrigo e troca de informações sobre mochilão, escalada e alta montanha. Várias palestras do Mario&#8230; No dia seguinte rolou um papo com uns senhores do CPM &#8211; Clube Paranaense de Montanhismo &#8211; mas isso é assunto pro próximo relato, até.</p>
<p>Boa noite, boa trilha &#8211; piadinha do grupo&#8230;</p>
<blockquote><p><img align="left" src='http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/icone_foto.gif' alt='icone_foto.gif' /><a href="http://trekking.marionery.com/?page_id=5"><strong>Veja mais fotos na galeria do site</strong></a></p></blockquote>
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<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.metabusca&amp;texto=cadeirinha&amp;af=2601&amp;catid=862" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/cadeirinha.gif" width="80" height="80" border="0" /></a></div>
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<td>
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=gps&amp;af=2601&amp;catid=253&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/gpss.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
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<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=bussola&amp;af=2601&amp;catid=911&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/bussola.jpg" width="80" height="80" border="0" /></a></div>
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<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=altimetro&amp;af=2601&amp;catid=1427&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/altimetro.gif" width="80" height="80" border="0" /></a></div>
</td>
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<tr>
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<div align="center">Cadeirinhas</div>
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<div align="center">GPS</div>
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<div align="center">Bússolas</div>
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<div align="center">Altí­metro/Barômetro</div>
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<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/20/parque-nacional-do-caparao-parte-1/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/07/proxima-parada-serra-do-caparao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Próxima parada: Serra do Caparaó'>Próxima parada: Serra do Caparaó</a></li>
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		<item>
		<title>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 10:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Caparaó]]></category>
		<category><![CDATA[Pico da Bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[Pico do Cristal]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo dia no Caparaó, uma terça-feira, acordamos por volta das 02:00 da manhã e às 02:30 estávamos do lado de fora do abrigo com nossas mochilas de ataque, headlamps, gps e rádios de comunicação e afins, para começarmos o ataque ao Pico da Bandeira e na continuação irmos até o Pico do Calçado e o Pico do Cristal.
Esse seria o dia mais interessante da trip para muitos, já que estávamos saindo para fazer três montanhas que estão na lista das dez mais altas do país.

A imagem acima mostra uma idéia ...


<b>Leia Também:</b><ol><li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/20/parque-nacional-do-caparao-parte-1/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/23/parque-nacional-do-caparao-parte-3/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/07/proxima-parada-serra-do-caparao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Próxima parada: Serra do Caparaó'>Próxima parada: Serra do Caparaó</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo dia no Caparaó, uma terça-feira, acordamos por volta das 02:00 da manhã e às 02:30 estávamos do lado de fora do abrigo com nossas mochilas de ataque, headlamps, gps e rádios de comunicação e afins, para começarmos o ataque ao Pico da Bandeira e na continuação irmos até o Pico do Calçado e o Pico do Cristal.</p>
<p>Esse seria o dia mais interessante da trip para muitos, já que estávamos saindo para fazer três montanhas que estão na lista das dez mais altas do país.</p>
<p><center><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mapa-caparao2big.jpg" rel="lightbox"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mapa-caparao2.jpg" alt="mapa-caparao2" title="mapa-caparao2" width="540" height="360" class="alignnone size-full wp-image-1321" /></a></center></p>
<p>A imagem acima mostra uma idéia do nosso roteiro do dia. Partimos do Terreirão rumo ao Bandeira e depois passamos pelo Calçado Mirim, Calçado e finalmente o Pico do Cristal, e fechamos o ciclo seguindo novamente até o Terreirão.</p>
<p>Começamos a trilha em um ritmo moderado e as pessoas foram definindo suas posições ao longo da caminhada, alguns puxavam um ritmo mais forte na frente e outros iam mais devagar. A trilha pro Pico da Bandeira é bem aberta e sinalizada constantemente por marcas e setas amarelas pintadas nas rochas, quando este recurso não está disponível existem estacas com a ponta amarela sinalizando o caminho. Em muitos pontos a trilha apresenta bifurcações, mas todas são desvios da rota original que depois de alguns metros voltam a encontrar a trilha principal que leva até o Bandeira.</p>
<p>Duas dicas são importantes nesta trilha: leve água suficiente &#8211; não vimos pontos de água durante o caminho; e prepare a sua mochila com roupas de frio, principalmente luvas, gorro, casaco de fleece e um anorak. Esse material será usado principalmente durante o tempo que você irá passar no alto do Pico da Bandeira, lá em cima venta muito e como você estará parado a sensação térmica será de uma temperatura menor do que aquela que realmente está fazendo. Quando nós saímos de manhã a temperatura estava na faixa dos 7 ou 8 graus. No topo do Bandeira ela chegou a 6 graus, mas o vento forte criava uma sensação de temperatura menor do que isso. </p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4336.jpg" alt="DSCF4336" title="DSCF4336" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1325" /></center></p>
<p>Como o nossa intenção era fazer as três montanhas em um único dia levamos fogareiros, combustível e um kit de alimentação com itens para um almoço rápido &#8211; em geral macarrão instantâneo e sopas. A alimentação mais calórica era consumida na parte da noite, para repor definitivamente o que foi perdido durante as caminhadas. Essas refeições noturnas eram basicamente compostas de kits da Liofoods.</p>
<p>A caminhada até o Bandeira foi tranquila e fizemos o trecho com calma em cerca de 2 horas e 30 minutos. Ficamos um bom tempo lá em cima esperando o sol nascer já que não sabíamos exatamente se o sol iria nascer as 05:20 ou 06:20. Ele escolheu a segunda opção e nós ficamos um tempo extra lá no cume, o que foi bom, pois conseguimos ajustar as câmeras sem pressa e olhar a vista das outras montanhas enquanto o sol ensaiava seus primeiros raios. Hora de ajustar as câmeras e começar a fotografar o espetáculo que estava por vir.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/7326e00.jpg" alt="7326e00" title="7326e00" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1326" /><br />Eu esperando o sol despontar, foto da Carol Emboava</center></p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC00039.jpg" alt="DSC00039" title="DSC00039" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1328" /><br />Lá vem o sol&#8230; Foto: Renan Cavichi do <a href="http://www.piaventura.com.br/" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">Blog Piá Ventura</a></center></p>
<p>Ficamos um bom tempo lá no alto fotografando, fazendo vídeos e batendo papo. O vento estava bem forte naquela manhã ensolarada. Mas logo depois na descida do Pico da Bandeira rumo ao Calçado já estávamos tirando as camadas externas de roupas &#8211; anoraks e fleeces &#8211; e caminhando de segunda pele ou blusa sob de um sol forte e sem ventos. Mais alguns minutos de caminhada &#8211; uns 50 minutos em um ritmo calmo &#8211; e estávamos no cume do Pico do Calçado.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4377.jpg" alt="DSCF4377" title="DSCF4377" width="240" height="180" class="alignnone size-full wp-image-1330" />  <img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4404.jpg" alt="DSCF4404" title="DSCF4404" width="240" height="180" class="alignnone size-full wp-image-1331" /><br />Na esquerda a vista das montanhas que ficam abaixo do Bandeira, no Espírito Santo. Na direita a vista do Pico da Bandeira a partir da trilha que vai até o Pico do Calçado</center></p>
<p>A trilha até o Calçado é tranquila e bem simples, sem apresentar nenhum problema de orientação. Já a saída do Pico do Calçado para o Pico do Cristal merece uma certa atenção, tanto na saída do Calçado quanto na chegada ao Cristal. A saída do cume do Calçado acontece por uma encosta rochosa onde existe um pequeno risco de acidentes para quem não prestar atenção no que está fazendo, após esse trecho a orientação continua simples, basta seguir na direção do Cristal e subir até o início da base da montanha, onde será necessário fazer uma escalaminhada para atingir o topo. Essa pequena escaladinha acontece sem equipamentos de proteção e mesmo não sendo nada tão complicado ela pede uma boa dose de cuidado.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4408.jpg" alt="DSCF4408" title="DSCF4408" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1333" /><br />Vista do Cristal a partir do cume do Calçado, a trilha sai de um ponto mais a esquerda da foto e segue pelo vale abaixo em direção ao Cristal</center></p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC09133.jpg" alt="DSC09133" title="DSC09133" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1334" /><br />Trecho da escalaminhada da chegar no cume do Cristal, bastante atenção neste trecho</center></p>
<p>O visual do cume do Cristal é muito bonito, principalmente por que é possível ter uma boa idéia do caminho percorrido no dia e também apreciar uma vista imponente do Pico da Bandeira. Lá no Cristal é outro ponto onde venta bastante. </p>
<p>A descida acontece pela crista oposta a que foi usada para chegar ao cume e não apresenta dificuldades. No final desta dela existem duas possibilidades de orientação para chegar ao vale mais abaixo: é possível seguir em frente e descer um trecho bem inclinado ou fazer uma descida pela lateral esquerda da crista e sair no fundo do vale. Essa descida pela esquerda está marcada por vários tótens de pedras empilhadas, o problema é que este trecho tem uma vegetação fechada o que atrapalha bastante a caminhada (em muitos pontos a trilha simplesmente não existe). Se for possível desça direto pela frente da crista, até atingir o vale mais abaixo, depois é só atravessar o rio e subir pelo meio do vale até o Terreirão. O tracklog que estava carregado no GPS de uma das pessoas do grupo nos levou pelo pior caminho possível, descemos pela encosta da esquerda e subimos uma das paredes laterais do vale, dando uma volta desnecessária e que na verdade estávamos vendo que não era a melhor opção, mas como estávamos com o GPS acabamos seguindo o aparelho, portanto fica a dica&#8230; Devido a este problema da rota chegamos no abrigo por volta das 17:30 da tarde, já com o sol se pondo.</p>
<p>O dia foi bem cansativo, mas alguns ainda tiveram a coragem de enfrentar o banho frio dos chuveiros do Terreirão na volta.</p>
<p>Depois do nosso primeiro dia oficial de trilha, bem longo diga-se de passagem, nos restava descansar e nos preparar para a jornada do dia seguinte, uma volta leve rumo ao Vale Encantado e as suas piscinas naturais. Afinal de contas depois de tanto tempo fora do abrigo e depois de tanto perrengue tínhamos que relaxar um pouco&#8230; No próximo relato falarei do Vale Encantado e da preparação para a Pedra Roxa, uma montanha que não tem trilha e que fizemos com a navegação praticamente no visual.</p>
<blockquote><p><img align="left" src='http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/icone_foto.gif' alt='icone_foto.gif' /><a href="http://trekking.marionery.com/?page_id=5"><strong>Veja mais fotos na galeria do site</strong></a></p></blockquote>
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<div align="left"> <strong>Encontre os melhores preços para:<img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/space.jpg" alt="" /></strong></div>
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<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.metabusca&amp;texto=cadeirinha&amp;af=2601&amp;catid=862" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/cadeirinha.gif" width="80" height="80" border="0" /></a></div>
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<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=gps&amp;af=2601&amp;catid=253&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/gpss.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
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<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=bussola&amp;af=2601&amp;catid=911&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/bussola.jpg" width="80" height="80" border="0" /></a></div>
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<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=altimetro&amp;af=2601&amp;catid=1427&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/altimetro.gif" width="80" height="80" border="0" /></a></div>
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<div align="center">Cadeirinhas</div>
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<div align="center">GPS</div>
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<div align="center">Bússolas</div>
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<div align="center">Altí­metro/Barômetro</div>
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<p><b>Leia Também:</b><ol><li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/20/parque-nacional-do-caparao-parte-1/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/23/parque-nacional-do-caparao-parte-3/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/07/proxima-parada-serra-do-caparao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Próxima parada: Serra do Caparaó'>Próxima parada: Serra do Caparaó</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 01:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Caparaó]]></category>
		<category><![CDATA[Pico da Bandeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estava na internet olhando os meus emails e sites de relacionamento quando a Carol Emboava me convida para uma viagem no meio da semana para o Parque Nacional do Caparaó. Como eu estava precisando de umas mini-férias aceitei o convite de primeira e acabei unindo o útil ao agradável, fiz ótimas montanhas e conheci muita gente boa, assim foi essa semana que passamos no Caparaó, e aí embaixo está o relato desta trip.
Pra mim a viagem começou mais ou menos um mês antes da partida, mais ou menos por ...


