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	<title>Trekking Brasil &#187; Viagens e Aventuras</title>
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	<description>Aventura, trilha, viagem, trekking, escalada, montanhismo e equipos!</description>
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		<title>Espanha a Pé &#8211; Marcelo Maroldi</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 16:15:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elque Silva</dc:creator>
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<p> “Uma mistura de trekking com peregrinação”, é assim que o paulista Marcelo Maroldi descreve seu projeto de caminhar 1500 km pela Espanha a partir de janeiro de 2012. </p>
<p><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/P1060839.jpg" alt="" title="Marcelo Maroldi" width="448" height="336" class="aligncenter size-full wp-image-5216" /></p>
<p>A proposta inicial era fazer o Caminho de Santiago de Compostela, mas depois de muita pesquisa e leitura, e uma boa dose de aventura, tudo foi se modificando. “Já não se trata apenas de chegar a Santiago, nem só de caminhar pela ‘Via de La Plata’ ou conhecer a Andaluzia&#8230; É tudo isso junto”. Chegar a esta ideia, porém, demorou muito tempo. Como nos contou, a rota que fará está parcialmente aberta, pois a cada dia ele descobre novos lugares que quer visitar (castelos, fortificações etc.). “Se achar que devo sair da rota original para ver um monumento ou um castelo, sairei. Meu objetivo é andar e ver o máximo de coisas interessantes, não vou ficar com pressa de chegar”, brinca.</p>
<p><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/viaplata2.jpg" alt="" title="via de la plata" width="336" height="448" class="aligncenter size-full wp-image-5202" /><center><em>Foto do site viaplata.com</em></center></p>
<p>Ao começar a planejar a viagem, 6 meses atrás, a primeira coisa que fez foi descartar o famoso Caminho Francês de Santiago, que em sua opinião encontra-se super povoado. Assim, Marcelo escolheu um caminho dentro da Espanha conhecido como “Via de La Plata”, uma antiga rota desenvolvida pelos romanos e que só muitos séculos depois serviu como caminho para os peregrinos do norte da África chegarem a Santiago (o chamado “Caminho Mozárabe de Santiago”, que é complementado pelo “Caminho Sanabrés” ou outra rota). “Já conhecia um pouco da ‘Via da Plata’, mas quando pesquisei a fundo fiquei encantado. Em nenhum outro lugar teria trilhas com tantas belezas naturais, cultura e gastronomia como ali”. Além disso, a “Via” não é muito freqüentada e a solidão destas estradas certamente contribui com o clima de meditação e introspecção almejados. “O que pode ser uma desvantagem para alguns, a solidão e a infra-estrutura do caminho, para mim é um atrativo”. Segundo Marcelo, menos que 5% dos peregrinos a Santiago optam pela “Via de La Plata”. Mais uma razão para ir. </p>
<p><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mapa_caminos1.gif" alt="" title="mapa caminos" width="448" height="236" class="aligncenter size-full wp-image-5203" /><center><em>Foto site foroloco.net</em></center></p>
<p>A “Via de La Plata” não se restringe a Andaluzia. Ela inclui cidades como Sevilha, Mérida, Salamanca, Cáceres e ao norte León e Gijón. Geralmente, explica Marcelo, quem faz a “Via” sai de Sevilha e anda (ou pedala) cerca de 1000 km até Santiago. Porém, observando o mapa e pesquisando, Marcelo pensou que poderia sair de Cádiz, o que aumentaria o trajeto em cerca de 200 km. Cádiz é uma das cidades mais antigas da Europa e fica no sul da Espanha, na costa. “De lá até Sevilha serão uns 5 dias caminhando, mas vai compensar”.</p>
<p><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/caminhoplata.jpg" alt="" title="caminho de la plata" width="448" height="314" class="aligncenter size-full wp-image-5204" /><center><em>Foto site azuleselcolordemicielo.blogspot.com</em></center></p>
<p>Mas não é só isso, Santiago não será o fim da linha para o caminhante. “Já que é pra andar, vou até Finisterre, não dá pra não ir”.  Como ele conta, na verdade é comum os peregrinos que vão a Santiago estenderem sua caminhada por mais 100 km e irem até Finisterre ou Muxia, locais de grande tradição relacionada a peregrinações e que possuem toda uma mística envolvida. “Alguns peregrinos queimam suas roupas em Finisterre ou abandonam lá suas botas. Muitos devolvem ao mar suas vieiras (símbolo de peregrinação). Tem um sentido profundo, não só religioso, de fim de uma jornada e início de outra”.</p>
<p><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/cabo-de-finisterre.jpg" alt="" title="cabo de finisterre" width="448" height="336" class="aligncenter size-full wp-image-5207" /><em><center>Foto site media-cdn.tripadvisor.com</em></center></p>
<p>Assim, Finisterre encerra o projeto principal inicialmente previsto, mas não completamente. De lá, Marcelo pretende andar o quanto puder pela região. “Quero ir a Lugo, por exemplo, sempre quis ver o que restou da muralha romana”. Somente então vai até Coruna, de onde retornará para o Brasil. “Não sei bem o que farei depois de Finisterre, vou ter que ver quantos dias ainda terei e verificar se há rotas ou trilhas para o norte, para Coruna. Uma boa opção é fazer trechos do Caminho Primitivo ou do Caminho do Norte”.<br />
Marcelo sairá do aeroporto de Campinas no dia 24 de janeiro com destino a Sevilha, na Espanha. De lá, pretende pegar um trem ou ônibus para Cádiz, onde inicia sua caminhada e de onde pretende enviar fotos e informações para o Trekking Brasil, durante 50 dias de aventura.  “Quando dei conta do que ia fazer, vi que cruzaria a Espanha, de costa a costa. E percebi que ia fazer isso a pé, sozinho e no inverno. É um desafio bacana”.  Para isso, tem se preparado física e mentalmente. “É claro que o cansaço é uma preocupação, mas o que ‘pega’ mesmo é a parte psicológica, é muito desgaste, é muita coisa que passa pela cabeça nessas horas, o peito fica apertado&#8230;”. Mas isso não parece diminuir seu entusiasmo: “Quero caminhar, amo caminhar, mas também quero uma aula de História, e quero sentir o ‘caminho’, as pessoas.  Aventureiros e peregrinos têm perfis totalmente distintos. Tento ser uma mistura dos dois, a cabeça e o preparo do trekking, o coração do peregrino. Mas isso é assunto para outro dia&#8230;”.</p>
<p>O blog do “Espanha a pé” é <a href="http://espanhaape.blogspot.com/"target="_blank" title="este link abre uma nova janela">http://espanhaape.blogspot.com/</a> e a página no Facebook <a href="http://www.facebook.com/espanhaape"target="_blank" title="este link abre uma nova janela">http://www.facebook.com/espanhaape</a>. No Blog há mapas da viagem, links para a “Via de La Plata” e informações detalhadas. </p>
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		<title>Mochilão Bolívia 2011 &#8211; Uyuni e o Salar</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 10:59:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
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		<category><![CDATA[mochilão bolívia]]></category>
		<category><![CDATA[salar de uyuni]]></category>
		<category><![CDATA[uyuni]]></category>

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		<description><![CDATA[Uyuni, cidade de poucos habitantes e clima frio no sul da Bolívia. Talvez seja um dos ou até mesmo o destino mais famoso na Bolívia por causa do Salar de Uyuni, um deserto de sal com cerca de 12mil Km² cercados por montanhas e vulcões.Chegamos em Uyuni por volta de umas 15:20 da tarde do [...]]]></description>
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<p>Uyuni, cidade de poucos habitantes e clima frio no sul da Bolívia. Talvez seja um dos ou até mesmo o destino mais famoso na Bolívia por causa do Salar de Uyuni, um deserto de sal com cerca de 12mil Km² cercados por montanhas e vulcões.Chegamos em Uyuni por volta de umas 15:20 da tarde do dia 06 de julho de 2011. A pequenez da cidade me agrada muito, bem como o clima mais frio e a estação de trem, que apesar de não ter nada de demais dá um ar bucólico na cidade do sal. </p>
<div id="attachment_4680" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/estacao-uyuni.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/estacao-uyuni.jpg" alt="Estação de trens de Uyuni" title="Estação de trens de Uyuni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4680" /></a><p class="wp-caption-text">Estação de trens de Uyuni</p></div>
<p>Uyuni está situada a cerca de 3650 metros acima do nível do mar, um pouco abaixo de Potosi, aqui em geral as pessoas não apresentam problemas com a altitude. Porém o frio no meio do ano é pesado, em uma das manhas acordamos com o termômetro que estava no quarto marcando cerca de 7º C dentro do quarto, lá fora o tempos estava mais ou menos e com vento, então a temperatura era bem mais baixa. Existem duas temporadas para visitar Uyuni, a mais comum &#8211; nomeio do ano (entre maio, junho, julho e agosto) e no verão. A vantagem de ir no verão é que os valores serão menores e a paisagem no salar será diferente, como chove bem nesta época o Salar de Uyuni alaga e fica espelhado, refletindo as montanhas no horizonte, transformando o cenário em algo surreal, um gigante caleidoscópio na linha do horizonte.</p>
<div id="attachment_4685" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/relogio-centro-uyuni.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/relogio-centro-uyuni.jpg" alt="Avenida Potosi - relógio da Plaza Arce" title="Avenida Potosi - relógio da Plaza Arce" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4685" /></a><p class="wp-caption-text">Avenida Potosi - relógio da Plaza Arce</p></div>
<p>Este ano a paisagem estava assim por causa das tempestades de neve, a mesma neve que quase nos impediu de chegar em Uyuni acabou frustrando nossos planos de fazer o Lincancabur, um vulcão na fronteira da Bolívia com o Chile, uma região desértica com lagos coloridos e repleta de vulcões. Devido a neve acabamos sendo forçados a fazer o passeio de apenas um dia do Salar, já que ninguém queria nos levar muito além disso ou quando se arriscavam em prometer tentar as propostas não eram muito boas.</p>