<b>Leia Também:</b><ol><li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/23/parque-nacional-do-caparao-parte-3/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/22/parque-nacional-do-caparao-parte-2/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/07/proxima-parada-serra-do-caparao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Próxima parada: Serra do Caparaó'>Próxima parada: Serra do Caparaó</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estava na internet olhando os meus emails e sites de relacionamento quando a <a href="http://carolemboava.multiply.com/" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">Carol Emboava</a> me convida para uma viagem no meio da semana para o <a href="http://trekking.marionery.com/2010/07/07/proxima-parada-serra-do-caparao/" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">Parque Nacional do Caparaó</a>. Como eu estava precisando de umas mini-férias aceitei o convite de primeira e acabei unindo o útil ao agradável, fiz ótimas montanhas e conheci muita gente boa, assim foi essa semana que passamos no Caparaó, e aí embaixo está o relato desta trip.</p>
<p>Pra mim a viagem começou mais ou menos um mês antes da partida, mais ou menos por volta do dia 11 de junho. O planejamento já estava acontecendo antes, mas eu fui convidado quando faltava pouco tempo mesmo, viram como o pessoal gosta de mim?</p>
<h3>Do Rio de Janeiro até o abrigo de montanha do Terreirão</h3>
<p></p>
<p>Saí do Rio de Janeiro rumo a Manhumirim-MG por volta da 22h do dia 11 de julho, foram 7 horas e meia de viagem até a cidade mineira. Cheguei lá por volta das 05:40 da manhã e aguardei na rodoviária até que o pessoal chegasse no ônibus de São Paulo &#8211; o que aconteceu por volta das 08:20. O pessoal se reuniu em São Paulo e veio junto no mesmo ônibus o que facilitou um pouco as coisas, já que tínhamos um casal do Paraná também. A empresa de ônibus que sai aqui do Rio para Manhumirim é a Rio Doce e a passagem custa cerca de R$ 70,00 atualmente (2010).</p>
<p>Apresentações feitas, nós fomos decidir como seria a ida até o Alto Caparaó. O combinado era pegar um ônibus na rodoviária de Manhumirim até o Alto Caparaó e de lá seguir com um jeep alugado até o parque. Porém a Carol não conseguiu contato com o pessoal do jeep no dia anterior e nós acabamos fechando com dois taxistas para nos levar até a portaria do parque, fazer o check in e nos deixar no Tronqueira, área de camping onde termina a estrada e começa a trilha de 3,7KM até o Terreirão, onde ficaríamos durante uma semana no abrigo de montanha do parque. </p>
<p>Os taxistas nos cobraram R$ 260,00 para nos levar e nos buscar no dia 17. O roteiro era simples, Manhumirim-Tronqueira e depois de volta. Esse valor deu a bagatela de R$ 32,50 para cada um (estávamos em 8 pessoas). Aceitamos o valor e combinamos que iríamos pagar uma parte na ida e outra na volta. Embarcamos nos taxis e fomos para a entrada do Parque Nacional do Caparaó. Chegando lá acertamos os valores de entrada e aluguel do abrigo de montanha &#8211; respectivamente R$ 10,00 e R$ 50,00 por 5 dias no abrigo. Pegamos a chave do abrigo e subimos. </p>
<p>Fiquei meio espantado com esse negócio da chave, isso era novidade pra mim, já que em todos os locais que eu estive os abrigos sempre tinham uma administração qualquer. Lá no Caparaó o abrigo fica sob controle dos visitantes. Tivemos uma casa de montanha só pra nós durante a nossa estada no parque. Cada pernoite no abrigo custa R$ 10,00, se tivéssemos optado por acampar pagaríamos R$ 6,00 por pernoite. A diferença seria de R$ 20,00 a menos, o que ao meu ver não é muito e acaba compensando já que podemos ir sem barraca e ganhamos o conforto de uma casa de alvenaria &#8211; ainda que ela não tenha luxo nenhum.</p>
<p>Outra moleza que a galera adotou foi o uso de mulas no trecho entre a Tronqueira e o Terreirão, o serviço é comum neste trecho. Aproveitamos para despachar as cargueiras e subimos os 3,7 Km entre a Tronqueira e o Terreirão somente com as mochilas de ataque, isso pouparia o desgaste de alguns e deixaria a galera mais inteira para o ataque da madrugada do dia seguinte, um ataque triplo, onde faríamos de uma só vez o Pico da Bandeira, Pico do Calçado e o Pico do Cristal. O serviço de mulas para carregar nossas cargueiras custou R$ 100,00 (duas mulas), o que deu R$ 12,50 para cada um. Abaixo está uma imagem com a marcação da trilha mostrando uma idéia do trecho percorrido na chegada ao parque, como eu disse antes o trecho da portaria até a Tronqueira foi feito de carro e de lá até o Terreirão seguimos pela trilha com as mulas levando as cargueiras.</p>
<p><center><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mapa-caparao1big.jpg" rel="lightbox"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mapa-caparao1.jpg" alt="Clique para ampliar" title="mapa-caparao1" width="540" height="458" class="size-full wp-image-1286" /></a></center></p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4281.jpg" alt="DSCF4281" title="DSCF4281" width="240" height="180" class="alignnone size-full wp-image-1290" />  <img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4287.jpg" alt="DSCF4287" title="DSCF4287" width="240" height="180" class="alignnone size-full wp-image-1291" /><br />(Entrada do Parque e área de camping da Tronqueira)</center></p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4282.jpg" alt="DSCF4282" title="DSCF4282" width="240" height="180" class="alignnone size-full wp-image-1292" />  <img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4290.jpg" alt="DSCF4290" title="DSCF4290" width="240" height="180" class="alignnone size-full wp-image-1293" /><br />(Vista do mirante da Tronqueira e Mulas)</center></p>
<p>A caminhada é relativamente suave, mas o sol estava castigando bastante naquela manhã, o que desgastava um pouco o pessoal. Mesmo assim a subida do Vale Encantado levou apenas 1h e 30 minutos para ser concluída. O visual é bem árido e a vegetação baixa contribui para o sol desgastar ainda mais os visitantes. A trilha sobe em grande parte ladeada pelo rio que corta o vale. No meio do caminho, mais ou menos 1,5 Km existe uma grande araucária, o que simplifica a noção de posicionamento de quem percorre a trilha. Mas mesmo que a árvore não existisse o visitante não ficaria muito desorientado, a trilha é muito sinalizada e inclusive apresenta placas com a marcação da distância percorrida até aquele ponto.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4301.jpg" alt="DSCF4301" title="DSCF4301" width="240" height="180" class="alignnone size-full wp-image-1310" />  <img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4306.jpg" alt="DSCF4306" title="DSCF4306" width="240" height="180" class="alignnone size-full wp-image-1311" /><br />(Vistas da trilha entre a Tronqueira e o Terreirão, trilha que segue paralela ao Vale Encantado)</center></p>
<p>O Terreirão, como o nome sugere, é uma enorme área de camping. A área mais próxima dos principais picos do parque &#8211; Pico da Bandeira, Calçado e Cristal, por isso mesmo é de lá que costuma partir a maioria dos grupos de visitantes que fazem a trilha até esses picos. A estrutura da área é boa, lá existem dois abrigos de montanha, a Casa de Pedra &#8211; um abrigo rústico e simples; e o abrigo de montanha onde ficamos &#8211; uma casa de alvenaria com uma estrutura um pouco melhor. Além disso temos a casa dos guardas e brigadistas do parque, os banheiros e pias e a enorme área de camping com alguns latões de lixo e mesas de madeira. Os abrigos não possuem banheiro no seu interior, os banheiros são de uso comum e tem uma boa estrutura também, contando com três pias, dois chuveiros (frios somente) e duas privadas. Em geral os banheiros são bem cuidados, mas durante períodos de grande movimento (finais de semana e feriados) o ambiente pode não ficar tão bom assim. Do lado de fora dos banheiros temos 3 pias para a lavagem de louças e utensílios de cozinha e um tanque para lavar roupas &#8211; uma estrutura bem interessante se comparada com a do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, aqui no Rio &#8211; que é muito mais simples.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSCF4309.jpg" alt="DSCF4309" title="DSCF4309" width="540" height="405" class="alignnone size-full wp-image-1312" /><br />(Terreirão, com a casa de Pedra na parte de baixo da foto, o abrigo de montanha mais ao centro e os banheiros ao fundo)</center></p>
<p>Chegamos no Terreirão por volta das 14:30 da tarde, já que só começamos a subir as 13:00 por causa do horário que havia sido combinado com o rapaz que controla as mulas. Chegamos, arrumamos as coisas no abrigo de visitantes e demos uma volta pelo Terreirão para conhecer melhor a estrutura do parque. Neste dia nós fomos dormir cedo, já que estaríamos de pé por volta das 02:00 da manhã do dia seguinte para o ataque aos três picos principais do parque. Almoçamos, arrumamos as mochilas de ataque e separamos as roupas de frio que usaríamos durante a subida e depois no alto do Pico da Bandeira. O tempo estava ótimo, com um céu muito estrelado e sem nuvens. Por ser segunda-feira não tínhamos quase nenhum vizinho no Terreirão. Hora de dormir e nos preparar para o que viria de madrugada.</p>
<p>Essa foi a primeira parte do relato sobre a viagem de uma semana que fizemos ao Parque Nacional da Serra do Caparaó, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo. No próximo artigo irei falar da subida até o Pico da Bandeira e da ida ao Calçado e Pico do Cristal. Aguardem!!</p>
<blockquote><p><img align="left" src='http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/icone_foto.gif' alt='icone_foto.gif' /><a href="http://trekking.marionery.com/?page_id=5"><strong>Veja mais fotos na galeria do site</strong></a></p></blockquote>
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<table width="526" border="0" cellpadding="2" cellspacing="2">
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<td colspan="4"><strong>Encontre os melhores preços para:</strong></td>
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<td width="133">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=barraca&amp;af=2601&amp;catid=923&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/barracas.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
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<td width="127">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=mochila&amp;af=2601&amp;catid=916&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/mochilas.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
<td width="120">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.metabusca&amp;af=2601&amp;catid=929" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/sacosdedormir.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
<td width="120">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=isolante+termico&amp;af=2601&amp;catid=1285&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/isolante.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<div align="center">Barracas</div>
</td>
<td>
<div align="center">Mochilas</div>
</td>
<td>
<div align="center">Sacos de Dormir</div>
</td>
<td>
<div align="center">Isolantes térmicos</div>
</td>
</tr>
</table>
</div>


<p><b>Leia Também:</b><ol><li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/23/parque-nacional-do-caparao-parte-3/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/22/parque-nacional-do-caparao-parte-2/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/07/proxima-parada-serra-do-caparao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Próxima parada: Serra do Caparaó'>Próxima parada: Serra do Caparaó</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Próxima parada: Serra do Caparaó</title>
		<link>http://trekking.marionery.com/2010/07/07/proxima-parada-serra-do-caparao/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 02:18:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Caparaó]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo eu recebi pelo twitter um convite para me juntar a um grupo de pessoas em um trekking de uma semana pelo Parque Nacional do Caparaó, na divisa entre Minas e Espírito Santo. Um lugar maravilhoso que abriga a terceira maior montanha do país, o Pico da Bandeira, com seus 2.891 metros de altitude.
Convite devidamente aceito lá fui eu preparar os detalhes para passar uma semana no parque. A viagem daqui até Minas terá uma duração de sete horas e meia, já estou carregando um pequeno MP3 player ...


<b>Leia Também:</b><ol><li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/20/parque-nacional-do-caparao-parte-1/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/22/parque-nacional-do-caparao-parte-2/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/23/parque-nacional-do-caparao-parte-3/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo eu recebi pelo twitter um convite para me juntar a um grupo de pessoas em um trekking de uma semana pelo Parque Nacional do Caparaó, na divisa entre Minas e Espírito Santo. Um lugar maravilhoso que abriga a terceira maior montanha do país, o Pico da Bandeira, com seus 2.891 metros de altitude.</p>
<p>Convite devidamente aceito lá fui eu preparar os detalhes para passar uma semana no parque. A viagem daqui até Minas terá uma duração de sete horas e meia, já estou carregando um pequeno MP3 player com algumas músicas e vou separar alguma revista para ler no caminho&#8230; Se você está perguntando como eu pretendo recarregar o meu MP3 lá no parque <a href="http://trekking.marionery.com/2009/10/18/guepardo-carregador-solar-green-line/" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">aqui tem uma possível resposta</a>.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mapa-caparao.jpg" alt="mapa-caparao" title="mapa-caparao" width="520" height="672" class="alignnone size-full wp-image-1258" /></center></p>
<p>O mais complicado em fazer uma aventura assim não é chegar ou voltar, mas sim lhe dar com a quantidade de material &#8211; principalmente comida &#8211; que cada um irá carregar. São lanches, almoços e jantares para uma semana. Pra facilitar o transporte e a redução de volume optamos por usar kits de comida liofilizada da Liofoods, assim podemos ter refeições de qualidade sem agregar muito peso nas mochilas, na verdade, sem agregar quase peso nenhum, já que a comida liofilizada é muito leve e ainda assim mantém o seu valor nutricional. Além disso, eu costumo levar barras de cereal, barras de proteína e carboidrato em gel &#8211; para as caminhadas. Para as refeições mais rápidas costumo usar macarrão instantâneo (cup noodels &#8211; <a href="http://trekking.marionery.com/2010/06/27/reduzindo-o-volume-do-cup-noodles/" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">leia uma dica sobre ele aqui</a>) e sandwiches de peito de peru defumado/salame e queijo provolone &#8211; qualquer queijo ou carne defumada/curada aguenta muito mais tempo fora da geladeira. E ainda temos leite em pó, chocolate ou capuccino em pó, bananadas, frutas duras&#8230;</p>
<p>Depois disso tudo comprado e separado estava a hora de comprar as passagens pela Internet e pesquisar umas informações sobre o parque:</p>
<h2>Parque Nacional do Caparaó</h2>
<p></p>
<p>Caparaó, do tupi, &#8220;águas cristalinas que rolam das pedras&#8221;. </p>
<p>O parque está situado na divisa entre Minas Gerais e o Espírito Santo, o deslocamento do Rio até lá acontece de ônibus ou de carro e, no meu caso, o destino final é a cidade mineira de <a href="http://www.manhumirim.mg.gov.br/prefeitura/" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">Manhumirim</a>. A unidade de conservação foi criada em 24 de maio de 1961, pelo presidente Jânio Quadros. </p>
<p>A serra do Caparaó é uma ramificação da Serra da Mantiqueira, assim como muitos parques nacionais este também é administrado pelo Ibama/ICMBio. É uma área de 32 mil hectares de mata atlântica com temperaturas baixas durante o inverno, podendo atingir -14º C e apresentar geadas e congelamentos de lagos, aliás, gelo é uma coisa que pode acontecer aqui nas montanhas brasileiras, <a href="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=495779" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">pode até mesmo nevar</a>!</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/caparao1.jpg" alt="caparao1" title="caparao1" width="529" height="425" class="alignnone size-full wp-image-1260" /></center></p>
<p>O parque tem uma paisagem linda composta de florestas, campos de altitude, montanhas e cachoeiras em diversos pontos diferentes.</p>
<p>O nosso objetivo é simples, teremos uma semana para percorrer todas as principais montanhas do parque, dez ao total. Para reduzir o peso ficaremos no abrigo do Terreirão, assim podemos dispensar as barracas. O parque tem oficialmente quatro áreas de camping, que devem ser respeitadas. Elas apresentam estrutura básica para atendimento aos campistas (banheiros, pias para lavar louças, áreas de camping e abrigos em alguns casos). A entrada do parque custa &#8211; atualmente (2010) &#8211; R$ 10,00; já cada noite passada no abrigo do Terreirão custa R$ 10,00. Se formos comparar os valores com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos aqui no Rio de Janeiro eu acho que estes valores estão ótimos.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/portaria-caparao.jpg" alt="portaria-caparao" title="portaria-caparao" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-1261" /></center></p>
<p>O pico da Bandeira tem um acesso simples, mesmo sendo a terceira montanha mais alta do país. No quesito  acesso ele se compara a Pedra do Sino, aqui na região da Serra dos Órgãos no Rio de Janeiro. O acesso ao pico da Bandeira acontece a partir de trilhas que partem das três principais áreas de camping do parque: Terreirão, Casa Queimada e Tronqueira. O nome do pico tem origem no período imperial do Brasil. Segundo alguns livros, em 1859 D. Pedro II pediu que fosse colocada uma bandeira no alto da montanha. A caminhada para a montanha acontece principalmente de madrugada, já que um dos objetivos dos visitantes é apreciar o nascer do sol no cume do pico da Bandeira. Mesmo não sendo uma montanha tão imponente ela ganha pontos por apresentar um nascer do sol espetacular:</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/pico-bandeira.jpg" alt="pico-bandeira" title="pico-bandeira" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-1263" /></center></p>
<p><center><a href="http://nascerdosolnoPicodaBandeira"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/sol-bandeira.jpg" alt="sol-bandeira" title="sol-bandeira" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-1264" /></a></center></p>
<p> Ah, vale a pena comentar que os visitantes que forem até o parque pra acampar devem ter cuidado com a comida dentro das barracas, os quatis costumam saquear as barracas&#8230; Confira:</p>
<p><center><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HOd3iDlXDt8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/HOd3iDlXDt8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></center></p>
<p><strong>DICAS: </p>
<p>Dois vídeos de um programa de TV que fala sobre o Parque do Caparaó publicados no Youtube:</p>
<p>1. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=V0Kc7vY-dak&#038;feature=related" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">http://www.youtube.com/watch?v=V0Kc7vY-dak&#038;feature=related</a><br />
2. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vQy7-sVY504&#038;feature=related" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">http://www.youtube.com/watch?v=vQy7-sVY504&#038;feature=related</a></p>
<p>Site oficial do Parque Nacional do Caparaó: <a href="http://www4.icmbio.gov.br/parna_caparao/index.php" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">Parna Caparaó</a></strong></p>
<div align="center">
<table width="526" border="0" cellpadding="2" cellspacing="2">
<tr>
<td colspan="4"> </td>
</tr>
<tr>
<td colspan="4"><strong>Encontre os melhores preços para:</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="133">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=barraca&amp;af=2601&amp;catid=923&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/barracas.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
<td width="127">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=mochila&amp;af=2601&amp;catid=916&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/mochilas.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
<td width="120">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.metabusca&amp;af=2601&amp;catid=929" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/sacosdedormir.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
<td width="120">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=isolante+termico&amp;af=2601&amp;catid=1285&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/isolante.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<div align="center">Barracas</div>
</td>
<td>
<div align="center">Mochilas</div>
</td>
<td>
<div align="center">Sacos de Dormir</div>
</td>
<td>
<div align="center">Isolantes térmicos</div>
</td>
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</table>
</div>


<p><b>Leia Também:</b><ol><li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/20/parque-nacional-do-caparao-parte-1/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 1</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/22/parque-nacional-do-caparao-parte-2/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 2</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2010/07/23/parque-nacional-do-caparao-parte-3/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3'>Parque Nacional do Caparaó &#8211; Parte 3</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Acima dos 5000 metros</title>
		<link>http://trekking.marionery.com/2010/02/10/acima-dos-5000-metros/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 02:48:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[escalada]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou lendo &#8220;No Ar Rarefeito&#8221;, um livro do Jon Krakauer que fala sobre um ano trágico no Everest, 1996. Uma série de mortes aconteceram na montanha naquele ano. O  livro me fez relembrar os momentos em alta montanha que passamos na Cordilheira Real, na Bolíva, em 2009. Mais exatamente aqueles dias que passamos no Huayna Potosi&#8230; Esse texto é um relato de como foi a escalada de uma alta montanha.
Huayna Potosi, 6088 mts de altitude &#8211; Bolívia. 
Estávamos em 2008. Eu estava procurando alguma aventura fora do país, algo ...


Sem textos relacionados com este assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou lendo &#8220;No Ar Rarefeito&#8221;, um livro do Jon Krakauer que fala sobre um ano trágico no Everest, 1996. Uma série de mortes aconteceram na montanha naquele ano. O  livro me fez relembrar os momentos em alta montanha que passamos na Cordilheira Real, na Bolíva, em 2009. Mais exatamente aqueles dias que passamos no Huayna Potosi&#8230; Esse texto é um relato de como foi a escalada de uma alta montanha.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/HuaynaPotosi.jpg" alt="HuaynaPotosi" title="HuaynaPotosi" width="467" height="350" class="alignnone size-full wp-image-923" /><br />Huayna Potosi, 6088 mts de altitude &#8211; Bolívia.</center> </p>
<p>Estávamos em 2008. Eu estava procurando alguma aventura fora do país, algo aqui mesmo pela América do Sul, onde eu não iria gastar muito dinheiro com passagens aéreas ou teria que enfrentar a burocracia para tirar um visto qualquer. Depois de escolher o meu destino eu comecei a procurar informações na internet e montar meu roteiro. O objetivo era algo bem mais simples do que aquilo que fizemos no final. O que era para ser uma ida simples até Machu Picchu se tornou uma viagem de 40 dias por 4 países da América do Sul (se contarmos o trecho no Brasil). Cruzaríamos 2 desertos, escalaríamos duas montanhas acima do 5000 metros e faríamos a trilha mais complicada para chegar até a cidade sagrada dos Incas. Isso sem contar o downhill de bike na estrada mais perigosa do mundo &#8211; a Yungas, que liga La paz a Coroico, na Bolívia&#8230;</p>
<p>O grupo de pessoas foi se reunindo pela internet através de um fórum conhecido como Mochileiros.com, éramos umas vinte pessoas quase. Montamos todos os planos e partimos para nossa viagem. Esse planejamento e outros detalhes aconteceram em um ano. Em 2009 estávamos nos preparando para colocar o pé na estrada.</p>
<h2>A primeira vez em uma alta montanha</h2>
<p></p>
<p>Escalar em alta montanha é muito, mas muito, diferente mesmo de uma escalada normal em rocha ou de qualquer escalada/trilha feita em montanhas brasileiras. Os equipamentos, técnicas, roupas, ambiente, enfim, tudo era diferente daquilo que eu estava acostumado.</p>
<p>Sabíamos o que nós precisávamos levar de equipamentos e o que seria alugado lá: grampões, botas plásticas, piolet&#8230; Esses equipamentos que não usaríamos nunca aqui no Brasil seriam alugados lá na Bolívia. No nosso caso eles fizeram parte do material oferecido pela agência que nós contratamos para nos fornecer os guias.</p>
<p>Uma montanha tem em geral sempre mais de uma rota até o seu cume, no Huayna Potosi não é diferente, temos a rota Francesa e a Rota Normal. Por questões de habilidades técnicas e por ninguém do grupo ter experiência em alta montanha optamos pela rota normal &#8211; a mais simples, que não exigia grande técnica para a escalada. Vale lembrar que não fomos até lá com as 20 pessoas do nosso grupo. Nesse ponto da viagem o grupo estava separado em dois, parte fazendo o Chacaltaya (5400m) e apenas 3 de nós (incluindo eu) estavam no Huayna Potosi. Muitos já haviam retornado para suas casas ou estavam no caminho de volta. </p>
<p>Estávamos em La Paz, capital da Bolívia. No mesmo dia em que fechamos o downhill de bike pela Yungas fomos até a agência do Dr. Hugo Bérrios, montanhista e médico especializado em traumas de montanha e altitude, para nos informar sobre a montanha e bater um papo sobre os serviços, rotas, riscos, etc. Conversa interessante a que tivemos com ele, ele nos perguntou alguns detalhes médicos sobre cada um, principalmente se alguém sofria de problemas cardíacos, pulmonares e circulatórios &#8211; além de diabetes. Perguntou sobre nossa experiência em altitude, comentamos que já tínhamos tentado o vulcão Licancabur (5916m) no sul da Bolívia e que passamos pela trilha de Salkantay (4700m) rumo à Machu Picchu. Um detalhe curioso comentado pelo Dr. Hugo foi que em geral descendentes de japoneses não escalam bem em altitude, eles passam mal e acabam até morrendo pelos efeitos do chamado mal de montanha e suas complicações. Não sabia desse fato, mas realmente são poucos os nomes de montanhistas japoneses que aparecem em altas montanhas&#8230;</p>
<p>Fechamos nossa escalada, no mesmo dia fomos até o depósito da agência para experimentarmos as botas plásticas para neve e ver se alguém estava precisando de alguma roupa emprestada. Material acertado voltamos para o Hostel para ajustar as mochilas de ataque e preparar os equipamentos. Daqui a um dia teremos um novo desafio pela frente.</p>
<h2>Rumo ao Huayna Potosi</h2>
<p></p>
<p>Acordamos cedo e fomos tomar nosso café da manhã, depois de algumas horas teríamos que nos encontrar com o pessoal da agência e conhecer o novo integrante do nosso grupo, um suíço que falava trocentos idiomas (menos português) e que se chamava &#8220;Emanuel&#8221;, nada parecido com o que eu esperava para um nome suíço. </p>
<p>Chegamos na agência, encontramos o pessoal lá nos esperando e já fomos para a van que nos levaria até o refúgio do Huyana Potosi. Entramos na van, subimos até a parte alta de La Paz e paramos numa venda para comprar uns chocolates e mais água para quem quisesse. Comprei uns chocolates e corri para bater umas fotos, estávamos na frente do Illimani e com o Chacaltaya e o Huayna Potosi ao nosso lado&#8230;</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/chacaltaya-huayna.jpg" alt="chacaltaya-huayna" title="chacaltaya-huayna" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-936" /><br />Na esquerda, mais ao fundo o Huayna Potosi, na direita o Chacaltaya</center></p>
<p>Hora de recuperar o fôlego depois de tanto babar na paisagem e voltar para van. Na verdade eu ainda iria reclamar muito sobre fôlego, só que eu ainda não sabia o quanto&#8230;</p>
<p>A van nos levou até o refúgio Huayna Potosi, onde iríamos passar o restinho da manhã, almoçar, descansar um pouco e fazer um treino básico de escalada no gelo na parte da tarde, no Glaciar aos pés da montanha.</p>
<p>Nos instalamos em um quartinho com duas camas beliches e descemos para o almoço e para conhecer melhor o local. Na parede da sala do refúgio encontramos uma camisa com a data de um mês atrás e a assinatura do Niclevickz, era uma camisa que marcava a escalada dele e de outros montanhistas até o Huayna Potosi como parte do treinamento para o Everest em 2010.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/niclevicz.jpg" alt="niclevicz" title="niclevicz" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-937" /><br />Waldemar Niclevicz e cia, por um pouco mais que um mês não encontramos ele lá no abrigo</center></p>
<p>Almoço muito bem servido, aliás o serviço do refúgio é bem legal. Descansamos por algumas horas e partimos para uma caminhada até o Glaciar para aprendermos como usar corretamente os grampões e os piolets. Uma instrução rápida de técnicas de descida e subida, e depois uma parte prática com trechos de uns 45 graus ou mais de inclinação. Pra finalizar um top rope de uns 20 metros.</p>
<p>Muito interessante o que aprendemos ali. Não tinha idéia das técnicas usadas para subir ou descer com os grampões nos pés. Realmente a escalada em neve/gelo é algo fascinante.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/top-rope.jpg" alt="top-rope" title="top-rope" width="390" height="520" class="alignnone size-full wp-image-942" /><br />Top Rope no glaciar do Huayna Potosi, aprendendo a lidar com o piolet e os grampões</center></p>
<p>Terminada a nossa aulinha voltamos para o refúgio para batermos papo com os guias e com o resto do pessoal e nos preparamos para a tarde do dia seguinte, quando sairíamos depois de almoço para atingir os 5300 metros do refúgio 2, que no nosso caso foi um ponto curioso. Não ficamos no refúgio oficial por causa de um grupo de adolescentes ingleses que estavam escalando algumas montanhas por lá &#8211; passeio de férias da escola! Daqui a pouco falo sobre isso.</p>
<h2>Saindo para o segundo refúgio</h2>
<p></p>
<p>Nessa altura do jogo eu já sabia que os meus problemas com altitude  começam depois dos 5 mil metros. Chego numa boa nos 5000 ou 5400 metros, mas depois disso a coisa começa a ficar complicada e realmente exaustiva, cada passo se torna um esforço enorme. Essa lição eu aprendi no Licancabur.</p>
<p><center><embed src='http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=517396&amp;relacionados=N&amp;default=N&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=504&amp;height=405' width='504' height='405' type='application/x-shockwave-flash' allowFullScreen='true' AllowScriptAccess='always'></embed></center></p>
<p>Por isso eu sabia que quando eu saísse do segundo refúgio a coisa ia se complicar. Partimos algum tempo depois do almoço, cada um carregava a sua mochila, nada de carregadores aqui. Estávamos levando água, roupas extras, sacos de dormir e os equipamentos pessoais de cada um, entre outras pequenas coisas. A subida foi bem puxada, o ar começou a faltar a partir de um determinado ponto e a nossa marcha deu uma reduzida leve no ritmo. Sofremos mas chegamos no que seria o nosso segundo refúgio &#8211; um simples depósito no meio da montanha pouco acima da Casa de Pedra e abaixo alguns metros do refúgio oficial, que estava lotado com os garotos ingleses &#8211; que aliás, tinham seu próprio guia de montanha e uma enfermeira na equipe deles &#8211; país de primeiro mundo é outra coisa!</p>
<p>Brincadeiras a parte, nos instalamos no &#8220;refúgio simples&#8221;. Preparamos o fogareiro e um dos guias do refúgio acima trouxe o querosene. Os nossos guias prepararam alguma coisa para comermos e enquanto isso batíamos um papo do lado de fora. Deveria ser umas 16:00 horas. Jantamos no meio da tarde e arrumamos as coisas, o plano era partir de madrugada, por volta das 02:00 da manhã até o cume. As 17:00 de uma sexta-feira estávamos dormindo, como se fosse noite.</p>
<p>Sacos de dormir para graus negativos, anorak, calça impermeável para alta montanha, fleece, underwear, gorro, duas luvas, duas meias&#8230; Isso era o nosso pijaminha. Pra ficar mais legal ainda a portinha do abrigo caiu durante a noite e podemos aproveitar para curtir um ventinho da montanha. Ahhh, essa vida de montanhista! Coisa fina!</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/refugio-2.jpg" alt="refugio-2" title="refugio-2" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-949" /><br />Refúgio 2, nosso hotel &#8220;sem estrelas&#8221;</center></p>
<h2>Hora de encarar o ataque ao cume!</h2>
<p></p>
<p>Uma hora da manhã o nosso guia nos acorda, hora do café. Pra começar um chá de folhas de coca, pra combater os males da altitude, mesmo que ninguém estivesse reclamando de nada. Depois uns comes e bebes e lá vamos nós lá pra fora, um frio de rachar! Ir ao banheiro com um ventinho extra, nessa altitude e com essa temperatura é uma coisa maravilhosa&#8230;</p>
<p>Na encosta branca vários pontinhos de luz serpenteiam montanha acima. Muitas pessoas subindo naquela madrugada gelada. Grupos grandes, duplas e até ataques solo. Nossa subida começou em um misto de rocha e gelo onde não se usa os grampos nas botas. Aquelas botas de alta montanha sem grampos são as piores coisas do mundo, primeiro por que elas não são confiáveis do ponto de vista da aderência e segundo por que elas não dobram, fazendo você marchar montanha acima&#8230;</p>
<p>Subo xingando as botas e as pedras, até que finalmente o guia nos pede pra colocar os grampões e prepara o encordamento das duas equipes de 3 pessoas cada. Vamos subindo, calados.</p>
<p>Agora começa a guerra interna entre você e a montanha. Cada passo significava mais esforço e menos ar, a luz da lanterna de cabeça não iluminava grandes distâncias, então era interessante ver como passamos do lado de grandes encostas de neve sem mesmo notar que estávamos ao lado de um abismo. As temidas gretas no gelo só apareceram uma vez, mas posso dizer que assustam. A que pulamos deveria ter uns 80cm de largura ou um metro talvez, nada de demais, apenas não conseguíamos ver o fundo da fenda&#8230; Nossas cordadas foram passando, pessoa por pessoa. Se alguém errasse o salto era responsabilidade dos demais impedir que a pessoa caísse e levasse com ela os outros.</p>
<p>Um determinado momento eu comecei a alternar os modos de caminhada para poupar alguns músculos das pernas e não fatigar demais outros. Passado um tempo já estavam todos eles bem fatigados! Parei a minha cordada, eu precisava respirar. Não sei neem quanto tempo ficamos parados, mas a segunda cordada que vinha atrás nos passou e eu não notei. Alguns metros na frente eu simplesmente desisti, estávamos a 388 metros do cume &#8211; 5700 metros de altitude. Avisei ao guia para me deixar esperando e levar o Emanuel para se juntar ao resto do grupo. Passado algum tempo e depois de conversar com trocentas pessoas que passaram avisando que eu estava bem, apenas esperando para retornar, avisto um de nossos guias com mais dois membros da equipe. Desistiram pouco mais acima por causa do frio intenso. Agora restava um dos guias e apenas um dos nossos amigos na montanha &#8211; ironicamente, aquele que tinha menos experiência. Descemos até o refúgio 2 novamente e dormimos por uma hora. </p>
<p>Acordamos preparamos as coisas e partimos para descer até a base da montanha. O sono valeu de pouco, eu ainda estava exausto. Desci cambaleando e xingando o mundo! Mas feliz da vida pela experiência. Na metade do caminho avisei pro guia que ele podia seguir com os outros que eu iria manter o contato visual e que já conhecia a trilha de descida &#8211; já era de manhã cedo, o sol brilhava na montanha. </p>
<p>Eles continuaram descendo e depois de algum tempo eu estava sozinho lá. Gosto dessa sensação, aqui a coisa fica pessoal. Eu descia no meu ritmo, sem forçar nada e sem dar chances para erros. Muito, mas muito cansado mesmo. Nada que eu tinha feito antes se comparava com aquilo que eu estava sentindo. Não sentia dor, apenas cansaço. O mais profundo deles.</p>
<p>O refúgio da base, ao lado da represa ia cada vez ficando mais perto. Parei para descansar antes de entrar na passagem da represa. Eu apenas respirava, qualquer outra coisa era involuntária, chegar no refúgio, jogar a mochila no chão e me livrar das botas era o que eu mais queria. Levantei, olhei pra passagem de concreto sobre o muro da represa e segurei bem o piolet. Verifiquei os grampões presos do lado de fora da mochila e o  saco de dormir que estava um pouco mal ajustado e poderia soltar da mochila durante a passagem. Tudo que eu menos queria agora era ter que descer a parede da represa para resgatar algum equipamento. Cansaço absurdo e atenção redobrada.</p>
<p>Atravessei a passagem e parei novamente na outra ponta para descansar &#8211; míseros 100 metros de distância. Agora faltava apenas subir uma pequena encosta de pedra e estaria na porta do refúgio. O tempo de distância entre eu e os outros que desceram era de uns 10 minutos. Cheguei morto na entrada da casa. Larguei os equipamentos, separei o que não era meu para ser devolvido e apenas relaxei. Feliz&#8230; Feliz por ter chegado bem e pela experiência nova. </p>
<p>Não existem registros dessa etapa inteira da escalada, o cansaço simplesmente não me fez lembrar da câmera que passou o tempo inteiro em um dos bolsos dos casacos de fleece que eu usava por baixo do anorak&#8230;</p>
<p>A cabeça agora estava no Rafael, aquele integrante da nossa equipe que ficou na montanha. Nós três, eu, o Fernando e o Emanuel estávamos imaginando se ele teria ou não conseguido atingir o cume. Algum tempo depois o nosso guia recebe uma chamada no rádio. Estavam descendo.</p>
<p>Nosso amigo que nunca pisou em uma montanha de sequer 2000 metros estava voltando, direto dos 6088 metros do cume do Huayna Potosi para o acampamento base. Vitória! Conseguimos pelo menos colocar alguém de nós lá em cima. Um esporte de brigas individuais e que gera tamanha união, assim é o montanhismo&#8230;</p>
<p>Ele chegou morto, com cara de zumbi, mas feliz e entusiasmado com o feito. Pouco tempo depois estaríamos em La Paz, ajudando ele a comprar equipamentos de escalada para usar aqui no Brasil&#8230;</p>
<p>Tudo isso com direito a ter uma camisa assinada e pendurada na parede do refúgio base do Huayna Potosi, ao lado daquela assinada pelo mestre Waldemar Niclevicz. </p>
<p>Mais alguns minutos e nosso carro chega para nos levar de volta até La Paz. A montanha deixou saudades, momentos que ficaram lá nas encostas cobertas por neve e que nos dão um gostinho de um dia querer voltar e respirar novamente aquele ar gelado e puro. Quem sabe um dia não nos encontramos novamente. Até lá, Huayna Potosi.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/grupo-huayna.jpg" alt="grupo-huayna" title="grupo-huayna" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-955" /><br />Da esquerda para direita: Rafael Pierina, Emanuel, Fernando Maia e eu, Mario Nery &#8211; 2009 &#8211; Huayna Potosi &#8211; Bolívia</center></p>
<div align="center">
<table width="526" border="0" cellpadding="2" cellspacing="2">
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<td colspan="4"> </td>
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<td colspan="4">
<div align="left"> <strong>Encontre os melhores preços para:<img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/space.jpg" alt="" /></strong></div>
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<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.metabusca&amp;texto=cadeirinha&amp;af=2601&amp;catid=862" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/cadeirinha.gif" width="80" height="80" border="0" /></a></div>
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<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=gps&amp;af=2601&amp;catid=253&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/gpss.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
<td>
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=bussola&amp;af=2601&amp;catid=911&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/bussola.jpg" width="80" height="80" border="0" /></a></div>
</td>
<td>
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=altimetro&amp;af=2601&amp;catid=1427&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/altimetro.gif" width="80" height="80" border="0" /></a></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<div align="center">Cadeirinhas</div>
</td>
<td>
<div align="center">GPS</div>
</td>
<td>
<div align="center">Bússolas</div>
</td>
<td>
<div align="center">Altí­metro/Barômetro</div>
</td>
</tr>
</table>
</div>