<p>Nos hospedamos no Hostal Marith, um hostal bom com TV e banheiro no quarto, café da manhã e boa localização &#8211; ao lado do quartel na Avenida Potosi, a avenida principal da cidade. Nela você encontra lan houses, lojas de souveniers, o mercado municipal, pequenos armazéns, casas de câmbio, alguns hostals e a Plaza Arce (onde fica o relógio e bons locais para comer). Comemos em uma pizzaria nesta praça e voltamos para o hostal depois de comprar umas besteiras para comer no salar no dia seguinte.</p>
<div id="attachment_4687" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/licancabur.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/licancabur.jpg" alt="Vulcão Licancabur" title="Vulcão Licancabur" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4687" /></a><p class="wp-caption-text">Vulcão Licancabur - foto da viagem de 2009 - este ano não chegamos lá por causa da neve...</p></div>
<p>O passeio que gostaríamos de fazer era o de 4 dias, completo e indo até a base do Licancabur, como a neve e a possibilidade de tempestades não nos deixou fazer este roteiro acabamos optando por fazer o tour de somente um dia. Esse tour inclui o cemitério de trens, uma pausa em Colchani &#8211; uma comunidade que vende artesanias de sal, uma parada nos montes de sal, outra na isla del pescado (ilha de corais e cactos centenários no meio do salar), almoço e uma parada no hotel de sal já no retorno para Uyuni. Para este passeio acabamos fechando com o Olavo , um senhorzinho que é considerado &#8220;o cara&#8221; quando o assunto é o Salar, ele guia tours desde 1985! O próprio hostal indicou ele, eu iria fechar com o pessoal da agência Sajama que me levou em 2009 até o Licancabur, mas os preços não eram nada bons e eu não senti confiança no guri que nos atendeu lá.</p>
<div id="attachment_4689" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/estacao-trem-uyuni.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/estacao-trem-uyuni.jpg" alt="Estação de trens Uyuni" title="Estação de trens Uyuni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4689" /></a><p class="wp-caption-text">O ar bucólico do pátio de trens da estação de Uyuni</p></div>
<p>Acordamos no dia 07 por volta das 06:30, tomamos café no hostal e fomos atrás de passagem de ônibus para Oruro, já que nossa ideia de ir de trem furou por causa da falta de passagens. Não existe uma rodoviária em Uyuni, os ônibus param em frente as lojas que vendem as passagens em geral na Avenida Arce, próximo dos correios. Compramos as passagens para as 21h do dia 08 e depois compramos alguns lanches pro Salar. </p>
<div id="attachment_4690" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/jeep-uyuni.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/jeep-uyuni.jpg" alt="Salar de Uyuni" title="Salar de Uyuni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4690" /></a><p class="wp-caption-text">Salar de Uyuni - allagado no inverno por causa das tempestades de neve!</p></div>
<p>Voltamos pro hostal e as 10h o tour saiu para pegar mais algumas pessoas em outros hostals, comida e material de cozinha e depois fomos para o deserto de trens, a nossa primeira parada. O cemitério de trens é um amontoado dos antigos vagões e locomotivas que foram aposentados e que funcionaram na época da extração de minérios, comidos pela ferrugem causada pelo sal e pelo tempo as antigas peças criam um cenário digno dos filmes do MadMax.</p>
<div id="attachment_4691" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/cemiterio-trens-uyuni.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/cemiterio-trens-uyuni.jpg" alt="Cemitério de trens Uyuni" title="Cemitério de trens Uyuni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4691" /></a><p class="wp-caption-text">Cemitério de trens Uyuni - cenário no melhor estilo MadMax</p></div>
<p>Saímos do cemitério de trens e seguimos pela estrada em direção a Colchani, um povoado que vive do sal e dos artesanatos feitos com ele. Lá existe um pequeno museu do salar, mas o destque fica pela quantidade de artesanato barato que se pode comprar por lá, incluindo pedras de sal.</p>
<div id="attachment_4693" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/salar-uyuni1.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/salar-uyuni1.jpg" alt="Montes de sal - Salar de Uyuni" title="Montes de sal - Salar de Uyuni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4693" /></a><p class="wp-caption-text">Montes de sal - Salar de Uyuni</p></div>
<p>Saindo de Colchani fomos para o tour pelo salar propriamente dito, a primeira parada foi nos montes de sal. Mas de longe já notamos a diferença, as tempestades de neve dos dias anteriores fizeram o salar acumular água por causa do degelo e essa água recriou o mesmo cenário que se vê no verão, um salar alagado com um espelho de água de uns 10 cm de altura que refletia tudo e criava uma atmosfera diferente, uma coisa mágica, como se estivéssemos caminhando sobre um grande espelho que refletia qualquer coisa no horizonte.</p>
<div id="attachment_4694" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/salar-uyuni2.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/salar-uyuni2.jpg" alt="Salar de Uyuni" title="Salar de Uyuni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4694" /></a><p class="wp-caption-text">Salar de Uyuni</p></div>
<p>Saindo dos montes de sal nos dirigimos para a Isla del Pescado, um bom tempo de carro sobre o sal e a água. A Isla del Pescado é uma brande ilha coberta por rochas, corais e cactus com centenas de anos. A vista do salar do alto do mirante da isla é maravilhosa. Esse passeio até o mirante é cobrado a parte do Tour, basta comprar um bilhete assim que chegar na isla e seguir a pequena trilha de sobe por um lado e desce pelo outro. No alto da trilha existe um marco onde algumas pessoas depositam moedas em troca de pedidos.</p>
<div id="attachment_4696" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/isla-del-pescado-uyuni.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/isla-del-pescado-uyuni.jpg" alt="Isla del Pescado - salar de Uyuni" title="Isla del Pescado - salar de Uyuni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4696" /></a><p class="wp-caption-text">Isla del Pescado - salar de Uyuni</p></div>
<p>Almoçamos por lá mesmo, a comida foi servida pelo próprio Olavo em umas mesas de sal próximas de onde os carros ficam. Algumas pessoas aproveitaram o tempo antes do almoço para tirar algumas fotos aproveitando a imensidão branca do salar para brincar com a profundidade. Almoçamos e regressamos em direção ao hotel de sal, o primeiro hotel, que hoje está desativado e virou um pequeno museu. Chegamos um tanto quanto tarde lá pois paramos para ver um jipe que estava quebrado no meio do salar há umas 3 horas já&#8230; Mas ainda conseguimos alguma luz para fotografar na plaza das nações &#8211; um círculo com bandeiras de vários países na frente do hotel de sal. O pôr do sol foi um espetáculo a parte colorindo a água com tons de rosa e laranja.</p>
<div id="attachment_4697" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/jeep-salar-uyuni.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/jeep-salar-uyuni.jpg" alt="Salar de Uyuni Alagado" title="Salar de Uyuni Alagado" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4697" /></a><p class="wp-caption-text">Salar de Uyuni alagado, um verdadeiro espelho natural</p></div>
<div id="attachment_4698" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/salar-uyuni3.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/salar-uyuni3.jpg" alt="Salar de Uyuni" title="Salar de Uyuni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4698" /></a><p class="wp-caption-text">Quando o salar está alagado o céu se confunde com o horizonte</p></div>
<div id="attachment_4699" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/salar-uyuni4.jpg" rel="lightbox[4675]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/salar-uyuni4.jpg" alt="Fim do tour - Salar de Uyuni" title="Fim do tour - Salar de Uyuni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-4699" /></a><p class="wp-caption-text">Fim do tour, até algum dia Salar de Uyuni</p></div>
<p>Chegamos bem cansados do tour, paramos na ria dos ônibus para deixarmos a Carol e a Judy &#8211; duas meninas que conhecemos no passeio pelo Salar e fomos comer alguma coisa e dormir. Fim de dia. No dia seguinte acordamos e aproveitamos para andar pela cidade, já que nosso ônibus para Oruro só sairia as 21h. Visitamos o pequeno museu próximo da plaza Arce e não fizemos nada demais no resto do dia.</p>
<p>As 21h pegamos o ônibus da San Miguel para Oruro, um ônibus simples mas com calefação e semi cama. Pagamos 50 bolivianos pela viagem de 6 horas até Oruro. A estrada boa nos deixou dormir alguma coisa e chegamos lá por volta das 04h da manhã do dia 09 de julho. Mal descemos do ônibus uma senhora já nos abordou oferecendo passagens para La Paz por 15 bolivianos, algo como 3 ou 4 reais! Em um ônibus de turismo com algum conforto. Fechamos e já fomos pro local da saída pois estávamos em cima do horário. Mais 4 horas de ônibus e finalmente, às 08h em La Paz, cansados mas com uma folga na agenda.</p>
<h3>Confiram um vídeo do Salar de Uyuni!!</h3>
<p></p>
<p><center><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/U9FXpn9MOqk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
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		<title>Cachoeira do Saco Bravo &#8211; Paraty &#8211; Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 16:25:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais um convite para uma trip de litoral, desta vez com o pessoal de São Paulo &#8211; Carol Emboava (Cozinha na Mochila), Carlos Passini, Jeff Almeida (Piá Ventura), Dani, Lígia e Gui Guedes. O destino era a bela e escondida cachoeira do Saco Bravo, em Paraty. Uma trilha de mais ou menos 8Km de extensão [...]]]></description>
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<p>Mais um convite para uma trip de litoral, desta vez com o pessoal de São Paulo &#8211; Carol Emboava (<a href="http://www.cozinhanamochila.com.br/" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">Cozinha na Mochila</a>), Carlos Passini, Jeff Almeida (<a href="http://www.piaventura.com.br/" target="_blank" title="este link abre uma nova janela">Piá Ventura</a>), Dani, Lígia e Gui Guedes. O destino era a bela e escondida cachoeira do Saco Bravo, em Paraty. Uma trilha de mais ou menos 8Km de extensão (ida somente) e desnível máximo de cerca de 137 metros &#8211; que vai marcar o pesoal por causa dos fatos diferentes que aconteceram&#8230;</p>