<p>Sem textos relacionados com este assunto.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Trekking na Ilha Grande</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 04:24:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[ilha grande]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma chance para viajar e lá fomos nós, mochila nas costas e um destino escolhido &#8211; Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro. Esse paraíso tem muito mais para oferecer do que praias espetaculares. A Ilha foi palco para diversas histórias interessantes, como casos de piratas, tribos canibais, presídios e nomes famosos como Graciliano Ramos, Hans Staden e D. Pedro&#8230;

Eu e a minha amiga Elque passamos quatro dias na Ilha e somente no último dia não fizemos trilhas, percorremos mais de 30 KM dentro dos caminhos da ...


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma chance para viajar e lá fomos nós, mochila nas costas e um destino escolhido &#8211; Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro. Esse paraíso tem muito mais para oferecer do que praias espetaculares. A Ilha foi palco para diversas histórias interessantes, como casos de piratas, tribos canibais, presídios e nomes famosos como Graciliano Ramos, Hans Staden e D. Pedro&#8230;</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mapailhagrande.jpg" alt="mapailhagrande" title="mapailhagrande" width="550" height="320" class="alignnone size-full wp-image-884" /></center></p>
<p>Eu e a minha amiga Elque passamos quatro dias na Ilha e somente no último dia não fizemos trilhas, percorremos mais de 30 KM dentro dos caminhos da Ilha Grande, alguns deles foram usados por contrabandistas de escravos e piratas durante os séculos XVI e XIX. Belas paisagens, histórias e lendas reunidas em um mesmo lugar.</p>
<p>Chegamos cedo na Ilha, fomos por Mangaratiba. Para chegar até lá partimos da Rodoviária Novo Rio (no Rio de Janeiro) com o ônibus da viação Costa Verde. O ônibus nos deixa em frente a estação das barcas que fazem a linha Mangaratiba-Ilha Grande. O horário é uma coisa complicada, a barca sai às 08:00 da manhã, para estar lá neste horário é preciso pegar o ônibus que sai do Rio às 05:00 da manhã&#8230; É vida de aventureiro não é mole!</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/SDC11543.jpg" alt="SDC11543" title="SDC11543" width="550" height="413" class="alignnone size-full wp-image-885" /></center></p>
<p>A barca leva 1h e 50 min para aportar na Vila do Abraão, é normal que ela balance bastante, por isso tenha cuidado com o que você vai comer antes. Algumas pessoas &#8211; principalmente as crianças &#8211; passam mal com facilidade. Depois de balançarmos por quase duas horas chegamos a Vila do Abraão. Abraão é o vilarejo com maior concentração de pessoas na Ilha Grande. Tem um bom comércio, muitas opções de hospedagem e restaurantes/bares. Mas não tem caixas eletrônicos ou bancos &#8211; cuidado com isso. O comércio costuma aceitar cartões sem maiores problemas.</p>
<p>Ficamos hospedados num camping chamado &#8220;Cantinho da Ilha&#8221;. Lugar com um bom clima e bem organizado. Tínhamos banheiros compartilhados, cozinha com tudo disponível, tv a cabo, churrasqueira, bebedouro, lockers e segurança com câmeras. Pagamos apenas R$ 15,00/dia cada um. Eles também tem suítes para quem não quer acampar.</p>
<p>Montamos a nossa barraca. Arrumamos as coisas e já fomos planejar nosso primeiro dia de trilha. Destino: Circuito do Abraão e Cachoeira da Feiticeira. Logo que você desembarca em Abraão é possível ver no meio da rua um grande mapa com a marcação das trilhas e suas respectivas distâncias e tempos de percurso. Muitas trilhas são simples e algumas precisam de uma atenção especial, pois não estão tão bem conservadas. Um aviso: caminhamos durante 3 dias pela ilha e não encontramos cobras, contudo muitas trilhas estão repletas de grandes lagartos, que chegam a medir uns 50 cm e assustam quando correm no meio da mata, mas eles são inofensivos.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/SDC11604.jpg" alt="SDC11604" title="SDC11604" width="550" height="413" class="alignnone size-full wp-image-886" /></center></p>
<p><strong>1. Circuito do Abraão e Cachoeira da Feiticeira</strong></p>
<p>O circuito do Abraão é uma trilha que pode ser feita por pessoas sem experiência nenhuma, é simples, bem aberta e não vai muito longe. Os destaques nesta trilha são as ruínas do Lazareto, o aqueduto, o poção (piscina natural) e a praia Preta, com suas areias brancas e pretas &#8211; vestígios de minério de ferro trazidos pelos rios.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/SDC11559.jpg" alt="SDC11559" title="SDC11559" width="550" height="413" class="alignnone size-full wp-image-887" /></center></p>
<p>O Lazareto foi construído em 1886 para ser uma colônia para tratamento de doentes de cólera e outras doenças que chegavam ao Brasil em navios, funcionou durante 28 anos e dizem que atendeu mais de 4000 navios. Navios negreiros e navios normais deixavam seus doentes por lá. Posteriormente ele se transformou no primeiro presídio da Ilha Grande, chegando a ter uma lotação de 2000 presos, a capacidade original do Lazareto era para 500 pessoas. Atualmente resta pouca coisa do prédio, podemos ver algumas galerias de celas, muros e os restos de um longo pier que existia na frente do prédio. D. Pedro II ficou preso no Lazareto durante o período antes de sua ida para o exílio.</p>
<p>Para abastecer o Lazareto com água foi construído, em 1893, um aqueduto de 125 metros de comprimento que desviava a água do córrego do Abraão. Essa obra está de pé até hoje.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/SDC11577.jpg" alt="SDC11577" title="SDC11577" width="550" height="413" class="alignnone size-full wp-image-888" /></center></p>
<p>Passando por baixo do Aqueduto seguimos a trilha para a Cachoeira da Feiticeira, que acabamos não encontrando. Chegamos até a cabeceira do rio que forma a cachoeira, mas por total falta de sinalização não sabíamos que deveríamos subir o rio até a cachoeira, acabamos parando mais abaixo dela e aproveitando umas piscinas naturais. Essa trilha para cachoeira da Feiticeira/Saco do Céu está muito mal sinalizada. Diversas indicações levam o caminhante a seguir em direção a Praia da Feiticeira, onde existe um serviço de &#8220;taxi boat&#8221; que faz o retorno para a vila de Abraão por R$ 10,00. A prai da Feiticeira é pequena, com águas tranquilas e claras. Compensa a visita.</p>
<p>Voltamos para Abraão de barco. Saímos para jantar em um dos restaurantes da praça (próximos da Igrejinha) e depois de uma volta pela cidade para ver o que o comércio nos oferecia voltamos para o camping, hora de descansar, o dia seguinte seria o mais pesado da viagem.</p>
<p><strong>2. Dois Rios (presídio de Ilha Grande) e Caxadaço</strong></p>
<p>Esse foi o dia mais pesado de trekking, ficamos fora do acampamento por cerca de 11 horas seguidas. Andamos por uns 20 Km ou mais, grande parte deste trajeto sob o sol. </p>
<p>Acordamos por volta das 06:30 da manhã, tomamos um banho, nos arrumamos e fomos pra padaria onde sempre tomávamos o café da manhã &#8211; um local simples em frente ao cais turístico do Abraão. Apesar de simples a padaria tem um bom misto-quente de pão francês e um café sempre no ponto. Tomamos café, compramos umas garrafas de água e pedimos informações a alguns moradores para saber exatamente onde ficava a trilha para Dois Rios. Na verdade não existe uma trilha para Dois Rios, caminhamos pela estrada de terra que liga Abraão a vila de Dois Rios, onde fica o antigo presídio de Ilha Grande e um núcleo de estudos da UERJ &#8211; aliás os únicos carros que trafegam na ilha são os da UERJ e da PM.</p>
<p>A caminhada por esta estrada é longa e cansativa, a falta de vegetação expõe o caminhante ao sol, o que desgasta ainda mais. Durante a ida atente para uma trilha que começa do lado direito da estrada, junto de um bambuzal, esta trilha corta um bom pedaço da estrada e sai ao lado da Piscina dos Soldados, uma piscina natural usada pelos soldados do presídio para se refrescarem do calor da ilha. </p>
<p>Pouco antes de chegar na vila de Dois Rios existe uma placa do lado esquerdo da estrada marcando o início da trilha do Caxadaço. A vila de Dois Rios é hoje um campus da UERJ, não é permitido o camping no local. Ao chegar em Dois Rios é necessário de identificar junto aos vigilantes do local, informando o seu destino, identidade, nome, hora de entrada e, ao sair, a hora de saída. Existe um bar no local que vende bebidas e almoço.</p>
<p>A grande atração de Dois Rios são as ruínas do Presídio de Ilha Grande, também conhecido como Dois Rios, Cândido Mendes e Alcatraz Brasileira. Pouco, muito pouco mesmo sobrou do presídio, resta basicamente o portão de entrada e uma ou outra edificação, nenhum dos pavilhões está de pé. Todos foram implodidos na desativação da unidade. O museu do cárcere, instalado dentro do que restou da padaria do presídio, expõe fotos, relatos, armas usadas em rebeliões, uniformes e cartas de presos e facções criminosas &#8211; vale a pena a visita. A entrada é gratuita.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/SDC11645.jpg" alt="SDC11645" title="SDC11645" width="550" height="413" class="alignnone size-full wp-image-889" /></center></p>
<p>A praia oceânica de Dois Rios costuma ficar vazia, já que não existe transporte pra região. É um dos locais para prática do surf na Ilha Grande.</p>
<p>Voltamos pela estrada e pegamos a trilha para o Caxadaço, uma pequena baía de águas transparentes que era usada como porto para os navios negreiros que traziam escravos para a fazenda de Dois Rios. Muitos trechos desta trilha estão calçados por pedras, trabalho dos escravos para facilitar a locomoção dos que chegavam até a fazenda. A trilha do Caxadaço é muito mal sinalizada além de ser cansativa. Recomendo apenas para quem tem mais experiência. Até por que durante o nosso retorno eu me confundi e acabamos ficando uns 5 minutos fora da trilha, o que para uma pessoa sem experiência pode gerar uma situação de pânico e acabar com as chances de orientação. Essa trilha está repleta de grandes lagartos, animais comuns nas trilhas da Ilha Grande.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/SDC11670.jpg" alt="SDC11670" title="SDC11670" width="550" height="413" class="alignnone size-full wp-image-890" /></center></p>
<p>Saímos do Caxadaço e seguimos a estrada de volta para Abraão, chegamos por volta das 19:30&#8230; Nós começamos a trilha às 07:40 da manhã&#8230; Cerca de 12 horas de caminhada. Se for fazer este percurso planeje bem a quantidade de água e comida na sua mochila. </p>
<p>Quando chegamos em Abraão fomos direto tomar um sacolé e depois comer uma pizza, não tinha como fazer mais nada, era só tomar banho e dormir, exaustos.</p>
<p><strong>3. Palmas, Mangue, Pouso, Lopes Mendes e Santo Antônio</strong></p>
<p>Mais um dia de trilha, neste dia eu segui sozinho, pois a Elque não se sentiu bem e desistiu do percurso logo no início. Segui a trilha que sai do canto da Vila do Abraão (Praia da Júlia) em direção a Enseda de Palmas, um lugar de águas tranquilas que era usado como porto por piratas e contrabandistas que navegavam nas águas da região.</p>
<p>Chegando em Palmas eu aproveitei para dar um mergulho e refrescar um pouco. Depois disso continuei a caminhada rumo a praia de Mangue e Pouso (de onde partem os barcos que voltam para Abraão). As praias estavam praticamente vazias, poucas pessoas estavam erm Mangue e Pouso, a concentração maior estava no camping de Palmas. As trilhas são bem sinalizadas e no final da Praia do Pouso o visitante tem duas opções de caminhos para Lopes Mendes, uma delas é a trilha tradicional que é um tanto quanto puxada e dura uns 40 minutos (essa trilha vai também para Santo Antônio) e a outra opção é pegar a trilha para o Farol dos Castelhanos, que sai do final da praia. Por esta trilha dos Castelhanos é possível chegar até Lopes Mendes, mas ela cruza uma área com presença de jacarés, portanto fique atento.</p>
<p>Eu fiz os dois caminhos, fui duas vezes até Lopes Mendes. Na primeira pela trilha normal e na volta entrei na bifurcação para Santo Antônio, uma pequena praia ao lado de Lopes Mendes que pode ser uma ótima alternativa quando o caminhante deseja fugir do movimento de Lopes Mendes (em geral fica mais movimentado após as 11:00 hrs). Ao voltar para a praia do Pouso recebi a indicação de um barqueiro e segui pela trilha dos Castelhanos até Lopes Mendes novamente, sendo este caminho muito mais tranquilo (você segue por uma estrada em grande parte do percurso). Só cuidado com os jacarés!</p>
<p>Lopes Mendes é talvez a praia mais famosa da Ilha, sendo a principal para a prática do surf. Apesar das ondas é uma praia boa para crianças, pois ela é rasa. Você anda uns 5 ou 6 metros mar adentro e a água está nas pernas, principalmente nos cantos da praia.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/SDC11706.jpg" alt="SDC11706" title="SDC11706" width="550" height="413" class="alignnone size-full wp-image-891" /></center></p>
<p>Para voltar até Abraão eu optei por pegar uma escuna em Pouso, são 45 minutos de viagem por R$ 10,00 &#8211; recomendo. Chegando em Abraão fui tomar um banho e comer alguma coisa, apelei e fiz um miojo na cozinha do camping mesmo, estava sem paciência para sair. A noite fomos tomar um sorvete e fazer umas compras. Comprei umas blusas e um guia de bolso da Ilha Grande, que mostra as trilhas e conta a história da Ilha e da mata atlântica na região.</p>
<p><strong>4. Voltando pra casa</strong></p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/SDC11726.jpg" alt="SDC11726" title="SDC11726" width="550" height="413" class="alignnone size-full wp-image-892" /></center></p>
<p>Acordamos cedo, por volta das 06:00. Tomamos banho, desmontamos a barraca e formos tomar nosso último café da manhã na padaria. Saímos de lá e fomos pra fila comprar as passagens de volta, Acabamos voltando de catamarã e ao invés de Mangaratiba fomos para Angra dos Reis. A vantagem de ir para Angra é que de lá temos mais ônibus para o Rio. Caminhamos uns 15 minutos do cais até a rodoviária de Angra e às 11:00 estávamos embarcando num ônibus com ar condicionado rumo ao Rio de Janeiro. Terminava assim mais uma das nossas viagens. E essa Ilha vai deixar muitas saudades&#8230; Nos acompanhe durante a nossa visita:</p>
<p><center><embed src='http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=498936&#038;relacionados=S&#038;default=S&#038;lang=PT_BR&#038;cor_fundo=000000&#038;swf=1&#038;width=424&#038;height=318' width='424' height='318' type='application/x-shockwave-flash' allowFullScreen='true' AllowScriptAccess='always'></embed><br />
</center></p>
<p><strong>COMPLEMENTOS ÚTEIS</strong></p>
<p>- Pirataria e Tráfico de escravos na Ilha Grande:<br />
<a href="http://www.ilhagrande.com.br/pages/br_historia_03.html" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">http://www.ilhagrande.com.br/pages/br_historia_03.html</a></p>
<p>- Linha do tempo da Ilha:<br />
<a href="http://www.ilhagrande.org/Historia-Ilha-Grande/linha-do-tempo.html" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">http://www.ilhagrande.org/Historia-Ilha-Grande/linha-do-tempo.html</a></p>
<p>- História da Ilha:<br />
<a href="http://cachoeirapousada.sites.uol.com.br/historia/index.htm" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">http://cachoeirapousada.sites.uol.com.br/historia/index.htm</a><br />
<a href="http://www.litoralcostaverde.com/index.php?cidade=ilha_grande&#038;secao=historia" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">http://www.litoralcostaverde.com/index.php?cidade=ilha_grande&#038;<br />
secao=historia</a></p>
<p>- Sites com informações sobre Ilha Grande:<br />
<a href="http://www.ilhagrande.com.br" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">www.ilhagrande.com.br</a><br />
<a href="http://www.ilhagrande.org" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">www.ilhagrande.org</a><br />
<a href="http://www.ilhagrande.com" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">www.ilhagrande.com</a><br />
<a href="http://www.ilhagrandeon.com.br" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">www.ilhagrandeon.com.br</a></p>
<div align="center">
<table width="526" border="0" cellpadding="2" cellspacing="2">
<tr>
<td colspan="4"> </td>
</tr>
<tr>
<td colspan="4"><strong>Encontre os melhores preços para:</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="133">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=barraca&amp;af=2601&amp;catid=923&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/barracas.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
<td width="127">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=mochila&amp;af=2601&amp;catid=916&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/mochilas.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
<td width="120">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.metabusca&amp;af=2601&amp;catid=929" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/sacosdedormir.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
<td width="120">
<div align="center"><a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.pesquisa&amp;texto=isolante+termico&amp;af=2601&amp;catid=1285&amp;precomin=&amp;precomax=" target="_blank"><img src="http://trekking.marionery.com/itens_pag_equip/isolante.jpg" width="100" height="100" border="0" /></a></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<div align="center">Barracas</div>
</td>
<td>
<div align="center">Mochilas</div>
</td>
<td>
<div align="center">Sacos de Dormir</div>
</td>
<td>
<div align="center">Isolantes térmicos</div>
</td>
</tr>
</table>
</div>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>De Teresópolis até a Pedra do Sino</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 03:20:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escotismo - 57º GEAr-RJ]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Parnaso]]></category>
		<category><![CDATA[Pedra do Sino]]></category>
		<category><![CDATA[PNSO]]></category>
		<category><![CDATA[trilhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das coisas mais interesantes no montanhismo é permitir uma enorme descoberta pessoal e abrir um leque de possibilidades para a superação de limites e medos individuais. E isso aconteceu na nossa última trilha até a Pedra do Sino, em Teresópolis &#8211; Rio de Janeiro.
Não fizemos a trilha com o nosso grupo regular, mas sim com um grupo de adultos que tinham pouca ou nenhuma experiência em trilhas e montanhas. A trilha que sai de Teresópolis e vai até a Pedra do Sino tem cerca de 10 KM de extensão ...