<p><center><div id="attachment_4119" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/roteiro-cachoeira-saco-bravo.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/roteiro-cachoeira-saco-bravo-520x232.jpg" alt="Roteiro da Cachoeira do Saco Bravo" title="Roteiro da Cachoeira do Saco Bravo" width="520" height="232" class="size-large wp-image-4119" /></a><p class="wp-caption-text">Roteiro da Cachoeira do Saco Bravo</p></div></center></p>
<p>Saí da rodoviária Novo Rio no Rio de Janeiro por volta das 04:00h da manhã de uma sexta-feira, o ônibus, nem muito cheio nem muito vazio, seguiu viagem rumo ao litoral sul do estado, contornando belas paisagens. Uma viagem tranquila onde eu aproveitei para dormir um pouco, já que não tinha conseguido dormir na noite anterior por causa dos horários&#8230; As 08:00h da manhã o ônibus encostou no pequeno terminal de Paraty, desci, comi alguma coisa e comprei água para carregar as garrafas da mochila cargueira. Liguei pra Carol Emboava e perguntei onde eles estavam e quando passariam pela rodoviária para me encontrar, por questões de logística era mais fácil que eu os encontrasse em Laranjeiras, um condomínio fechado onde começa a trilha. Ok, perguntei ao taxista quanto custava a corrida até Laranjeiras e ele me disse que seria uns 70 ou 80 reais, muito caro, vamos de ônibus mesmo! Por sorte o 1040 &#8211; que me deixa dentro do condomínio de Laranjeiras &#8211; estava de saída. Entrei, paguei R$ 3,00 (bem melhor) e pedi umas informações sobre o tempo até Laranjeiras &#8211; que até então eu pensava ser uma cidade, e não um condomínio&#8230; </p>
<p>Uns 50 minutos depois eu descia em frente a portaria do Laranjeiras, expliquei pra segurança por que ficaria plantado ali e esperei o pessoal que estava vindo de Ubatuba em dois carros. Cerca de 30 minutos depois chegava o resto do grupo, vamos lá começar a trilha!</p>
<p>Entramos no condomínio e fomos até uma praça sem saída, uma rotatória que é o último ponto do 1040 (pra quem vai fazer a trilha essa é a hora de descer), lá guardamos o carro com a Dona Joaninha, uma senhora falante, pequena e engraçada que aluga duas vagas de garagem na casa dela por 10 reais o dia. Carros estacionados, presentes que eu trouxe da minha trip de Bolívia entregues, hora de por a mochila nas costas e começar a trilha, o início da caminhada está exatamente na rua que sobe pelo lado direto da casa da dona Joaninha.</p>
<p>A trilha não apresenta maiores dificuldades, algumas subidas íngremes e o sol castigam um pouco, nada crítico, ainda assim um bom calçado, água (1 ou 2 litros), filtro solar e um boné, chapéu ou ecohead são recomendados. A caminhada é um misto de morros, florestas e praias. As praias em geral são separadas por morros, a orientação não é complicada, mas em alguns pontos a trilha se bifurca. Existem pontos de água ao longo do caminho, eu caminhei com 2 litros na mochila, mas poderia muito bem ter feito com 1 litro e meio ou até mesmo 1 litro, mas claro que isso varia de pessoa pra pessoa!</p>
<p>A primeira praia é a Praia do Sono, uma praia enorme, com muitos bares e restaurantes rústicos, bem como casas para alugar e pousadas simples &#8211; comemos um bom peixe quando passamos pela Praia do Sono na volta. A trilha continua no final da praia, é bem fácil ver a trilha marcada no meio do morro, um caminho de barro escuro, que é um pouco escorregadio e um pouco íngreme, em dias de chuva ou dias após chuvas essa subida será chata. Nesta praia ganhamos uma nova integrante para o grupo, a cadela que batizamos de &#8220;Jurupinga&#8221; que nos acompanhou pela trip inteira.</p>
<p><center><div id="attachment_4138" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/praia-do-somo-paraty.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/praia-do-somo-paraty-520x390.jpg" alt="Praia do Sono, Paraty" title="Praia do Sono, Paraty" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4138" /></a><p class="wp-caption-text">Praia do Sono, Paraty</p></div></center></p>
<p>Hora de subir o morro, atravessamos o pequeno rio no final da praia do Sono e seguimos pela trilha que sobe e sobe&#8230; No topo dela é possível ter uma vista linda da praia do Sono e sua enorme faixa de areia.</p>
<p><center><div id="attachment_4139" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/praia-do-sono-paraty2.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/praia-do-sono-paraty2-520x390.jpg" alt="Vista de cima da Paria do Sono em Paraty" title="Vista de cima da Paria do Sono em Paraty" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4139" /></a><p class="wp-caption-text">Vista de cima da Paria do Sono em Paraty</p></div></center></p>
<p>Esse morro é a divisa entre a Praia do Sono e os Antigos, a próxima praia do caminho. Continue seguindo pela faixa de areia, a trilha para a praia dos Antiguinhos estará no final da faixa de areia, onde a vegetação aparece mais aberta. Antigos é uma praia tranquila, sem nenhuma estrutura, bem como Antiguinhos. É bom lembrar que não é permitido acampar nas praias, para isso existem os campings e pousadas na Praia do Sono e em Ponta Negra. Antigos é uma praia tranquila e bem vazia, ideal para quem busca um certa paz pra aproveitar a praia. </p>
<p><center><div id="attachment_4141" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/antigos-paraty.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/antigos-paraty-520x390.jpg" alt="Praia dos Antigos - Paraty" title="Praia dos Antigos - Paraty" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4141" /></a><p class="wp-caption-text">Antigos</p></div></center></p>
<p>Mais algumas subidas e descidas e chegamos até Antiguinhos, uma praia pequena. Conhecer Antiguinhos é opcional, já que na verdade a trilha que vai até lá é uma bifurcação da trilha principal. Entre Antigos e Antiguinhos a trilha se bifurca, um lado sobe (esquerda) e outro desce (direita) a trilha da direita leva até Antiguinhos, já a trilha da esquerda que sobre segue para a próxima praia, Galetas ou Galhetas. </p>
<p>Galetas é uma praia rochosa, sem faixa de areia, sua principal atração é a ponte de madeira e cabos de aço que cruza o rio no início da praia. Atravesse a ponte e continue pelas pedras, a trilha aparece logo no final da praia. Agora é só caminhar subindo e descendo até Ponta Negra, uma comunidade de pescadores caiçaras que no nosso caso foi ponto de acampamento nesta trip.</p>
<p><center><div id="attachment_4142" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/galhetas-galetas-paraty.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/galhetas-galetas-paraty-520x390.jpg" alt="Praia Galhetas, Galetas - Paraty" title="Praia Galhetas, Galetas - Paraty" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4142" /></a><p class="wp-caption-text">Galhetas, praia de pedras</p></div></center></p>
<p>Em Ponta Negra existe luz elétrica de gerador, mas somente para as coisas importantes, portanto não pense em levar algo que precise ser recarregado, pois não existe luz por lá! A praia tem alguns bares e restaurantes simples que funcionam mais na alta temporada, portanto leve sua comida para o tempo que for ficar por lá. </p>
<p><center><div id="attachment_4143" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/ponta-negra-paraty.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/ponta-negra-paraty-520x390.jpg" alt="Ponta Negra, Paraty" title="Ponta Negra, Paraty" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4143" /></a><p class="wp-caption-text">Ponta Negra, Paraty</p></div></center></p>
<p>Acampamos num camping que fica logo atrás dos restaurantes, pagamos R$ 10,00 por cada pessoa, com direito a usar um tanque para lavar alguma coisa e encher as garrafas de água e mais dois banheiros, que obviamente não tinham chuveiro quente ou luz. Aliás a falta de luz faz a comunidade inteira dormir cedo, quando escurece são vistas poucas pessoas transitando pelos caminhos do vilarejo &#8211; é mais comum ver turistas sentados na areia apreciando o céu estrelado e o som das ondas pequenas quebrando na praia.</p>
<p>Hora de montar as barracas e retirar o peso das mochilas cargueiras, comida, roupas, material de camping e algumas garrafas pequenas de vinho para as conversas ao redor dos fogareiros no jantar&#8230; Momentos de boa risadas sempre! Hora também de apanhar um pouco na primeira montagem da barraca nova, a Marmot Earlylight que eu comprei na Bolívia, de um lado eu brigava com a minha e do outro o Gui brigava com a dele. Mas no final das contas deu tudo certo. Barracas montandas era hora de tomar banho frio (detesto) e pensar no jantar. A Carol Emboava como sempre inventou alguma coisa legal para o jantar e tivemos um escondidinho de carne seca com vinho cabernet sauvignon &#8211; chique, rapá!</p>
<p><center><div id="attachment_4144" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/marmot-earlylight2p.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/marmot-earlylight2p-520x390.jpg" alt="Marmot Earlylight 2p" title="Marmot Earlylight 2p" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4144" /></a><p class="wp-caption-text">Marmot Earlylight 2, foto por Jeff Almeida - e aí está a Jurupinga, cão de guarda do nosso acampamento</p></div></center></p>
<p>Hora de arrumar a mochila de ataque e dormir, no dia seguinte iríamos até a cachoeira do Saco Braco, uma trilha longa de cerca de 2h e 30 minutos, com uma subida chata no início mas que depois compensa pelo visual do nosso destino. Boa noite!</p>
<h3>O dia amanheceu bonito, com poucas nuvens, então vamos para a cachoeira!</h3>
<p></p>
<p>O pessoal optou por usar duas meninas da comunidade como guias, já que ninguém sabia exatamente o ponto inicial da trilha entre Ponta Negra e a cachoeira do Saco Bravo (não tem muita informação sobre esta trilha na internet). Passamos na casa das meninas, que saíram de havaianas, calça jeans e com um biscoito e uma maçã &#8211; e nós cheios de equipamentos e tecnologias, ah esse povo da cidade! Flávia e Thaiane eram os nomes das nossas guias mirins &#8211; 13 e 12 anos, se não me engano&#8230; Seguimos perguntando sobre como era a escola, sobre a vida no lugar, etc&#8230;</p>