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais interesantes no montanhismo é permitir uma enorme descoberta pessoal e abrir um leque de possibilidades para a superação de limites e medos individuais. E isso aconteceu na nossa última trilha até a Pedra do Sino, em Teresópolis &#8211; Rio de Janeiro.</p>
<p>Não fizemos a trilha com o nosso grupo regular, mas sim com um grupo de adultos que tinham pouca ou nenhuma experiência em trilhas e montanhas. A trilha que sai de Teresópolis e vai até a Pedra do Sino tem cerca de 10 KM de extensão e apresenta um nível de dificuldade que fica entre fácil e moderado.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/sino1.jpg" alt="pedra do sino" title="pedra do sino" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-641" /></center></p>
<p>Como nosso grupo reunia pessoas com pouca experiência nós já esperávamos chegar no final da trilha fora do horário normal previsto, e assim foi. A trilha foi feita em 10 horas, contra as 5 horas normais. Mas essa demora não representou problema nenhum, afinal de contas partimos bem cedo da base e chegamos com o dia claro no Abrigo 4 &#8211; nosso ponto de acampamento. Durante essas 10 horas cada integrante do grupo enfrentou seus problemas problemas físicos e psicológicos e cumpriu o objetivo de chegar até o abrigo. O relato dessa aventura começa agora.</p>
<h3>De Teresópolis até a Pedra do Sino, o topo da Serra dos Órgãos</h3>
<p>A Pedra do Sino é o objetivo final da Travessia Petrópolis-Teresópolis. Uma montanha com 2263 metros de altitude e que não possui dificuldades técnicas para que se atinja seu cume &#8211; não por este caminho. Afinal de contas, é nas paredes desta montanha que estão as vias de escalada mais difíceis do Brasil.</p>
<p>Nosso objetivo era sair da sede de Teresópolis do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e chegar até o abrigo 4, pernoitar acampados no abrigo e no dia seguinte subir até o topo do Sino. E em seguida retornar para Teresópolis pela mesma trilha em que subimos.</p>
<p>Saímos cedo da Ilha do Governador, por volta das 04:00 da manhã de sábado (29-08-2009). Com isso chegamos por volta das 06:00 na portaria de Teresópolis do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Como já tínhamos comprado nossos ingressos antecipadamente conseguimos entrar no parque antes das 08:00 da manhã. Preenchemos o termo de responsabilidade e listamos os telefones e nomes dos integrantes do grupo na portaria do Parque. Nossa van nos deixou no final da estrada que sai da portaria e chega até um estacionamento de onde parte a trilha para a Pedra do Sino.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/sino2.jpg" alt="grupo pedra do sino" title="grupo pedra do sino" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-642" /></center></p>
<p>Fizemos um leve alongamento e revisamos algumas instruções de segurança e comportamento. A trilha se inicia no final de uma rampa de cimento, e seu começo é marcado por um pqueno portão de madeira e por uma placa que indica a extensão da trilha até o Sino e da Travessia Petrópolis-Teresópolis. Neste trecho a trilha é percorrida sobre pedras arredondadas, o que pode causar um acidente nas pessoas que estão mais distraídas, portanto cuidado.</p>
<p>A trilha não apresenta maiores dificuldades para orientação, já que está bem aberta e não possui quase nenhuma bifurcação, com excessão de uma clareira com um grande gramado que possui mais de um caminho. Nesta clareira o caminho correto para continuar a subir está no lado esquerdo de quem chega. É a trilha mais aberta de todas as existentes ali.</p>
<p>Duas coisas que merecem destaque no PNSO são a fauna e a flora. O Parque está repleto de animais silvestres e possui uma diversidade de espécies vegetais muito grande. Isso sem mencionar que temos variações no padrão de vegetação devido as zonas de altitude, começamos a trilha em uma região de floresta e terminanos em uma área de vegetação mais baixa, composta por arbustos, musgos e mato. Essa diferença acontece por causa da altitude e da temperatura, basicamente.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/sino3.jpg" alt="flora pedra do sino" title="flora pedra do sino" width="520" height="400" class="alignnone size-full wp-image-643" /></center></p>
<p>Nosso grupo avançava enfrentando as diferenças físicas de cada um e a superação de alguns medos pessoais por parte de outros. É exatamente este tipo de acontecimento que transforma o montanhismo em um esporte que une as pessoas, pois elas são colocadas a prova tanto fisicamente quanto psicologicamente. Testando limites tanto do corpo quanto da mente, seja pelo esforço da subida ou pelo pensamento de &#8220;não vou conseguir chegar&#8221;&#8230; E isso nos faz pedir ajuda, aprender a compartilhar a dificuldade, etc.</p>
<p>Um dos destaques da trilha é a Cachoeira do Véu da Noiva, que anda meio seca, fraquinha, mais ainda assim consegue chamar atenção e acaba virando ponto de parada obrigatória. Outro ponto, próximo da cachoeira, é uma gruta que tem espaço suficiente para um pernoite com barraca e tudo mais. Essa gruta acaba se tornando uma opção para quem subiu tarde demais ou teve algum problema durante a subida ou descida. </p>
<p>Outro destaque é a maravilhosa vista que a trilha oferece da cidade de Teresópolis e das montanhas da região de Nova Friburgo. Aliás este tipo de visual é que me faz ser apaixonado pelas montanhas&#8230; Um dia claro e essa paisagem tiram o fôlego de qualquer um que passe por ali. Uma amostra:</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/sino4.jpg" alt="visual da trilha da padra do sino" title="visual da trilha da padra do sino" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-644" /></center></p>
<p>A trilha vai misturando trechos planos e inclinados, algumas vezes subimos (na maioria das vezes) e em outras até descemos um pouco. Fomos fazendo paradas no caminho e, depois de algum tempo, nos reunimos para almoçar. O grupo aproveitou o momento do almoço e o grande gramado para jogar o corpo maltratado no chão e relaxar os pés um pouco.</p>
<p>E depois do almoço e do descanso recomeçamos a nossa jornada rumo ao Abrigo 4. A cada pergunta de &#8220;falta muito?&#8221; a resposta era mais ou menos sempre a mesma, &#8220;ahh, deve faltar uns 15 minutos! Só mais 15 minutinhos&#8221;&#8230; E esses 15 minutos se converteram em uma ou duas horas de caminhada&#8230; Mas nós já estávamos chegando!</p>
<p>Continuamos subindo e a tarde já começava a se preparar para acabar quando avistamos a Pedra do Sino e o telhado do abrigo, o grupo ficou mais do que feliz ao ver o &#8220;ponto final&#8221; da aventura. Um dos integrantes ia e voltava do abrigo levando as mochilas daqueles que estavam mais cansados. Excelente atitude, do nosso amigo Santana.</p>
<p>Chegamos ao Abrigo 4 eram quase 16:00 h. Escolhemos o local para montarmos as barracas e começamos a preparar as coisas e as roupas de frio. Lá na Serra esfria muito rápido quando o sol começa a se pôr, e a sensação de frio é maior ainda quando você pára de caminhar. Portanto, a montagem das barracas foi acompanhada pela troca de roupas e pela retirada dos anoraks e fleeces das mochilas. Segundo um fiscal do Ibama que veio conversar conosco, na noite anterior a temperatura tinha atingido -2ºC. Não chegamos a pegar tudo isso na nossa noite, mas tínhamos um friozinho gostoso lá em cima!</p>
<p>Barracas montadas, alguns começaram a se preparar para jantar e eu e o Santana resolvemos correr até o topo da Pedra do Sino para tentar fazer umas fotos do sol indo embora. Mais 15 minutos montanha acima e já estávamos lá, aproveitando os últimos raios de sol daquele dia. Descemos com a ajuda das lanternas de cabeça e fomos jantar. Amanhã era dia de acordar cedo e subir para ver um dos maiores espatáculos desta trilha, o nascer do Sol no alto da Pedra do Sino.</p>
<p>Quando eu saio para alguma montanha onde sei que é possível estar no topo de manhã ou no final do dia eu sempre olho qual vai ser o horário do nascer e do pôr do sol, desta vez eu não olhei. Então na dúvida vamos pelo padrão, o sol nasce sempre entre 05:00 e 05:30 da manhã. Sendo assim, às 04:30 estávamos de pé. Nem todos optaram por subir a montanha. Reunimos aqueles que queriam nos acompanhar e partimos sem pressa para a trilha que vai até o cume da Pedra do Sino. Ao chegarmos lá em cima encontramos algumas pessoas e nos deparamos com a bela vista das montanhas e de um enorme mar de nuvens brancas abaixo de nós. O horizonte ia clareando aos poucos, deixando o escuro da noite para trás e trazendo o amarelo-alaranjado dos primeiros raios de Sol. Aos pouco o céu foi ficando azul claro e tudo ao redor passou a ganhar cores vivas, as nuvens ganharam volume e as montanhas já mostravam suas sombras. Nascia um lindo dia ensolarado na Serra dos Órgãos. A um dia assim consegue ser mais lindo ainda quando visto de cima das nuvens&#8230;</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/sino5.jpg" alt="nascer do sol pedra do sino" title="nascer do sol pedra do sino" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-645" /></center></p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/sino6.jpg" alt="nascer do sol na pedra do sino" title="nascer do sol na pedra do sino" width="520" height="390" class="alignnone size-full wp-image-640" /></center></p>
<p>Estava na hora de aproveitar o momento por mais alguns instantes, descer, arrumar as coisas e nos prepararmos para encarar os 10 Km de descida até o nosso ponto inicial. Mais algum tempo ali, olhando aquela imensidão, pensando&#8230;</p>
<p>Algumas fotos a mais e chegou a hora. Vamos reunir o grupo, descer, encontrar os outros no acampamento e finalizar nossa aventura do final de semana. Chegamos ao abrigo, encontramos o pessoal que ficou por lá, fizemos um lanche e começamos a preparar as coisas para descer. Fui até o abrigo usar o banheiro e me despedir do Lucas, o rastaman que cuida do Abrigo 4. O papo foi párar em um dia conhecer o Aconcágua, enquanto isso pessoas entravam, se despediam e iam. Barracas sendo desmontadas lá fora.</p>
<p>Nos reunimos, tudo já estava guardado. Descemos, mais algumas horas de &#8220;tortura&#8221; para os joelhos e por volta das 16:00 horas estávamos novamente no mesmo estacionamento onde tudo começou. Todos bem, e com o sentimento de &#8220;trilha cumprida&#8221;. E assim nos despedimos.</p>
<p>Até a próxima, PARNASO.</p>


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<li><a href='http://trekking.marionery.com/2008/08/18/pedra-da-tartaruga-guaratiba-rj/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Pedra da Tartaruga &#8211; Guaratiba &#8211; RJ'>Pedra da Tartaruga &#8211; Guaratiba &#8211; RJ</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2008/03/22/videos-de-sobrevivencia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Vídeos de sobrevivência'>Vídeos de sobrevivência</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Mochilão: Mochilas, Botas e acessórios</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 03:17:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[botas]]></category>
		<category><![CDATA[Equipamentos (Reviews)]]></category>
		<category><![CDATA[mochilão américa do sul]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais um texto para continuar a série sobre dicas para um mochilão. Resolvi abordar esse tema de mochilas, botas e acessórios por que muita gente tem me perguntado sobre isso via Twitter (@trekking). Sendo assim famos falar um pouco de cada item.
Mochilas Cargueiras
A sua mochila grande (mochila cargueira) pode ser um caso de amor ou ódio para você. Isso só vai depender de como você vai escolhe-la. Para um mochilão de 30 dias eu recomendo uma mochila de uns 65-75 litros, principalmente se você estiver indo para um local que ...


<b>Leia Também:</b><ol><li><a href='http://trekking.marionery.com/2009/08/22/dicas-para-seu-mochilao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Dicas para seu Mochilão!'>Dicas para seu Mochilão!</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2008/10/08/mochilao-america-do-sul-documentos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Mochilão América do Sul &#8211; Documentos'>Mochilão América do Sul &#8211; Documentos</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2008/09/13/vem-ai-mochilao-america-do-sul/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Vem aí­: Mochilão América do Sul!'>Vem aí­: Mochilão América do Sul!</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um texto para continuar a série sobre dicas para um mochilão. Resolvi abordar esse tema de mochilas, botas e acessórios por que muita gente tem me perguntado sobre isso via Twitter (@trekking). Sendo assim famos falar um pouco de cada item.</p>
<h2>Mochilas Cargueiras</h2>
<p>A sua mochila grande (mochila cargueira) pode ser um caso de amor ou ódio para você. Isso só vai depender de como você vai escolhe-la. Para um mochilão de 30 dias eu recomendo uma mochila de uns 65-75 litros, principalmente se você estiver indo para um local que exija roupas de frio. Mochilões em locais quentes costumam ter um volume de roupas menor, o que possibilitaria o uso de uma mochila de 50-60 litros.</p>
<p>Toda boa mochila deve ter uma regulagem de altura das alças principais, uma boa barrigueira (grossa e acolchoada), alças bem acolchoadas, barras de estabilização nas costas e um bom costado. Além de muitas fitas para ajuste (também chamadas de fitas de compressão) e bolsos de sobra.</p>
<p>Outro item interessante é a forma de acesso ao interior da mochila, muitos modelos atuais contam com um acesso frontal por onde é possível organizar e mexer em todo o conteúdo da mochila sem precisar abrir a tampa superior e retirar as coisas&#8230; Esse acesso frontal é uma das coisas que eu considero fundamentais, pois ele facilita muito a vida de quem precisa pegar ou guardar algo rapidamente.</p>
<p>Algumas mochilas não possuem esse acesso frontal, mas permitem o acesso por baixo, através de um zipper que fica na frente (em geral forma um arco na frente a mochila). Esse zipper costuma servir para dar acesso ao compartimento para sacos de dormir, que pode ou não ser separado do resto o interior da mochila através de um zipper interno &#8211; fator que varia de mochila para mochila.</p>
<p>Se você for usar saco de dormir este compatilhamento pode ser uma coisa bem útil, principalmente se ele permitir a separação interna da mochila em dois compartimentos, um para o saco de dormir e outro maior para o resto das coisas. Caso você não pretenda usar saco de dormir pode usar este compartimento para levar tênis ou sapatos extras (uso muito para viagens normais), roupa suja, casacos, entre outros. Basicamente coisas que você não quer que fiquem junto com as roupas limpas ou que você pode precisar pegar rápido. Só não viaje com esse compartimento vazio e separado do resto da mochila, pois deste modo a mochila não terá um bom ajuste embaixo, o que vai lhe incomodar muito.</p>
<p>Outro item importante: capa de chuva. Por mais que não vá chover onde você está, é sempre bom manter a mochila encapada, assim evita-se que ela suje demais ou que rasgue.</p>
<p>Alguns modelos de mochilas cargueiras e suas características:</p>
<p><strong>Quechua Bionassay 65+10:</strong> Poderia ter escolhido uma Deuter, Equinox, ou Curtlo para falar de boas cargueiras, mas a Quechua tem uma relação custo x benefício imbatível. Foi a minha cargueira durante o mochilão Bolívia-Chile-Peru. Posso dizer uma coisa pra vocês, ela foi maltratada demais, e resistiu sem reclamar. Está perfeita.</p>
<p><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/bionassay.jpg" alt="quechua bionassay" title="quechua bionassay"  align="right" class="alignright size-full" /> A mochila tem todos os requisitos necessários, com excessão da capa de chuva, que deve ser comprada a parte. Ela possui dois bolsos laterais grandes, um grande espaço na tampa e muito espaço interno, que pode ser acessado facilmente através de uma abertura frontal enorme. Ela estava pesando 15 quilos durante a minha viagem e não me incomodou em nada, graças ao seu bom sistema de ajuste. O costado é excelente também, com um ótimo sistema de ajuste e uma boa ventilação. A venda somente em São Paulo na Decatlhon.</p>
<p>Essa linha chamada de Bionassay foi desenvolvida pensando em trekking e aproximação de montanhas, são mochilas leves e muito resistentes. Outra opção da Quechua é a linha Symbium, mais bonita, mas também mais cara e pesada&#8230;</p>
<p><strong>Lembre-se do principal:</strong> alças, barrigueira e costas bem acolchoadas. Ajustes em todos os pontos da mochila e abertura frontal ou para saco de dormir de acordo com sua preferência. Algumas mochilas tem as duas coisas, como alguns modelos da Deuter e Curtlo. CAPA DE CHUVA!! Nem que você compre a parte depois.</p>
<p><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/deuter-6510.jpg" alt="deuter-6510" title="deuter-6510" align="left" class="alignleft size-full" /><strong>Deuter Aircontact Lite 65+10:</strong> Na mesma linha de tamanho da Quechua acima, esta Deuter possui características bem diferentes da anterior, neste caso destaca-se o zipper do compartimento para sacos de dormir e a falta da abertura frontal. Nesse modelo também existe a divisão interna entre o compartimento do saco de dormir e o resto da mochila, esta divisão pode ou não ser fechada, de acordo com o uso.</p>
<p>Não vou entrar no mérito de quem é melhor ou coisa assim. Cada mochila tem as suas características e seu público alvo. Independente disso costumo recomendar algumas marcas: Deuter, Quechua, Equinox, Curtlo e alguns modelos da Trilhas e Rumos.</p>
<p>Não compre mochilas pela internet, a menos que você já tenha experimentado aquele modelo antes. Mochilas são como calçados, precisam se adaptar ao seu corpo, caso contrário, a experiência pode não ser boa.</p>
<h2>Mochilas de Ataque</h2>
<p>Mochilas de ataque é como o pessoal que pratica montanhismo chama as mochilas menores, destinadas a realizar escaladas ou ataques a cumes de montanhas. Estas mochilas, que em geral ficam na faixa dos 22 até 45 litros, são a dupla perfeita para compor os armários de um mochileiro. Elas permitem ao mochileiro separar as coisas de valor e manter esses itens sempre por perto, mesmo durante um voo, onde as mochilas cargueiras são despachadas no bagageiro da aeronave. Por isso as mochilas de ataque são importantes. Elas costumam carregar lanches, câmeras, uma muda de roupa, água, guias de viagens e anotações, remédios, necessáire, etc&#8230; Tudo que precisa ficar à mão está nesta mochila.</p>
<p>As mochilas de ataque podem ser mínimas, como alguns modelos de 10 litros ou maiores como o caso de mochilas de 45 litros. Tudo vai depender do uso dela e do local onde a pessoa está. Em locais mais frios é recomendável uma mochila de ataque um pouco maior, assim é possível carregar sem problemas um casaco extra e outros itens de frio. Já na praia uma mochila de 20 litros ou até mesmo 10 litros dá conta do recado.</p>
<p>As dicas para escolher essas mochilinhas são exatamente as mesmas usadas para as cargueiras. Com a diferença de que esses modelos em geral não possuem um costado e alças tão acolchoadas quanto as suas irmãs maiores. Em mochilas de 30 litros pra cima é recomendável o uso de capas de chuva. Durante muito tempo a minha mochila de ataque foi uma Trilhas e Rumos Crampom 38L. Mas eu aposentei ela durante o mochilão e comprei uma Doite (não confunda com Deuter) Catemaco 42L. Ambas podem ser vistas abaixo.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/ataque.jpg" alt="ataque" title="ataque" width="520" height="300" size-full wp-image-618" /></center></p>
<p>Ao escolher uma mochila de ataque pense bem nos lugares que você pretende ir e no que pretende levar nela, isso vai evitar que você compre uma mochila pequena ou grande demais. E lembre-se, experimente a mochila antes de comprar. Veja modelos e marcas diferentes.</p>
<p>Por estes fatores não é estranho um mochileiro ter mais de um tamanho de mochila. Eu uso 4 mochilas diferentes&#8230; Uma para cada tamanho de viagem ou tipo de viagem.</p>
<h2>Botas</h2>
<p>Esse é um item delicado e tão pessoal quanto as mochilas. Aliás eu acho que esses dois equipamentos são os que mais geram debates por aí. Isso acontece porque ambos são muito específicos.</p>
<p>Não vou nem falar muito de marcas quando o assunto é botas. Cada montanhista, trekker ou hikker neurótico defende com unhas e dentes as suas preferidas &#8211; eu não sou diferente&#8230; Mas então, o que é importante numa boa bota? Você realmente precisa de uma bota??</p>
<p>Primeiro, na minha visão, se você vai colocar o pé numa trilha você deveria estar com uma bota. Não sou fã dos tênis, já que eles não são suporte adequado aos pés e tornozelos. Alguns preferem eles por causa da mobilidade. Mesmo assim eu prefiro as botas&#8230; Independente da sua escolha alguns pontos devem ser levados em conta:</p>
<p>- O calçado não pode ser apertado, ou seus dedos vão xingar você na primeira descida que você encarar. Ainda mais se a inclinação for grande. Calçados de trilha devem ser comprados com folga, em geral compramos um número maior do que calçamos. Outro motivo para isso é o uso de meias duplas para evitar bolhas. Quanto mais meias mais espaço seu pé precisa&#8230;</p>
<p>- Um bom solado faz muita diferença. Atualmente o ContraGrip (da Salomon) e o Vibram são os mais famosos. Minhas duas botas usam Vibram (mesmo modelo de solado, aliás) e eu não tenho o que reclamar. O solado apresenta uma excelente aderência. Só tome cuidado extra com superfícies molhadas. Quase escorreguei dentro de um riacho uma vez, mas o freio na parte de trás do solado deu conta do recado.</p>
<p>- Botas impermeáveis são sempre bem vindas. São mais caras um pouco mas vão manter seus pés secos naquela chuva que cai bem no meio da trilha ou na travessia de um pequeno riacho. Alguns modelos são respiráveis, ou seja, permitem que os pés eliminem o suor (ficando secos e evitando bolhas) e ao mesmo tempo impedem a entrada de água. Em geral essas botas usam membranas especiais conhecidas principalmente como Goretex e Simpatex.</p>
<p>- Botas de couro esquentam mais, já botas de cordura (um tipo de tecido muito resistente) ou mistas costumam ventilar melhor. Pense nisso ao comprar uma bota para fazer trilhas na Patagônia ou na Chapada dos Guimarães&#8230;</p>
<p>- Experimente as botas com calma, elas não devem incomodar em ponto nenhum. Calce as duas e passeie pela loja, ajuste o cadarço e se possível vá com as meias que você costuma usar para fazer trilha. Por falar em meias, costumamos usar duas camadas de meias de tecidos sintéticos, sendo a primeira de um tecido que remove o suor do pé (alguns modelos levam o nome de CoolMax) e a segunda camada é composta por uma meia mais grossa. Com isso evitamos as bolhas e mantemos os pés secos e protegidos. Uma dica, a primeira camada pode ser substituida por meias sociais masculinas. Que em geral são de poliéster, exatamente como as meias de CoolMax&#8230;</p>
<p>- Biqueiras fortes e reforçadas, essa parte da bota costuma sofrer bastante. </p>
<p>- Passadores do cadarço em material que não enferruge.</p>
<p>- E um forro interno agradável aos pés, bem como uma boa palmilha.</p>
<p>Se eu for mencionar marcas aqui vou me manter focado na relação custo x benefício. Temos duas marcas brasileiras ótimas, são elas a Nômade e a Snake (ambas do sul do país). Além delas outras marcas que merecem destaque são: Salomon, Asolo, Columbia e Merrel (sim, antes que alguém pergunte, eu NÃO gosto da Timberland&#8230;). As botas da Quechua também dão conta do recado quando o terreno não é exigente demais, muita gente do meu grupo encarou a trilha de Salkantay para Machu Picchu usando botas da Quechua, e não reclamaram.</p>
<h2>Acessórios</h2>
<p>A sua viagem pode ser mais tranquila se alguns acessórios úteis estiverem na sua mochila, são eles:</p>
<p>- Papel higiênico<br />
- Uma boa necessáire<br />
- Um kit de primeiros socorros<br />
- Linha e agulha para reparos em roupas<br />
- Uma caneca (útil se você for acampar)<br />
- Prato e talheres (mesma situação, somente para camping)<br />
- Um canivete suíço (usei bem o meu, deixe na mochila grande durante as viagens de avião)<br />
- Um travesseiro pequeno (no meu caso eu uso um inflável da Quechua, excelente no ônibus)<br />
- Carregador de pilhas e pilhas<br />
- Óculos escuros<br />
- Manteiga de cacau, repelente e protetor solar para quem vai pra trilhas, praias, neve&#8230;<br />
- Um saco impermeável para levar os documentos e coisas importantes (tem nas lojas de montanhismo)<br />
- Um pouco de silver tape, santa fitinha salvadora&#8230;<br />
- Um cantil, garrafa de água pequena ou um camelback<br />
- Sacos pra roupas sujas<br />
- Guias de viagens e o roteiro impresso<br />
- Chinelos e sunga de praia (para banhos em hostels com banho compartilhado&#8230;)<br />
- Lanterna pequena e pilhas (de cabeça é melhor ainda)<br />
- Bastão de caminhada (para quem vai pra trilha)</p>
<p>Acho que é isso, se eu lembrar de mais algum detalhe eu atualizo o texto. Boa viagem para todos!</p>


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		<title>Dicas para seu Mochilão!</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 03:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
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		<category><![CDATA[planejamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas semanas já se passaram depois do meu retorno e eu ainda não publiquei nada sobre o nosso mochilão pela Bolívia, Chile e Peru. Sendo assim eu resolvi começar uma série de artigos onde eu vou descrever nosso roteiro cidade por cidade e comentar lugares, hostels, restaurantes, passeios, etc. 
Pra começar essa série eu vou falar sobre organização, roteiro, equipamentos e dicas gerais. Não adianta se jogar no mundo sem um planejamento antes, por menor que ele seja. Afinal de contas você tem que ter uma idéia de quanto vai ...