<p>A trilha até a cachoeira do Saco Bravo conta com boas subidas e descidas, não sendo recomendada para pessoas sem experiência em caminhada, sem preparo ou com mais idade. A Cachoeira do Saco Bravo fica espremida entre um morro verde e o mar, um trecho de costa rochosa que só pode ser acessado via trilha e que muitas pessoas que moram em Ponta Negra nunca viram e algumas só viram dos barcos!</p>
<p>Basta descer as rochas até a lage de pedra que forma a piscina natural da cachoeira, cuidado com esta descida, existem trechos que podem ser difíceis para pessoas sem habilidades ou com medo de altura. </p>
<p><center><div id="attachment_4145" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/cachoeira-saco-bravo-paraty.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/cachoeira-saco-bravo-paraty-520x390.jpg" alt="Cachoeira do Saco Bravo, Paraty" title="Cachoeira do Saco Bravo, Paraty" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4145" /></a><p class="wp-caption-text">Cachoeira do Saco Bravo, Paraty</p></div></center></p>
<p><center><div id="attachment_4149" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/cachoeira-saco-bravo.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/cachoeira-saco-bravo-520x390.jpg" alt="Cachoeira do Saco Bravo Paraty" title="Cachoeira do Saco Bravo Paraty" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4149" /></a><p class="wp-caption-text">Cachoeira do Saco Bravo, foto por Jeff Almeida</p></div></center></p>
<p><center><div id="attachment_4152" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/galera-cachoeira-saco-bravo.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/galera-cachoeira-saco-bravo-520x292.jpg" alt="Cachoeira do Saco Bravo Paraty" title="Cachoeira do Saco Bravo Paraty" width="520" height="292" class="size-large wp-image-4152" /></a><p class="wp-caption-text">Todo mundo na Cachoeira do Saco Bravo, foto Carlos Passini</p></div></center></p>
<p>Ficamos aproveitando a cachoeira até umas 14 horas creio e depois voltamos para a trilha que nos leva até Ponta Negra. Chegamos cansados mas felizes, hora da Carol nos surpreender novamente, no menu teríamos macarrão com bacalhau, molho branco, tomates cereja e azeitonas pretas&#8230; Absurdo! Tudo acompanhado de um vinho! Depois de algum tempo, de uma boa janta e risadas estávamos de novo nas barracas, dormindo.</p>
<h3>Hora de retornar e se despedir de Ponta Negra</h3>
<p></p>
<p>O dia amanhece claro, bonito, teremos um bom visual na caminhada de volta, mas teremos o sol castigando também. Retornamos rápido, o ritmo de caminhada já tinha sido ajustado e as pessoas já caminhavam mais tempo juntas. Chegamos na Praia do Sono, lugar para fazer duas coisas, devolver a &#8220;Jurupinga&#8221; &#8211; que nos acompanhou em todas as trilhas da viagem; e almoçar um peixe em algum restaurante da praia. Perguntamos aos pescadores onde poderíamos comer já que tudo parecia fechado e eles nos indicaram dois lugares, escolhemos aquele que era justamente a casa da Jurupinga, ou melhor, da &#8220;Alexia&#8221;, que ficou feliz ao rever seus donos e que ficaram felizes em revê-la, principalmente as crianças! Peixe frito com arroz, salada e feijão foi a escolha do pessoal, eles bebendo limonada e eu no suco de laranja. Restaurante e bar &#8220;Raiz Caiçara&#8221;, lugar simples mas muito agradável, com pessoas simpáticas, mesas de bambu sobre a areia e toalhas de cangas, recomendo.</p>
<p><center><div id="attachment_4147" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/praia-do-sono-raiz-caicara.jpg" rel="lightbox[4117]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/praia-do-sono-raiz-caicara-520x390.jpg" alt="Praia do Sono restaurante Raiz Caiçara" title="Praia do Sono restaurante Raiz Caiçara" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4147" /></a><p class="wp-caption-text">Praia do Sono, restaurante Raiz Caiçara</p></div></center></p>
<p>Almoço terminado, um pequeno tempo de descanso e lá vamos nós novamente, cruzando a praia do Sono no sentido inverso, ainda acompanhados pela Jurupinga Alexia, que nos deixou no final da praia. Assim fomos rumo a Laranjeiras, para a casa da dona Joaninha onde tudo começou, mas onde tudo não iria acabar!</p>
<h3>Da casa da dona Joaninha até a BR101</h3>
<p></p>
<p>Depois de pagarmos a guarda dos carros e recolocarmos as coisas nos dois veículos fomos rumo a Ubatuba, eu tinha mudado o meu roteiro, ia aproveitar a carona deles até Ubatuba e de lá voltaria para o Rio de Janeiro, era domingo, umas 15 ou 16 horas. Seguimos em comboio pela BR 101 até a hora em que a Carol sugeriu paramos na Cachoeira da Escada. Ao pararmos notamos que o Niva do Gui estava fazendo fumaça no motor, uma fumaça preta com cheiro de borracha, pensamos que eram as pastilhas de freio, mas quando o Gui abriu o capot nos deparamos com um princípio de incêndio causado por uma mangueira que estava ressecada e partiu, despejando combustível sobre o motor quente!! O Gui pegou o extintor e apagou o fogo, mas já tínhamos alguns problemas causados pelo incêndio, duas mangueiras teriam que ser remendadas ou trocadas, pois derreteram. Começou o processo de reparo do motor, o Gui tem um bom conhecimento de mecânica e está acostumado com alguns perrengues automobilísticos, já que ele trabalha em provas de rally. Ele conseguiu um pedaço de mangueira para remendar as mangueiras derretidas, mas mesmo assim o carro não pegava, alguns fios entraram em curto por causa do fogo&#8230;</p>
<h3>Da BR101 para Ubatuba e de lá pro Rio de Janeiro</h3>
<p></p>
<p>Começamos a pensar nas possibilidades: o pessoal iria de ônibus para Ubatuba ou Paraty, o Gui ficaria com o carro e nós chamaríamos o resgate pelo telefone &#8211; já que onde estávamos não tinha sinal nenhum. Eu seguiria de carro com o Carlos e a Carol até Ubatuba ou pegaria um ônibus para Paraty também. Um dado momento surgiu a ideia de rebocar o Niva usando o Fiesta do Carlos, o problema é que não podemos rebocar um carro usando um cabo flexível (uma fita longa) em uma estrada federal&#8230; E no meio do caminho de uns 40Km tinha um posto da Polícia Rodoviária Federal&#8230; Hummm, vamos parar no posto e pedir ajuda&#8230; E assim foi, um Fiesta 1.0 com 3 pessoas rebocando um Niva com 4 pessoas pelas subidas da BR101 entre Paraty e Ubatuba &#8211; um ato de bravura do carrinho azul!</p>
<p>Ok, mas quando chegamos ao posto da PRF (faltando apenas uns 10Km) para Ubatuba fomos parados pela polícia e o Carlos acabou levando uma multa por rebocar um carro usando um cabo flexível&#8230; Ok, risadas a parte, nosso plano quase deu certo! Estávamos indo sem problemas pela rodovia, criamos um certo engarrafamento é verdade, mas não foi nada demais! E se continuássemos o Gui teria levado o Niva até a garagem da casa dele em Ubatuba!! Mas não deu! Jeff e Dani pegaram um ônibus para Ubatuba na estrada mesmo, correndo! Eu segui com o Carlos e a Carol até a casa do Gui em Ubatuba e ele ficou no posto da PRF com a Lígia para chamar um guincho e levar o carro até Ubatuba.</p>
<p>Eu e Carol paramos na rodoviária de Ubatuba e ela descobriu que não tinha mais ônibus para Taubaté naquele horário&#8230; Eu comprei a última passagem do ônibus que saia pro Rio as 23:40h, e que na verdade saiu as 00:00h. Paramos numa gelateria para tomarmos um sorvete (eu, Carol e Carlos). Depois fomos para a casa do Gui e esperamos ele e a Lígia lá, quando eles chegaram a Carol seguiu com o Carlos até Taubaté de carro e eu aproveitei para tomar uma banho na casa do Gui. Fomos comer um açaí e por volta das 23:30 eu estava com ele e a Lígia na rodoviária, o ônibus chegou as 00:00h e finalmente por volta das 06:00 da manhã de segunda um taxi me deixava na porta de casa, morto de cansaço e cheio de histórias para contar&#8230; Mochilas jogadas no chão do quarto e eu na cama, fim de viagem. Boa noite pra mim, bom dia pros outros&#8230;</p>
<h3>Vídeo desta viagem cheia de supresas</h3>
<p></p>
<p><center><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/JbRZsdmNv8Y?rel=0&#038;fmt=18" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
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		<title>Mochilão Bolívia 2011 &#8211; Potosi, a caminho de Uyuni</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 13:44:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
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		<category><![CDATA[mochilão bolívia]]></category>
		<category><![CDATA[potosi]]></category>

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		<description><![CDATA[Potosi, cidade das minas de prata e estanho na Bolívia! Uma cidade situada a cerca de 4000 metros de altitude, um prato cheio para aquelas pessoas que se sentem mal com a altitude&#8230; Potosi é uma cidade feia, me desculpem a sinceridade, mas é a verdade. Ao chegar de ônibus vindo de Sucre é possível [...]]]></description>
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<p>Potosi, cidade das minas de prata e estanho na Bolívia! Uma cidade situada a cerca de 4000 metros de altitude, um prato cheio para aquelas pessoas que se sentem mal com a altitude&#8230; Potosi é uma cidade feia, me desculpem a sinceridade, mas é a verdade. Ao chegar de ônibus vindo de Sucre é possível ver barrancos cobertos de lixo, a população não respeita muito o espaço e acaba jogando o lixo nas encostas que circundam a cidade, porém Potosi é uma cidade obrigatória na rota de quem deseja chegar ao salar de Uyuni pelo caminho via Santa Cruz de la Sierra &#8211; o mais normal entre os mochileiros brasileiros.</p>
<p><center><div id="attachment_4104" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/paes-onibus-sucre-portosi.jpg" rel="lightbox[4089]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/paes-onibus-sucre-portosi-520x390.jpg" alt="Pão recheado com queijo na estrada entre Sucre e Potosi" title="Pão recheado com queijo na estrada entre Sucre e Potosi" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4104" /></a><p class="wp-caption-text">A Elque não podia ver comida na estrada... Pão recheado com queijo...</p></div></center></p>