<b>Leia Também:</b><ol><li><a href='http://trekking.marionery.com/2009/08/27/mochilao-mochilas-botas-e-acessorios/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Mochilão: Mochilas, Botas e acessórios'>Mochilão: Mochilas, Botas e acessórios</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2008/10/08/mochilao-america-do-sul-documentos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Mochilão América do Sul &#8211; Documentos'>Mochilão América do Sul &#8211; Documentos</a></li>
<li><a href='http://trekking.marionery.com/2008/09/13/vem-ai-mochilao-america-do-sul/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Vem aí­: Mochilão América do Sul!'>Vem aí­: Mochilão América do Sul!</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas semanas já se passaram depois do meu retorno e eu ainda não publiquei nada sobre o nosso mochilão pela Bolívia, Chile e Peru. Sendo assim eu resolvi começar uma série de artigos onde eu vou descrever nosso roteiro cidade por cidade e comentar lugares, hostels, restaurantes, passeios, etc. </p>
<p>Pra começar essa série eu vou falar sobre organização, roteiro, equipamentos e dicas gerais. Não adianta se jogar no mundo sem um planejamento antes, por menor que ele seja. Afinal de contas você tem que ter uma idéia de quanto vai gastar e de que tipo de roupa e/ou equipamento vai precisar para não acabar entrando numa furada.</p>
<p>Durante essa viagem, que levou pouco mais do que 30 dias, encontramos algumas pessoas que pegaram muito frio por que estavam sem roupas adequadas, ajudamos outras pessoas a comprar algumas roupas alternativas para aguentar o frio, demos umas dicas de opções de retorno para o Brasil para um cara que estava meio perdido&#8230; Para evitar esses e outros problemas um planejamento é a solução ideal.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/aguas-calientes.jpg" alt="mochileiros em águas calientes" title="mochileiros em águas calientes" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-539" /><br />
<blockquote>FOTO: Nosso grupo em Águas Calientes (Peru) depois da Trilha de Salkantay</p></blockquote>
<p></center></p>
<h2>Planejamento e organização de um mochilão</h2>
<h3>1. Planejamento</h3>
<p>Tudo começa com aquela vontade monstruosa de chutar o balde e sumir no mundo com a mochila nas costas ou então com um desejo absurdo de conhecer algum lugar. Foi assim comigo, um misto dos dois. Comecei a planejar a viagem para 2009 e com a idéia de faze-la sozinho. Mas as coisas mudaram no meio do caminho e eu acabei indo com um grupo de umas 20 pessoas&#8230;</p>
<p>Nesta fase inicial o importante é determinar quanto tempo você pode ficar fora e quanto de dinheiro você pode disponibilizar para a viagem. Monte um roteiro bruto inicial, isto é, determine quais as principais cidades que você deseja visitar. Escolha cidades que não estejam muito distantes, isso facilita no deslocamento, poupa dinheiro e tempo; afinal de contas ninguém quer gastar metade dos dias da viagem dentro de ônibus indo de um lugar para o outro.</p>
<p>A escolha das cidades pode ser estratégica (facilidade de transporte, hospedagem&#8230;) ou turística (passeios, monumentos, centros históricos ou culturais, esportes&#8230;). Nesta hora o seu melhor companheiro será um bom mapa da região e a internet. O mapa vai lhe ajudar a traçar a sua rota e a internet vai lhe fornecer mais informações sobre os países e cidades pelas quais você passará.</p>
<p><strong>Quanto ao tempo, lembre-se que se você tem 30 dias de férias não vai poder aproveitar todos os dias curtindo, afinal de contas você perde tempo para ir e voltar&#8230;</strong></p>
<p>Depois de traçar uma rota inicial é hora de buscar informações sobre aquelas cidades escolhidas. O melhor lugar para isso é o Google. Uma pesquisa por lá irá retornar sites de prefeituras, sites de turismo, fóruns de mochileiros&#8230; Anote as informações sobre cada cidade e cada país. Saiba os valores de câmbio das moedas, fuso horários, médias de temperatura, altitude, etc. Nesta hora saber ler em outros idiomas ajuda bastante. Existem muitos reviews de hostels e baladas em sites extrangeiros (principalmente em inglês).</p>
<p><strong>Uma dica importante:</strong> deixe uns dois ou três dias vagos no seu planejamento de roteiro, esses dias servirão para cobrir algum tempo que tenha sido perdido por causa de problemas climáticos, greves de transportes, erros de deslocamento, etc&#8230; E se tudo funcionar como um relógio você poderá aproveitar esse tempo livre como quiser. Espalhe esses dias ao longo do seu roteiro. Tivemos alguns dias de folga pois pulamos alguns pontos do nosso roteiro inicial, esses dias foram usados para conhecer cidades que não estavam previstas. Uma dica para medir a distância entre as cidades é usar o Google Earth e Google Maps.</p>
<p>Roupas e mochilas são importantes no seu planejamento também. Descubra a temperatura média dos lugares que você vai passar e prepare a sua mochila baseado nisso. Mesmo que você vá para um local tropical é bom ter um anorak e um fleece na mochila, nunca se sabe quando o tempo vai virar. Se você não sabe o que é um anorak ou um fleece <a href="http://trekking.marionery.com/2008/11/10/roupas-para-frio-e-neve/" target="_blank">leia este artigo</a>.</p>
<p><strong>As mochilas &#8211; sim, você deve levar duas</strong> &#8211; devem ter capa de chuva. Mesmo que você não tenha previsão de chuva para a sua viagem é bom ter capas nas mochilas. Essas capas evitam que você suje ou até mesmo rasgue a suas mochilas durante a viagem. Minha mochila cargueira sofreu muito neste mochilão, ainda bem que estava com a capa.</p>
<p>Uma mochila deve ser cargueira, ou seja, suportar mais do que 50 litros de bagagem (esses &#8220;litros&#8221; são uma medida padronizada para mochilas). Nesta mochila você levará tudo que não for precisar durante seu deslocamento de uma cidade para outra, como por exemplo: meias, bastões de caminhada, saco de dormir, roupas em geral, calçados extras&#8230;</p>
<p>Na mochila menor carregue uma muda de roupa, kit de primeiros socorros, câmeras, pilhas, óculos escuros, guias de viagem e anotações, água, etc.</p>
<p>Em geral você deixará a mochila cargueira em hostels, lockers da rodoviária ou aeroporto&#8230; E por isso ela não pode ter nada de valor ou que comprometa o andamento da sua viagem. A mochila menor sempre ficará com você.</p>
<p><strong>Cuidado com o tamanho da mochila cargueira</strong>, existe uma tendencia de enche-la demais quando vemos que temos espaço sobrando. Uma das coisas que estragam uma viagem é o peso da mochila. Carregue o necessário e lembre-se que você vai querer comprar alguma lembrança, portanto ter espaço na mochila é importante.</p>
<p>Evite ultrapassar alguns valores de peso. Para aviões, mochilas grandes pagam excesso de peso na Bolívia se ultrapassarem 15 kilos, já as bagagens menores não podem ter mais que 6 kilos. Se ultrapassarem esse limite terão que ser despachadas no bagageiro do avião. Esses limites não existem nos ônibus, tanto para os internos como para os internacionais.</p>
<p>Para voos internacionais a medida costuma ser de 30-32 kilos para a mochila grande (esse valor pode variar de acordo com a empresa aérea, portanto se informe). A minha mochila menor (que nós costumamos chamar de &#8220;mochila de ataque&#8221;) estava pesando 8 kilos e eu embarquei com ela na mão sem problemas no voo de volta para o Brasil.</p>
<p><strong>Lembre-se: em voos internacionais/nacionais não carregue nenhum objeto cortante ou perfurante; em voos internacionais não carregue desodorantes, cremes, shampoos com mais de 100ml.</strong></p>
<p><strong>Descubra se é necessário obter visto ou tomar vacinas</strong> para entrar em algum dos países que você pretende visitar. Um erro com estas questões e você poderá voltar pra casa bem mais rápido do que você imagina. Os consulados dos países costumam fornecer facilmente estas informações, seja online ou via telefone. Se informe.</p>
<h3>2. Organização</h3>
<p>Durante a suas pesquisas anote qualquer informação importante. Se for necessário imprima as páginas de sites que considerar importante ou guarde-as em uma pasta dos favoritos. Assim fica fácil achar alguma informação quando for necessário.</p>
<p>Compre guias de viagens dos países que você está indo. Eles ajudam bastante na hora de fazer alguns passeios ou mesmo de localizar um hostel ou restaurante. Ande com eles na sua mochila de ataque.</p>
<p>Monte seu roteiro e imprima ele. Inclua espaços para anotações ou leve um caderninho para fazer um mini diário de viagem e relacionar os gastos &#8211; essa parte é importante, já soube de mochileiros que voltaram do meio da viagem por que o dinheiro acabou ou porque calcularam errado o quanto deviam levar.</p>
<p>Ainda com relação a dinheiro, eu calculei para este mochilão (Bolívia, Chile e Peru) uma média de gastos de 40-50 dólares por dia. Isso é um orçamento médio, tem gente que passa com menos, tem gente que gasta 100 dólares. Vai depender dos seus hábitos alimentares e do seu tipo de hospedagem, principalmente. Teve dias em que gastamos 16 dólares e em outros passamos de 100! Portanto, controle seu dinheiro!</p>
<p>Para evitar problemas leve um cartão de crédito internacional com limite razoável (uns R$ 1000,00 dão conta do recado) e se possível habilite um cartão de banco para efetuar saques na rede Plus ou Cirrus (nestes países existem muitos caixas que aceitam saques destas bandeiras de cartões &#8211; se informe com seu gerente do banco).</p>
<p>Outra opção é levar um cartão conhecido como Visa Travel Money (ou VTM). O bom dele é a segurança, o ruim é que a cada saque é cobrado uma taxa de US$ 2,50, e que para sacar dinheiro é preciso pelo menos um caixa eletrônico, em algumas cidades não existem caixas eletrônicos e, as vezes, nem bancos&#8230; Muitas pessoas no nosso grupo levaram o VTM e algumas acabaram sacando o que tinham depositado no cartão e foram fazendo câmbio ao longo da viagem, pois o cartão estava gerando problemas e gastos extras. Eu ainda prefiro levar em dólar.</p>
<p>Para países grandes o VTM é uma opção interessante, mas ainda assim existe a taxa de saque. A dica é: saque sempre uma quantia razoável e vá usando. Evite sacar constantemente. Se possível saque sempre em dólar e aí faça o câmbio. Para países europeus não compre dólares, compre direto euros. Para a América Latina o melhor é usar dólares.</p>
<p><strong>Importante: Na América Latina (vi isso na Bolívia e no Peru) as notas de 100, 50 e 20 dólares são mais bem aceitas que as notas de 10, 5 e 1. Aliás estas últimas costumam até ter uma cotação inferior. Sendo assim, prefira as notas de 100, 50 e 20. Sem riscos, rasgos ou manchas!! Eles não aceitam notas danificadas ou muito antigas!!</strong></p>
<p><strong>MUITO IMPORTANTE: NÃO compre notas de 100 dólares da série que começa com as letras CB, elas não são bem aceitas na Bolívia por que foram muito falsificadas por lá!</strong></p>
<p>Faça cheklists de tudo &#8211; documentos, roupas, equipamentos específicos, material fotográfico, guias e mapas, kit de primeiros socorros, etc&#8230; Só assim você saberá o que precisa comprar com exatidão e evitará esquecer algo importante.</p>
<p>Mesmo não precisando de passaporte para nenhum dos três países que visitamos eu preferi levar o meu. O passaporte não tem chance nenhuma de dar problemas nas fronteiras, já a identidade pode acabar lhe causando problemas. Outro detalhe, sempre que você atravessa uma fronteira é necessário preencher um formulário da imigração, este formulário será carimbado (exatamente como o seu passaporte) e deverá ser guardado com cuidado, pois você deverá apresentá-lo quando for sair do país. Não perca este papel! A dica é: prenda-o no seu passaporte, dentro da capa plástica do passaporte ou mesmo usando um clip de papel. Faça o mesmo com a sua carteira de vacinação internacional.</p>
<p><strong>Uma dica de segurança: scanneie todos os seus documentos e cartões e envie as imagens para o seu email. caso seus documentos sejam roubados ou perdidos você terá como imprimir uma cópia deles e facilitar a retirada de um passaporte de emergência no consulado brasileiro do país onde você estiver.</strong></p>
<p>Ahh, já ia esquecendo de um detalhe. Alguns passeios precisam ser reservados com antecedência. Isso acontece com a trilha Inca e com Salkantay. Reserve uma ou outra com antecedência. Reservamos bem antes da viagem e pagamos 190 dólares por Salkantay, com um ótimo serviço de guias e com uma boa cozinha também. Teve um grupo de Minas Gerais que deixou para reservar lá em Cusco e pagou 10 dólares a menos que nós. Contudo, entraram numa grande furada, pois tiveram inclusive que carregar o material de cozinha, além das coisas deles&#8230; Cuidado. Em outro post desta série eu passo os contatos da empresa que nos levou até Machu Picchu.</p>
<h2>Equipamentos</h2>
<p>Essa questão depende muito do local para onde você vai e do que você vai fazer lá. Afinal de contas uma coisa é a mochila de quem vai pro Caribe e a outra é a mochila de alguém que vai pro Aconcágua.</p>
<p>Clima, esse é o fator importante na hora de decidir que tipo de roupa levar. No geral, leve uma ou duas calças jeans, um par de tênis, chinelos, bota de trekking (se for trilhar), sapatos (algumas boates européias exigem sapatos), blusas de dryfit, bermudas ou calças de tactel (aquelas calças-bermuda são perfeitas), alguns pares de meia, cuecas/calcinhas, óculos escuros e boné.</p>
<p>Para o frio eu recomendo botas impermeáveis, um anorak, um ou dois fleeces, dois pares de luva, um conjunto de segunda pele, uma calça de fleece ou lã e, em alguns casos (trekkings e escaladas), uma calça impermeável e luvas impermeáveis. Além de gorros, é claro.</p>
<p>Para o nosso mochilão os equipamentos foram estes citados acima, pois fizemos trilhas e pegamos bastante frio no Salar de Uyuni e nas regiões de montanha.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/salar1.jpg" alt="salar de uyuni hotel de sal" title="salar de uyuni hotel de sal" width="500" height="459" class="alignnone size-full wp-image-557" /><br />
<blockquote>FOTO: Em frente ao Hotel de Sal no salar de Uyuni, temperatura negativa durante a noite&#8230;</p></blockquote>
<p></center></p>
<p>Além disso coloque na sua lista: um kit de primeiros socorros (com remédios básicos para dor de cabeça, febre, gripe, enjoo, analgésicos, diaréia, purificadores de água, band-aids, merthiolat, gazes, uma pequena tesoura sem ponta, vitamina C&#8230;); uma necessaire com material de higiene básico (escova de dentes, pasta, fio dental, desodorante, um ou dois sabonetes, shampoo, cortador de unha, cotonete, creme de barbear e lâmina, papel higiênico e lenços umidecidos &#8211; afinal de contas você pode passar algum dia sem tomar banho&#8230;); filtro solar, repelente de mosquitos, sunga/biquini e toalha.</p>
<p><strong>Para quem vai fazer trilha um par de bastões de caminhada e um camelback podem ajudar bastante.</strong></p>
<p>Mochilas. Cuidado com elas. Você pode amar as suas mochilas ou odiá-las durante toda a viagem, o que vai determinar uma coisa ou outra é o seu cuidado na hora de comprar e ajustar a sua mochila, principalmente a cargueira. A mochila deve ter alças confortáveis, bem como barrigueira e ajuste de peito. A barrigueira deve ser bem apertada e ficar sobre o osso do quadril, assim ela põe o peso da mochila sobre o seu quadril ao invés de jogar tudo nos ombros. Isso faz muita diferença!</p>
<p>As costas também devem ser acolchoadas e com algum tipo de barra de estabilização, isso melhora a posição da mochila nas costas e evita que os objetos machuquem as suas costas. <strong>Não abra mão de uma boa mochila. Já vi muita gente que se arrependeu de ter economizado justamente neste item.</strong></p>
<p>Durante a viagem mesmo eu ouvi de um amigo a seguinte frase: &#8220;poxa, peguei a sua mochila e notei a diferença que ela faz. A minha não se ajusta tão bem&#8230;&#8221;</p>
<p>Outro detalhe importante é o ajuste das fitas de compressão e das alças da mochila, aqui tem um vídeo que explica bem isso, está em inglês, mas vale a pena ser visto:</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H5kmSReIx40&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/H5kmSReIx40&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>Eu recomendo algumas marcas de mochilas, são elas: Quechua, Trilhas e Rumos (as da linha Crampom, como a de 68 litros), Curtlo, Conquista, Equinox e Deuter. Dentre todas elas a Quechua apresenta o melhor custo-benefício, contudo, só existe a venda em São Paulo &#8211; <a href="http://www.decathlon.com.br/BR/" target="_blank">www.decatlhon.com.br</a>.</p>
<p>Botas de trekking são outro ponto importante. Gosto de duas marcas nacionais e que encaram o trabalho muito bem, são elas a <a href="http://www.botasnomade.com.br/" target="_blank">Nômade</a> e a <a href="http://www.snake.com.br/port/index.asp" target="_blank">Snake</a>. Especificamente os modelos Titã e Peregrino (da Nômade) e a Alpinist, Trilogia e Zodiac (da Snake).</p>
<p>Uma boa bota deve ter solado com boa aderência, ser impermeável e não machucar o pé. Essas acima cumprem as funções. Tenho uma Titã e uma Alpinist e as duas são ótimas. Antes de partir pra trilha com a sua bota convém testá-la e amaciá-la, ou você pode descobrir da pior forma possível que elas lhe machucam. Para amaciar basta usar a bota normalmente.</p>
<p>Em um texto antigo aqui do blog eu disponibilizo dois documentos para download, eles mostram como <a href="http://trekking.marionery.com/2007/08/14/escolhendo-a-mochila-certa/">escolher a mochila certa e como arrumar a sua mochila cargueira</a>.</p>
<p>Bem. Vamos ficar por aqui neste primeiro texto ou então eu vou escrever uma bíblia. Aproveitem as dicas e se aparecer alguma dúvida usem o sistema de comentários do blog (logo abaixo).</p>
<p>Bons ventos a todos e até o próximo artigo!</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Praias Desertas de Guaratiba</title>
		<link>http://trekking.marionery.com/2009/06/19/praias-desertas-de-guaratiba/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 02:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escotismo - 57º GEAr-RJ]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[acampamento]]></category>
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Saímos da sede do Grupo bem cedo, por volta das 06:00 da manhã de quinta-feira (11-06-2009). Chegamos em Barra de Guaratiba por volta das 09:00 horas. Começamos ...


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um feriado e mais uma oportunidade de alguma aventura em algum lugar. Destino dessa vez: Praias desertas de Guaratiba, no Rio de Janeiro. Uma atividade da tropa sênior do 57º GEAr Cap. Lemos Cunha onde o objetivo era cruzar quatro praias semi-desertas na região de Barra de Guaratiba, mas com alguns acontecimentos o roteiro acabou sendo modificado&#8230; Acompanhe o que passamos por lá:</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/trilha-guaratiba.jpg" alt="trilha-guaratiba" title="trilha-guaratiba" class="alignnone size-full wp-image-511" /></center></p>
<p>Saímos da sede do Grupo bem cedo, por volta das 06:00 da manhã de quinta-feira (11-06-2009). Chegamos em Barra de Guaratiba por volta das 09:00 horas. Começamos a caminhada rumo a primeira Praia, a do Perigoso, onde faríamos o nosso rapel na Pedra da Tartaruga e passaríamos a noite acampados. Ao chegarmos lá nos deparamos com algumas pessoas já acampadas no local e com um grupo que já estava no alto da Pedra da Tartaruga rapelando. Como eu queria pegar os melhores grampos para ancoragem sugeri que deixássemos o rapel para o dia seguinte (ideia burra&#8230;).</p>
<p>Acampamos na praia do Perigoso e passamos o dia arrumando os equipamentos e reconhecendo o local. O tempo fechou a noite, fez frio e pegamos uma chuvinha bem chata. Passada a chuva fomos pra fora conversar em frente ao mar. Papo vai, papo vem, eu e mais alguns sêniors resolvemos dormir do lado de fora das barracas naquela noite, o que teria dado muito certo se não chovesse novamente por volta das 23:30h&#8230; De volta pras barracas, vamos dormir aqui mesmo&#8230;</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/acampamento-praia-perigoso.jpg" alt="acampamento-praia-perigoso" title="acampamento-praia-perigoso" class="alignnone size-full wp-image-513" /></center></p>
<p>O dia amanhece, acordo cedo como sempre&#8230; Observo o sol nascer por de trás das nuvens enquanto passeio pela praia e brinco com os caranguejos que vivem pela areia, guaiamuns se não me engano&#8230; O rapel tinha ficado para trás, a esperança era que o tempo abrisse nos outros dias e que no último dia conseguíssemos voltar para a Pedra da Tartaruga para então eu dar instrução de ancoragem, segurança e rapel pra eles.</p>
<p>Hora de tomar café da manhã, curtir a praia um pouco e tentar pescar o almoço do dia. Pessoal brincando na areia e eu e a chefe da tropa definindo alguns itens enquanto observávamos um dos sêniors pescar. Não tivemos muita sorte na pescaria, apenas um peixinho pequeno. Almoçamos o que tínhamos na mochila mesmo, pegamos alguns tatuís para servir de isca pra próxima pescaria. Desmontamos o acampamento depois do almoço e partimos trilha acima rumo a Praia do Meio, a segunda da quatro praias previstas no roteiro.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/trilha-praia-meio.jpg" alt="trilha-praia-meio" title="trilha-praia-meio" class="alignnone size-full wp-image-515" /></center></p>
<p>Durante a trilha para Praia do Meio pegamos uma chuva moderada o que deixou os lances ingrimes mais complicados e perigosos. Cuidado redobrado na descida e trabalho em equipe. O lace final é composto por uma pedra muito inclinada, que não seria um obstáculo complicado se não estivesse molhada e escorregando. Bem, lance para esticar um trecho de corda e descer. Um pescador que mora na praia ajudou os garotos enquanto eu e o resto do grupo não chegamos ao ponto. Aliás, esse pescador se tornaria uma das figuras desta aventura.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/chegando-praia-meio.jpg" alt="chegando-praia-meio" title="chegando-praia-meio" class="alignnone size-full wp-image-516" /></center></p>
<p>Montamos acampamento debaixo de chuva nesse segundo dia. Além do nosso amigo pescador, apelidado rapidamente de &#8220;Tio Bob&#8221; devido a bandeira do Bob Marley que estava na frente da casa dele, tínhamos na praia dois acampamentos de surfistas. Pessoal batendo uma bola na chuva e nós montando nosso campo para mais uma noite. </p>
<p>Nota: acampar na praia tem um problema, areia! Eita, coisa chata! </p>
<p>Barracas montadas e equipamentos guardados. Hora de tentar pescar alguma coisa e abastecer as garrafas de água na fonte da praia. A chuva deu uma trégua. As coisas ficam bem mais simples assim. O Jubert foi tentar conseguir uns chumbos para a linha de pesca junto com o pescador, o &#8220;Tio Bob&#8221; nos deu dois chumbos numa boa. Fomos pescar mas a sorte não estava do nosso lado mesmo. Nada de peixe dessa vez.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/campo-praia-meio.jpg" alt="campo-praia-meio" title="campo-praia-meio" class="alignnone size-full wp-image-517" /></center></p>
<p>A rapaziada viu umas pranchas de surf e body board na casa do &#8220;Tio Bob&#8221;. E lá veio a ideia cara de pau de pedir emprestado umas pranchas pro nosso amigo pescador e surfista. Os garotos vão pra casa do &#8220;Tio Bob&#8221; (na verdade o apelido dele é &#8220;Sniper&#8221;), e quando eu menos espero aparecem com duas pranchas de body board, incluindo uma BZ Diamond, pranchinha boa&#8230;</p>
<p>Eles vão surfar e eu e a Mayra (chefe da Tropa) vamos fazer reconhecimento da trilha para a próxima praia. O reconhecimento é importante pois estávamos em um local que só conhecíamos por fotos de satélite e por indicações de outros aventureiros. Escotismo é isso, descobrir e se virar sozinho quando necessário. Os monitores assumem a responsabilidade pelo acampamento e eu e a Mayra enfrentamos uma dura e dolorosa trilha pelas pedras para ver como era o caminho até a Praia Funda, nosso terceiro ponto de acampamento.</p>
<p>Reconhecemos o terreno e ao voltarmos recebemos uma proposta deles. Eles queriam ficar na praia por mais tempo, não queriam ir na Praia Funda e na Praia do Inferno. Aquela estava legal demais! Realmente a Praia do Meio é muito boa, tem uma paz, um bom mar, bons pontos de pesca, um ótima fonte de água e mais recursos, inclusive o &#8220;Tio Bob&#8221; (os garotos descobriram depois que ele fazia comida pros surfistas e vendia o prato &#8220;boladão&#8221; por R$ 5,00). Assim, lá foram alguns mortos de fome da tropa comer o feijão &#8220;boladão&#8221; do Tio Bob.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/casa-tio-bob.jpg" alt="casa-tio-bob" title="casa-tio-bob" class="alignnone size-full wp-image-519" /></center></p>
<p>Aliás, o &#8220;Tio Bob&#8221; virou um mini mercadinho da rapaziada. Ele tinha tudo que precisávamos, no caso: bananas que compramos por R$ 5,00 um cacho grande e peixes, que compramos limpo por R$ 10,00 &#8211; um pouco de apelo não faz mal, afinal de contas não conseguimos pescar nada. Não compramos por falta de comida, mas sim por vontade de comer banana e peixe mesmo&#8230;</p>
<p>A noite chegou e os meninos foram buscar algum óleo com o Tio Bob para fritar os tatuís, o cara já tinha virado amigo. Nem nos cobrou um pouco de óleo de cozinha. Durante esse episódio houve um fato engraçado. Estávamos nos comunicando por código morse com lanternas. Um dos meninos que estava na casa do Tio Bob mandou um sinal de SOS para o campo, respondemos com um &#8220;o que?&#8221; e recebemos um SOS novamente. Pronto, sai todo mundo correndo do campo, parecia um monte de malucos, no meio estava eu, que ia em direção a casa do Tio Bob ver o que estava acontecendo. Cheguei lá e encontrei com os dois voltando. Quando o grupo chega correndo e perguntando o que tinha acontecido. Aí eu digo: &#8220;ué o que houve?&#8221;, e um dos sêniors responde que recebeu um duplo SOS vindo deles. A lanterna que estava na casa do Tio Bob ficou na mão de um menino que acabou de entrar na tropa e que ainda não conhecia nada além de SOS em código morse.. Bela confusão!</p>
<p>Resolvemos fazer o peixe e fritar alguns tatuís que pegamos na praia. Janta excelente, com uma noite fria, mas com um céu limpo e estrelado. O que nos deu esperança de voltarmos para a praia do Perigoso e fazer o rapel na Pedra da Tartaruga. Nossa noite do terceiro dia foi excelente, com um lindo visual. Mas fomos surpreendidos com uma pequena chuva no final da noite. Fomos dormir e sabíamos que na manhã do nosso último dia teríamos que acordar cedo e partir pra Tartaruga para tentar o rapel.</p>
<p>O dia nasce lindo, com algumas nuvens ao longe e o sol brilhando entre elas. Do lado oposto um duplo arco íris coloria o céu. Tudo perfeito para uma trilha e depois uma instrução de rapel. </p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/sol-nascendo.jpg" alt="sol-nascendo" title="sol-nascendo" class="alignnone size-full wp-image-520" /></center></p>
<p>Enquanto desamontávamos o campo uma dupla de rapazes se aproximou perguntando se íamos embora e se tínhamos alguma coisa para vender pois a comida deles estava acabando. Hora de fazer a boa ação do dia, separamos alguma coisa que tínhamos sobrando e demos pro pessoal. Sopas, atum, maçãs, bananas e uns sandwiches. A rapaziada saiu feliz por não ter gasto dinheiro. Próxima parada, casa do Tio Bob para deixar alguma comida pra ele também. Ele nos recebeu e gostou muito de ganhar o que tínhamos, tiramos uma foto com ele e ele nos convidou para voltarmos. No retorno para pegarmos as mochilas fomos surpreendidos por uma chuva forte, que jogou nossos planos de rapelar por água a baixo.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/tio-bob.jpg" alt="tio-bob" title="tio-bob" class="alignnone size-full wp-image-521" /></center></p>
<p>Ao passarmos pela casa do Tio Bob ele nos convidou para entrar e esperar a chuva baixar, enquanto isso batemos papo com outro pescador e ele nos deu umas dicas sobre a trilha, para evitar que nós entrássemos para Grumari ao invés de Barra de Guaratiba. Pegamos a trilha ainda com um pouco de chuva.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/trilha-guaratiba2.jpg" alt="trilha-guaratiba2" title="trilha-guaratiba2" class="alignnone size-full wp-image-522" /></center></p>
<p>Fomos com um ritmo devagar mas constante, pois era quase sempre subida e estava bem escorregadio. Depois a que parte de subida terminou atingimos um plato e começamos a descer por uma trilha bem aberta que nos levaria até a entrada de Barra de Guaratiba, no caminho passamos por belas vistas da Restinga da Marambaia.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/restinga.jpg" alt="restinga" title="restinga" class="alignnone size-full wp-image-523" /></center></p>
<p>Ao chegarmos lá embaixo foi a hora de nos saciarmos com uns sandwiches no quiosque do Beto (no fim da praia) e depois com um açaí até esperar que o ônibus saísse. Um feriado perfeito apesar de todos os imprevistos. Mais uma atividade bem feita da tropa sênior Kwarup do 57º GEAr, na Ilha do Governador &#8211; RIo de Janeiro.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/final-guaratiba.jpg" alt="final-guaratiba" title="final-guaratiba" class="alignnone size-full wp-image-524" /></center></p>
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