<p><center><div id="attachment_4094" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/Potosi.jpg" rel="lightbox[4089]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/Potosi-520x336.jpg" alt="Potosi Bolívia" title="Potosi Bolívia" width="520" height="336" class="size-large wp-image-4094" /></a><p class="wp-caption-text">Potosi, cidade das minas de prata e estanho na Bolívia - Foto: Wikipedia</p></div></center></p>
<p>Saímos de Sucre através do terminal rodoviário da cidade, que mesmo sendo pequeno é bem organizado (para os padrões bolivianos) e conta com sinal Wi-fi liberado na parte de baixo do terminal, onde ficam as plataformas. O ônibus atrasou um pouco mas nada de absurdo. Diferentemente do trecho entre Santa Cruz e Sucre, a estrada entre Sucre e Potosi é melhor que muitas estradas brasileiras! E tem uma vista incrível das montanhas próximas de Potosi &#8211; sente do lado direto do ônibus! A passagem custou 17 bolivianos.</p>
<p><center><div id="attachment_4096" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/montanhas-perto-potosi.jpg" rel="lightbox[4089]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/montanhas-perto-potosi-520x390.jpg" alt="Montanhas na estrada entre Sucre e Potosi" title="Montanhas na estrada entre Sucre e Potosi" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4096" /></a><p class="wp-caption-text">Montanhas na estrada entre Sucre e Potosi</p></div></center></p>
<p>Uma das surpresas da viagem é um castelo rosa com direito a ponte levadiça e tudo mais! Que fica na beira do que parece ser o leito de um grande rio seco. Excentricidade pura!</p>
<p><center><div id="attachment_4097" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/castelo-sucre-potosi.jpg" rel="lightbox[4089]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/castelo-sucre-potosi-520x390.jpg" alt="Castelo na estrada entre Sucre e Potosi, Bolívia" title="Castelo na estrada entre Sucre e Potosi, Bolívia" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4097" /></a><p class="wp-caption-text">Castelo na estrada entre Sucre e Potosi, Bolívia</p></div></center></p>
<p>É bem normal que pessoas que não estão acostumadas com a altitude sintam alguma coisa quando o ônibus se aproximar de Potosi, a cidade está situada em uma altitude considerável principalmente para quem nunca se expôs a isto. Uma dica aqui é: tenha folhas de coca na mochila e se preferir compre <strong>soroche pills</strong> (pilulas contra mal de altitude em alguma farmácia). Potosi é uma cidade de arquitetura forte, contando inclusive com uma catedral em estilo gótico que é patrimônio mundial da Unesco. A cidade contrasta em muito com Sucre, Potosi é simples, com pessoas de baixa renda e escolaridade e bem suja. Muitos mochileiros usam Potosi apenas como passagem, alguns outros optam por fazer o famosos passeio das minas, onde é possível passar um bom tempo a cerca de 400metros embaixo da terra junto com os mineiros, para quem for encarar esse passeio vale a pena levar roupas velhas somente para esta visita &#8211; elas ficarão acabadas&#8230; Outro costume normal é levar presentes para os mineiros, geralmente fumo ou bebidas alcoólicas. É normal alguns turistas comprarem dinamite para que ela seja explodida dentro da mina, cada um com a sua loucura&#8230;</p>
<p><center><div id="attachment_4100" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/potosi-frente-ex-terminal.jpg" rel="lightbox[4089]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/potosi-frente-ex-terminal-520x390.jpg" alt="Potosi, próximo ao Ex-Terminal" title="Potosi, próximo ao Ex-Terminal" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4100" /></a><p class="wp-caption-text">Potosi, próximo ao Ex-Terminal</p></div></center></p>
<p>Ficamos mais tempo do que desejávamos em Potosi, por dois motivos: (1) demoramos mais tempo do que desejávamos no caminho por causa da criação do novo terminal! Potosi, assim como Santa Cruz de la Sierra, conta atualmente com dois terminais de ônibus, um novo e o ex-terminal. Os ônibus que saem de Sucre rumo a Potosi fazem ponto final no terminal novo, de onde você vai para qualquer lugar, menos para Uyuni!! Assim sendo, tivemos que pegar um taxi até o ex-teminal de Potosi. que felizmente custou apenas 5 bolivianos! Menos de 1 dólar!! Falando em ônibus e afins, uma dia: em todos os terminais na Bolívia você paga uma &#8220;taxa de uso do terminal&#8221; portanto se informe e não deixe para pegar o ônibus em cima da hora ou terá que sair correndo para pagar a taxa em algum guichê&#8230; </p>
<p>Motivo (2): Quando chegamos no ex-terminal ficamos sabendo que não estavam saindo ônibus para Potosi por causa da neve na estrada, nenhum veículo estava indo ou vindo de Uyuni&#8230; Legal isso! Sendo assim não tinha como fazer nada, resolvemos ficar num hostel vagabundo próximo ao ex-terminal (90 bolivianos o quarto de casal com banheiro) e reservarmos logo as passagens para o dia seguinte. Uma nota sobre o hostel, ficar no 4º andar, sem elevador, em um local com quase 4000m de altitude e subir de escada carregando quase 25kg em duas mochilas não é agradável, mas valeu pela aclimatação!! </p>
<p><center><div id="attachment_4101" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/potosi-frente-ex-terminal2.jpg" rel="lightbox[4089]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/potosi-frente-ex-terminal2-520x390.jpg" alt="Potosi, próximo ao Ex-Terminal" title="Potosi, próximo ao Ex-Terminal" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4101" /></a><p class="wp-caption-text">Potosi, próximo ao Ex-Terminal e a loja da TransExpresso onde compramos a passagem para Uyuni</p></div></center></p>
<p>Uma senhora que trabalhava numa loja em frente ao ex-terminal nos garantiu que no dia seguinte teria um ônibus para Uyuni de manhã cedo! Ok, nada é garantido na Bolívia, mas ainda assim pagamos para ver, ou melhor, para ir &#8211; passagens reservadas para as 09h da manhã, pela Trans Expresso, custo 40Bs cada.</p>
<p>Almoçamos em Potosi num lugar fajuto demais e depois fomos pro quarto ajustar as coisas para amanhã e encarar um bom banho. </p>
<p><center><div id="attachment_4103" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/inicio-noite-potosi.jpg" rel="lightbox[4089]"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/inicio-noite-potosi-520x390.jpg" alt="Anoitecer em Potosi" title="Anoitecer em Potosi" width="520" height="390" class="size-large wp-image-4103" /></a><p class="wp-caption-text">Anoitecer em Potosi</p></div></center></p>
<p>Acordamos e descemos para a loja que fica em frente ao ex-terminal, a senhora da loja confirmou a saída do ônibus e então atravessamos para o ex-terminal. Um tempo de espera entre olhares curiosos das crianças locais &#8211; culpa da Ecohead, acho &#8211; e conversas de outros mochileiros que esperavam o mesmo ônibus. Um pouco depois do horário o ônibus aparece, bom ônibus aliás &#8211; para os padrões bolivianos. A minha lembrança deste trecho da viagem não era muito boa, em 2009 fizemos ele a noite, num micro ônibus fretado para nós e mais alguns bolivianos, chegamos em Uyuni de madrugada, com muito frio e eu passei mal no caminho por causa da descida rápida e do ônibus abafado&#8230; Desta vez a viagem foi mais tranquila, saímos de Potosi de manhã cedo, as 09 da manhã e chegamos em Uyuni as 15:20 do dia 06 de julho. Um diferencial bonito desta vez foi a neve ao longo da estrada, trechos com mais de 20 ou 30 cm de neve!, o que geralmente é um caminho com paisagens arenosas e muitas pedras estava com outro aspecto por causa da neve&#8230; Este ano Uyuni seria diferente&#8230;</p>
<p>Potosi é uma cidade que não merece muito mais que um dia de visita e que pode ser cortada do roteiro dos mochileiros sem grandes perdas &#8211; pelo menos na minha opinião pessoal. <strong>No próximo post Uyuni e o famoso Salar, o deserto de sal no sul da Bolívia!</strong></p>
<h3>Highlights da nossa passagem por Potosi&#8230;</h3>
<p></p>
<p><center><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Tx8fflLwn3U?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
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		<title>Mochilão Bolívia 2011 &#8211; Santa Cruz de La Sierra e Sucre</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 22:21:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[bolívia]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[mochilão]]></category>
		<category><![CDATA[santa cruz de la sierra]]></category>
		<category><![CDATA[sucre]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse ano eu estive novamente na Bolívia, já tinha ido anteriormente lá em 2009. Desta vez fui com o intuito de fazer mais algumas escaladas &#8211; o que não deu muito certo &#8211; e conhecer alguns outros pontos do país, bem como apresentar a Bolívia para a Elque Silva, minha sócia aqui no TB. Nossa [...]]]></description>
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<p>Esse ano eu estive novamente na Bolívia, já tinha ido anteriormente lá em 2009. Desta vez fui com o intuito de fazer mais algumas escaladas &#8211; o que não deu muito certo &#8211; e conhecer alguns outros pontos do país, bem como apresentar a Bolívia para a Elque Silva, minha sócia aqui no TB.</p>
<p>Nossa entrada aconteceu por Santa Cruz de la Sierra, uma cidade de economia forte, onde se concentram muitas empresas estrangeiras que atuam no país. Chegamos por avião ao aeroporto internacional de Viru-Viru. Em geral a rota da maioria dos mochileiros é através da cidade brasileira de Corumbá e depois por Puerto Quijarro, para pegar o famoso trem da morte, contudo esse trajeto seria complicado para nós por causa do tempo gasto no deslocamento &#8211; coisa que não podíamos nos dar ao luxo de desperdiçar.</p>
<p>Chegamos de madrugada em um voo que saiu de São Paulo até Santa Cruz. Passamos pela imigração e pelas revistas e ficamos aguardando no aeroporto até amanhecer. Quando isso aconteceu deixamos as malas num locker que existe no piso inferior do aeroporto e pegamos um taxi para irmos até o centro visitar um pouco a cidade. O aeroporto fica bem longe e os preços dos taxis na Bolívia são baixos, então é mais do que válido fazer o trajeto assim. Gastamos uns 29 bolivianos de taxi, algo como 8 reais. </p>
<p><center><div id="attachment_3791" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/dormindo_aeroporto_santa_cruz.jpg" alt="Dormindo no aeroporto de Santa Cruz de La Sierra" title="Dormindo no aeroporto de Santa Cruz de La Sierra" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3791" /><p class="wp-caption-text">Dormindo no aeroporto de Santa Cruz de La Sierra</p></div></center></p>
<p>Chegamos no centro da cidade na Plaza 24 de Septiembre onde fica a catedral de Santa Cruz de la Sierra. Aproveitamos que ainda estava frio e que o expediente de trabalho começa mais tarde na Bolívia e demos uma volta pelas ruas vazias da cidade. Fazia bastante frio e ameaçava cair uma chuva &#8211; o que felizmente não aconteceu. Santa Cruz tem um centro organizado e dois terminais de transportes, o antigo (que era conhecido por nós como Bimodal, eles chamam de ex-terminal) e o novo. Antigamente o trem da morte parava no terminal Bimodal (ex-terminal), acredito que isso não tenha mudado, mas é sempre bom se informar!!</p>
<p><center><div id="attachment_3794" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/plaza-24-septiembre.jpg" alt="Plaza 24 de Septiembre Santa Cruz de la Sierra" title="Plaza 24 de Septiembre Santa Cruz de la Sierra" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3794" /><p class="wp-caption-text">Plaza 24 de Septiembre Santa Cruz de la Sierra</p></div></center></p>
<p>Depois de algumas fotos, e da Elque se aventurar tomando café no meio da rua em uma carrocinha, retornamos para o aeroporto para pegarmos nossas mochilas, comprar as passagens de avião para Sucre (uns 50 dólares mais ou menos por meia hora de voo) e fazermos o check in. Muita gente se pergunta se não seria melhor ir de ônibus até Sucre e economizar um bom dinheiro (a passagem de ônibus custa uns 40 bolivianos mais ou menos). O problema é que essa viagem leva 16 horas em uma das piores estradas onde eu já pisei. São 16 horas em um ônibus sem banheiro, fazendo uma parada somente, por estradas de terra na beira de abismos e com o ônibus lotado&#8230; Nada agradável, abaixo tem uma foto do nosso ônibus de 2009 entre Sta. Cruz e Sucre.</p>
<p><center><div id="attachment_3792" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/onibus-sta-cruz-sucre.jpg" alt="Ônibus entre Sta. Cruz de la Sierra e Sucre" title="Ônibus entre Sta. Cruz de la Sierra e Sucre" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3792" /><p class="wp-caption-text">Ônibus entre Sta. Cruz de la Sierra e Sucre, se puder pegue um avião!!</p></div></center></p>
<p>Depois de aprender a lição em 2009 esse ano resolvemos optar pelo avião da Aerosur, nenhum serviço excepcional mas só de pensar que em 30 minutos estaríamos em Sucre já compensava o dinheiro gasto na passagem.</p>
<p><center><div id="attachment_3797" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/aviao-aerosur-sucre.jpg" alt="Avião da Aerosur que pegamos até Sucre" title="Avião da Aerosur que pegamos até Sucre" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3797" /><p class="wp-caption-text">Avião da Aerosur que pegamos até Sucre</p></div></center></p>
<p><center><div id="attachment_3796" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/aeroporto-sucre.jpg" alt="Aeroporto de Sucre, até o meu quarto é maior!!!" title="Aeroporto de Sucre, até o meu quarto é maior!!!" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3796" /><p class="wp-caption-text">Aeroporto de Sucre, até o meu quarto é maior!!!</p></div></center></p>
<p>Em Sucre pegamos um taxi no aeroporto por cerca de 30 bolivianos (para valores em reais basta dividir por 4) e fomos ao centro da cidade, bem em frente ao Mercado Central de Sucre e nos hospedamos no Hostal Charcas, na calle Ravello 62, bem localizado, com bastante comércio ao redor e com muitos ônibus que nos levariam até o terminal de ônibus para pegarmos o ônibus até a próxima cidade, Potosi.</p>
<p>Sucre tem o centro da cidade bem organizado e com muitas lojas, vale e pena dar uma volta na cidade, aliás Sucre é a capital da Bolívia e não La Paz. A administração do país fica em Sucre, mesmo com o Presidente morando em La Paz. Sucre tem bancos de sobra para câmbio, bons hostels e alguns restaurantes sem muitas frescuras. Comemos uma pizza feita na hora em uma pizzaria na calle Ravello mesmo, pouco acima do mercado central &#8211; vale a pena.</p>
<p><center><div id="attachment_3800" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mercado-central-sucre-almoco.jpg" alt="Almoço no mercado Central de Sucre" title="Almoço no mercado Central de Sucre" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3800" /><p class="wp-caption-text">Tem que ter estômago de aço pra encarar o almoço no mercado central de Sucre</p></div></center></p>
<p><center><div id="attachment_3798" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/almoco-pizza-sucre.jpg" alt="Almoço em Sucre, pizzaria na calle Ravelo" title="Almoço em Sucre, pizzaria na calle Ravelo" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3798" /><p class="wp-caption-text">Almoço em Sucre, pizzaria na calle Ravelo pouco acima do #62 - encarar o mercado Central era dureza demais! Atrás dos óculos no saco verde são folhas de coca.</p></div></center></p>
<p>Outra dica, perguntem sempre se tem chuveiro quente no hostel. Não é nada bom pegar um quarto com chuveiro frio&#8230; Isso vale para qualquer cidade na Bolívia. Depois de um passeio na cidade voltamos para o hostel e arrumamos as coisas para sair de manhã para Potosi, a próxima cidade no nosso caminho até Uyuni e o salar.</p>
<p><center><div id="attachment_3799" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/centro-sucre.jpg" alt="Centro de Sucre" title="Centro de Sucre" width="550" height="650" class="size-full wp-image-3799" /><p class="wp-caption-text">Sucre tem belos prédios de arquitetura antiga, vale a pena o passeio!</p></div></center></p>
<p>Sucre tem um parque arqueológico que eu nunca visitei, lá é possível ver pegadas de dinossauros e afins, mas por ser um pouco mais afastado da cidade é uma boa dica para quem tem mais tempo no roteiro. Outra opção para quem tem mais tempo é ir até a Recoleta, um mirante de onde é possível ver a cidade por cima. Deixamos os passeios mais longos para uma próxima visita.</p>
<p>Acordamos e fomos para a rua tomar café, desta vez optamos por ir ao mercado central e comer alguma coisa por lá mesmo. Diferentemente da seção de almoço, a parte de café da manhã do mercado central de Sucre é mais fácil de encarar. Comemos um pão com queijo (os pães redondos são mais macios) e bebemos um café e um chocolate quente &#8211; aliás o cafezinho daqui é bem maior que o normal aqui no Brasil.</p>
<p><center><div id="attachment_3803" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/cafezinho-sucre.jpg" alt="Café da manhã em Sucre" title="Café da manhã em Sucre " width="550" height="413" class="size-full wp-image-3803" /><p class="wp-caption-text">Café da manhã em Sucre no Mercado Central, todo o pessoal do cafezinho aqui já morou em Itu (SP)</p></div></center></p>
<p>Saímos do mercado central, pegamos as mochilas no hostel e fomos para a rua. Pegamos o micro-ônibus número 3 para o terminal de ônibus de onde partiríamos para Potosi, uma viagem de 3 horas em um ônibus mais confortável e inteiro que a média e que percorre um caminho com belas paisagens. Esse é o capítulo do próximo texto. Até lá.</p>
<p><center><div id="attachment_3804" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/estrada-sucre-potosi.jpg" alt="Estrada entre Sucre e Potosi, uma das melhores da Bolívia" title="Estrada entre Sucre e Potosi, uma das melhores da Bolívia" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3804" /><p class="wp-caption-text">Estrada entre Sucre e Potosi, uma das melhores da Bolívia e melhor que muitas do Brasil!</p></div></center></p>
<p>Fiquem com um vídeo mostrando alguns flashs deste pedaço da viagem&#8230;</p>
<p><center><iframe width="560" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/lvNXrAKOVzA?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
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		<title>Relato da Travessia da Serra Fina</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 11:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edgar Perlotti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos de Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Serra Fina]]></category>
		<category><![CDATA[textos de convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Começando o texto com um clichê, a Serra Fina é uma das travessias mais duras do país. Geralmente é assim que ela é descrita por todos os aventureiros que dedicaram alguns dias à imponente serra que marca a divisa dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A serra, que possui um [...]]]></description>
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<p>Começando o texto com um clichê, a Serra Fina é uma das travessias mais duras do país. Geralmente é assim que ela é descrita por todos os aventureiros que dedicaram alguns dias à imponente serra que marca a divisa dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.</p>
<p>A serra, que possui um dos maiores desníveis topográficos do país (cerca de 2.000m), faz parte da Serra da Mantiqueira, e fica próxima ao Parque Nacional de Itatiaia. Aparentemente, o conjunto de montanhas da Serra Fina era praticamente desconhecido até meados dos anos 50, quando houve a primeira expedição à Pedra da Mina. Ainda assim, a travessia como conhecemos hoje, até o final dos anos 90 era realizada por poucos e experientes montanhistas. A medição da Pedra da Mina, quarta montanha mais alta do Brasil, foi realizada somente no ano 2000.</p>
<p><center><div id="attachment_3748" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/pedra_da_mina.jpg" alt="Pedra da Mina na travessia da Serra fina" title="Pedra da Mina na travessia da Serra fina" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3748" /><p class="wp-caption-text">Pedra da Mina</p></div></center></p>
<h3>Preparativos para a travessia</h3>
<p></p>
<p>Apesar de realmente ser uma travessia difícil, com forte exigência física e técnica, o número de pessoas por ali pode ser impressionantemente grande. Principalmente nos feriados do inverno. Para uma ideia geral, no feriado de Corpus Christi de 2011, a estimativa é de que havia cerca de 250 pessoas tentando realizar a travessia.</p>
<p>Pensando nisso, junto com grandes amigos (Adriano e Tinho), decidimos começar a travessia um dia antes do feriado. Essa foi uma das melhores escolhas em relação à travessia e recomendo. O espaço para camping durante a travessia é bastante reduzido. Além disso, existem trechos que com um número elevado de pessoas transitando podem se tornar bastante complicados.</p>
<p>Definido o dia da viagem, é importante decidir como fazer a travessia. Fazer de forma autônoma ou contratar um guia? É preciso saber que a navegação na Serra Fina é bastante complicada. Em diversos trechos, o capim de anta pode chegar até 2 metros de altura, além de ser bastante fechado. Mais preocupante, existem diversas bifurcações, principalmente por conta dos montanhistas perdidos que vão abrindo novos caminhos. O terreno é bem difícil, com subidas muito íngremes, muitos trechos de escalaminhada.</p>
<p><center><div id="attachment_3752" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/descida_ingreme.jpg" alt="Descida que exige atenção durante a travessia da Serra Fina" title="Descida que exige atenção durante a travessia da Serra Fina" width="550" height="412" class="size-full wp-image-3752" /><p class="wp-caption-text">Descida que exige atenção durante a travessia da Serra Fina</p></div></center></p>
<p>Por outro lado, é uma trilha bem clássica e, hoje em dia, é muito fácil encontrar bons descritivos e tracklogs de GPS na internet. Para quem já é mais experiente, pode ser um interessante desafio fazer de forma autônoma. Agora, fazer sozinho, só para quem, além de muito experiente, tenha total noção dos riscos envolvidos e seja capaz de lidar com eles. <strong>Para os menos experientes e menos avessos ao risco, vale muito a pena contratar um guia (com boas indicações, existem vários bons guias disponíveis em Passa Quatro-MG)</strong>. Diversas agências também montam pacotes, com guias especializados, para fazer a travessia, geralmente nos feriados prolongados.</p>
<p>O próximo passo é montar a estrutura para a travessia. Como já dito, existem poucos pontos de água ao longo da travessia. Por essa razão, <strong>é fundamental levar uma boa quantidade de água, por volta de 4-5 litros por pessoa</strong>, o que aumenta muito o peso da mochila.</p>
<p><strong>Também vale lembrar que o frio pode ser bem intenso, principalmente nos cumes à noite. Equipamento adequado é fundamental (jaquetas impermeáveis, um bom saco de dormir, botas resistentes e barraca resistente – venta muito nos cumes). No verão, o clima é bastante chuvoso e há grande incidência de raios, portanto é melhor evitar.</strong></p>
<p><strong>As escalaminhadas podem ser técnicas, mas não exigem equipamentos de escalada. Mas é recomendável levar corda, ao menos para segurança. O clima pode ser bem instável na região. Com neblina forte e persistente pode ser uma boa escolha adiar a travessia. O primeiro dia é até possível de ser feito com chuva e pouca visibilidade, mas a partir do segundo dia essa situação pode aumentar significativamente os riscos.</strong></p>
<p>Mochila (provavelmente muito pesada) pronta, o destino é a pequena e agradável cidade de Passa Quatro, que está cerca de 250 km de distância de São Paulo. Na cidade é possível contratar alguém para fazer o trecho de carro (jipe ou perua, normalmente) até a Fazenda Santa Amália, onde, de fato, começa a travessia. É uma boa ideia já contratar a mesma pessoa para fazer o resgate no final da travessia, na BR 354, na Fazendo do Pierre.</p>
<h3>Dia 1: Da Toca do Lobo até o Alto do Capim Amarelo</h3>
<p></p>
<p>Começando na Fazenda Santa Amália, uma leve subida leva até a Toca do Lobo, uma pequena gruta em frente a um riacho, que está bem degradada, cheia de lixo. Este rio é o único ponto de água do dia. A trilha cruza o pequeno rio e entra no mato.</p>
<p><center><div id="attachment_3755" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/toca_do_lobo.jpg" alt="Toca do Lobo na Travessia da Serra Fina" title="Toca do Lobo na Travessia da Serra Fina" width="550" height="309" class="size-full wp-image-3755" /><p class="wp-caption-text">Toca do Lobo</p></div></center></p>
<p>A trilha do primeiro dia não oferece maiores dificuldades de navegação. Geralmente, ela está bem marcada e o Alto do Capim Amarelo é bem visível. Além disso, boa parte do caminho segue sobre a crista das montanhas (uma crista bem fina, a razão do nome).</p>
<p><center><div id="attachment_3757" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/indo_para_capim_amarelo.jpg" alt="No caminho para o Capim Amarelo" title="No caminho para o Capim Amarelo" width="550" height="309" class="size-full wp-image-3757" /><p class="wp-caption-text">No caminho para o Capim Amarelo</p></div></center></p>
<p>O caminho total do primeiro dia tem por volta de 6 km e os trechos de escalaminhada são curtos, embora a subida total seja mais de 1.000 metros.  O trecho final até o cume do Capim Amarelo é o mais íngreme, com alta exigência física. Depois de todo o esforço, chega-se no Alto do Capim Amarelo, que está oficialmente a 2.392 metros (a medida do GPS foi de 2.484 m). Com tempo bom é possível enxergar todo o caminho da travessia e as montanhas vizinhas. Acampa-se em clareiras no meio do capim. O espaço é reduzido. Com número elevado de pessoas, a solução pode ser buscar áreas alternativas na base da montanha.</p>
<p><center><div id="attachment_3764" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/serra_fina_até_capim_amarelo.jpg" alt="Serra Fina, até o capim amarelo" title="Serra Fina, até o capim amarelo" width="550" height="309" class="size-full wp-image-3764" /><p class="wp-caption-text">Serra Fina, até o capim amarelo</p></div></center></p>
<p><center><div id="attachment_3758" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/acamp_capim_amarelo.jpg" alt="Acampamento no Capim Amarelo - Travessia da Serra Fina" title="Acampamento no Capim Amarelo - Travessia da Serra Fina" width="550" height="309" class="size-full wp-image-3758" /><p class="wp-caption-text">Acampamento no Capim Amarelo</p></div></center></p>
<p>Para mim, este foi o dia mais fácil de toda a travessia. Baixa exigência técnica e quase nenhuma dificuldade de navegação. Também é o dia mais curto.</p>
<p><center><div id="attachment_3762" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/vista_capim_amarelo.jpg" alt="Vista do pôr do sol no Capim Amarelo" title="Vista do pôr do sol no Capim Amarelo" width="550" height="309" class="size-full wp-image-3762" /><p class="wp-caption-text">Vista do pôr do sol no Capim Amarelo</p></div></center></p>
<h3>Dia 2: Saindo do Capim Amarelo e chegando à Pedra da Mina</h3>
<p></p>
<p>Este é um dia intenso. Saindo do lado esquerdo da área de acampamento, a descida do Capim Amarelo é muito íngreme. Em primeiro lugar, cuidado para não descer muito perto da laje de pedra. Existem caminhos bem demarcados ali, mas não levam a lugar algum. A trilha vai contornando o Capim Amarelo e depois fica bem de frente à Pedra da Mina. O trecho de descida exige certa técnica para evitar acidentes.</p>
<p><center><div id="attachment_3760" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/escalaminhada-dia2.jpg" alt="Escalaminhada no segundo dia da Serra Fina" title="Escalaminhada no segundo dia da Serra Fina" width="550" height="414" class="size-full wp-image-3760" /><p class="wp-caption-text">Escalaminhada no segundo dia da Serra Fina</p></div></center></p>
<p><strong>No final da descida existe um trecho com capim bem alto e muitas bifurcações. Bastante cuidado para não ficar perdido.</strong></p>
<p>O caminho segue predominantemente na crista da serra, passando por um cume menor, depois descendo até a base da Pedra da Mina. Neste ponto existe água. Uma pequena queda (parece uma mancha preta na pedra). Também existe uma região grande de charco, com alguns pontos de água potável e muitos buracos onde é possível se afundar totalmente (recordações não muito boas&#8230; \o/).<br />
Depois disso, seguindo a trilha existe um pequeno riacho que deve ser cruzado e é, em minha opinião, o melhor ponto de água deste trecho. Muito mais fácil de se pegar e com melhor aparência.<br />
Depois disso, a subida da Pedra da Mina. Um trecho bastante íngreme (esta é a palavra mais utilizada neste relato). Muito capim (a segunda palavra mais utilizada). Alguma escalaminhada, com bastante barro.</p>
<p>Existem excelentes opções de acampamento no cume, mas são poucas. Se houver um volume muito grande, pode ser uma ideia acampar antes ou logo depois do cume. A Pedra da Mina é a quarta montanha mais alta do Brasil, com 2.798 metros acima do nível do mar (no GPS, 2.802). Deste ponto é possível ver as montanhas de Itatiaia, a serra da Bocaina, entre tantas outras. O visual é fantástico.<br />
Existe um livro de cume dentro de uma caixa metálica.</p>
<p><center><div id="attachment_3763" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/livro_cume_mina.jpg" alt="Livro de cume da Pedra da Mina" title="Livro de cume da Pedra da Mina" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3763" /><p class="wp-caption-text">Livro de cume da Pedra da Mina</p></div></center></p>
<p>Este é um dia bem difícil, com navegação complicada, subidas muito fortes e escalaminhadas mais exigentes e de maior exposição. A distância é de quase 8 km, com subida acumulada de mais ou menos 900 metros e descida acumulada de 700 metros. Também pode ser a noite mais fria (apesar de ser a mais bonita). <strong>Neste ponto é possível abandonar a travessia, utilizando a trilha do Paiolinho.</strong></p>
<p><center><div id="attachment_3767" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/mina_cume.jpg" alt="Cume da Pedra da Mina" title="Cume da Pedra da Mina" width="550" height="412" class="size-full wp-image-3767" /><p class="wp-caption-text">Cume da Pedra da Mina</p></div></center></p>
<h3>Dia 3: Saindo da Mina, passando pelo temível Vale do Ruah e chegando ao Pico dos Três Estados</h3>
<p></p>
<p>A descida da Pedra da Mina é mais simples que a descida do Capim Amarelo. Mas no final, chega ao Vale do Ruah, um vale extenso, com um capim bem alto, muitas bifurcações e charcos profundos. É bastante usual se perder um pouco por ali e cair nos charcos também (pelo menos aqui, nada de experiência própria, nos perdemos muito, mas nenhum de nós caiu em nenhum buraco dessa vez).<br />
Em linhas gerais, segue-se em direção ao cume que está bem visível à direita (embora não deva se subir este primeiro cume). A trilha fica basicamente ao lado esquerdo do rio, sempre próximo à margem, até um ponto onde existe uma laje de pedra com uma pequena queda de água (nesse ponto nós já estávamos do lado direito do rio, porque cruzamos antes). Este é um ótimo ponto para se abastecer de água (daqui para frente, só existe água no final da travessia).</p>
<p><center><div id="attachment_3769" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/vale_ruah.jpg" alt="Vale do Ruah Travessia da Serra Fina" title="Vale do Ruah Travessia da Serra Fina" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3769" /><p class="wp-caption-text">Vale do Ruah Travessia da Serra Fina</p></div></center></p>
<p>A trilha então começa um sobe e desce, com muito bambu (que machuca bastante). O objetivo é chegar ao cume do Cupim de Boi, que tem pouco mais de 2.500 m. Depois deste último cume, a descida leva até a base do Pico dos Três Estados. Mais uma vez, subido bem íngreme, com muito capim. Muita escalaminhada acompanha o combo.</p>
<p><center><div id="attachment_3771" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/3_estados_final-da-travessia.jpg" alt="Pico dos 3 Estados" title="Pico dos 3 Estados" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3771" /><p class="wp-caption-text">Pico dos 3 Estados</p></div></center></p>
<p>No cume existe também pouco espaço para acampamento. Cuidado com o marco do cume que pode ser um excelente pára-raios. Cuidado também com os ratos que moram ali e podem roubar sua comida e rasgar sua barraca (também não foi experiência própria, mas aconteceu com um grupo que estava por ali). Dizem que existem em todos os lugares de acampamento da travessia, mas nós só encontramos ali no Três Estados. Deve ser óbvio, mas evite deixar comida por ali. Isso só aumenta o volume de ratos (que não são bichinhos bonitinhos que devem ser alimentados) e desequilibra o ambiente natural.<br />
O Pico dos Três Estados é a décima montanha mais elevada do Brasil, com 2.665 metros (2.658 m no GPS). Ali a vista de Itatiaia é ainda mais incrível. Também dá para ver toda a travessia, além de outras montanhas próximas e as cidades vizinhas.</p>
<p><center><div id="attachment_3770" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/3_estados_vista-para-PNI.jpg" alt="Marco do Pico dos Três Estados" title="Marco do Pico dos Três Estados" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3770" /><p class="wp-caption-text">Marco do Pico dos Três Estados</p></div></center></p>
<p>O terceiro dia é um dos mais difíceis, com navegação muito complicada, dificuldades técnicas e físicas significativas. Um pouco mais de 6 km de caminhada, com subida acumulada de 500 metros e descida de 700 metros (divididos em intermináveis sobe e desce).</p>
<h3>Dia 4: Descendo tudo até o final da travessia</h3>
<p></p>
<p>O último dia de travessia também não é nada simples. Para começar a descida do Pico dos Três Estados passa por trechos de capim muito alto, com muitas bifurcações. Existem diversos totens nesta parte que são fundamentais para o sucesso. O Picú, em Itamonte, que tem um formato bem peculiar é um bom marco para se localizar. A trilha vai em direção a ele.</p>
<p><center><div id="attachment_3773" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/picu_final_da_travessia.jpg" alt="Picu" title="Picu" width="550" height="412" class="size-full wp-image-3773" /><p class="wp-caption-text">Picu</p></div></center></p>
<p>Depois da descida do cume, a trilha segue por cristas, com bambus que podem machucar bastante, passando pelo Alto dos Ivos (2.523 m). Depois de um bom trecho, entra-se em um bosque de bromélias, muito bonito. Depois a mata começa a fechar e aí a trilha é bem óbvia até a fazenda do Pierre, onde tudo termina (e onde existem pontos de água).</p>
<p>A navegação é mais simples que dos dias anteriores, mas mais difícil que a do primeiro dia. A dificuldade física é elevada, por conta da forte descida, são 1.400 metros acumulados (ainda com subida acumulada de 400 metros). Também é o dia de vencer a maior distância, cerca de 10 km.</p>
<p>Quem leu até aqui, deve ter percebido que a travessia não é nada simples. Ao contrário, é muito exigente em todos os sentidos. Porém, o visual do lugar e a sensação de conquista compensam, ou melhor, ultrapassam todo o perrengue. É uma travessia que deve estar na lista de todo mundo que realmente gosta da montanha.</p>
<p>Só para terminar, valeu Tinho e Adriano!</p>
<p><center><div id="attachment_3774" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/final-da-travessia_grupo_adriano_edgar_tinho.jpg" alt="Adriano, Edgar Perlotti e Tinho" title="Adriano, Edgar Perlotti e Tinho" width="550" height="412" class="size-full wp-image-3774" /><p class="wp-caption-text">Adriano, Edgar Perlotti e Tinho</p></div></center></p>
<h3>Informação Extra:</h3>
<p></p>
<p><strong>Perfil altimétrico da Travessia da Serra Fina</strong></p>
<p><center><div id="attachment_3775" class="wp-caption alignnone" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/altimetria_serra_fina.jpg" rel="lightbox"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/altimetria_serra_fina-520x317.jpg" alt="Perfil altimétrico da Serra Fina" title="Perfil altimétrico da Serra Fina" width="520" height="317" class="size-large wp-image-3775" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div></center></p>
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		<title>Carol Emboava &#8211; Expedição Citroen AirCross &#8211; 5°/6° dias</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 00:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol Emboava</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos de Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[carol emboava]]></category>
		<category><![CDATA[citroen aircross]]></category>
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		<description><![CDATA[5º dia &#8211; 14nov10 – Do PETAR (SP) para Jaraguá do Sul (SC) Dia de cair da cama bem cedo e deixar pra trás mais uma linda pousada e cidade. Ficou o gostinho de quero mais com o Petar e suas incríveis paisagens. Com certeza é um lugar que quero voltar e explorar muito mais. [...]]]></description>
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<h2>5º dia &#8211; 14nov10 – Do PETAR (SP) para Jaraguá do Sul (SC)</h2>
<p></p>
<p>Dia de cair da cama bem cedo e deixar pra trás mais uma linda pousada e cidade. Ficou o gostinho de quero mais com o Petar e suas incríveis paisagens. Com certeza é um lugar que quero voltar e explorar muito mais. Meu amigo Edson Morcego (grande conhecedor da região) que me aguarde daqui pra frente, porque vou pentelhá-lo bastante!</p>
<p>Dividi o carro com o Cajal novamente e logo que começamos a estrada abri o netbook para atualizar o blog. A combinação cabeça baixa + muitas curvas da estrada não me deixou muito bem. Meu estômago virou e me lembrei da velejada do último feriado de setembro. Urgh! Paramos no acostamento para não acontecer nenhum acidente no interior do carro, era “PT” na certa. Como não foi nada grave, seguimos viagem depois de alguns minutos.</p>
<p><center><a rel="attachment wp-att-2769" href="http://trekking.marionery.com/carol-emboava-expedicao-citroen-aircross-5%c2%b06%c2%b0-dias/attachment/033/"><img class="aligncenter size-large wp-image-2769" title="cajal carol emboava" src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/033-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></center></p>
<p>Logo chegamos em Curitiba e, dessa vez, a nossa recepção foi em parque lindo, chamado Barigui, onde aconteceu um encontro com o pessoal da concessionária e alguns jornalistas. Tentei contato com os amigos de lá, mas infelizmente não consegui, o final se semana era de emenda de feriado e imagino que o pessoal estava aproveitando o sol pra ir pra montanha!</p>
<p><center><a rel="attachment wp-att-2770" href="http://trekking.marionery.com/carol-emboava-expedicao-citroen-aircross-5%c2%b06%c2%b0-dias/attachment/049/"><img class="aligncenter size-large wp-image-2770" title="citroen aircross" src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/049-259x390.jpg" alt="" width="259" height="390" /></a></center></p>
<p>O dia estava quente e São Pedro colaborou nos mandando um sol delicioso! Almoçamos por lá e partimos para o último trecho de estrada do dia. Mais ou menos uma hora e meia até Jaraguá do Sul. E nessa segunda parte dividi o carro com o Croco, meu parceirão de setlist e risadas.</p>
<p>Saímos no final da tarde com o chef Dalton em busca de um ingrediente para o jantar. Mas como não encontramos, a missão foi adiada. Jantamos no hotel e fizemos um briefing rápido para ficar por dentro das próximas atividades. Rolou um sorteio para decidir quem ia para a SOL, fábrica de parapente, no dia seguinte e quem faria um passeio de bike pelo Vale Europeu. Nove dos dez expedicionários entraram nos papéis da primeira opção. O primeiro sorteado foi o Eduardo, depois a Maíra e a Lu, até que no ultimo papel, quando já estava sem esperança, adivinhem? Carol!!! No dia seguinte ainda mais um sorteio para decidir quem ia de fato fazer o vôo. Dormi de dedos cruzados!</p>
<p>São Pedro, aquele abraço!</p>
<h2>6º dia &#8211; 15nov10 – Jaraguá do Sul (SC)</h2>
<p></p>
<p>Café da manhã maravilhoso no hotel e seguimos eu, Lu, Maíra e Du para a fábrica da SOL, que produz parapente. Visita sensacional na qual pudemos conhecer todo o processo de corte, montagem, costura, etc dos parapentes.</p>
<p><center><a rel="attachment wp-att-2773" href="http://trekking.marionery.com/carol-emboava-expedicao-citroen-aircross-5%c2%b06%c2%b0-dias/056a3-fernando_pradi/"><img class="aligncenter size-large wp-image-2773" title="parapente" src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/056a3-fernando_pradi-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></center></p>
<p>De lá fomos até o morro da antena, onde iria rolar o tão esperado vôo. Expectativa com o tempo nublado e alguns pingos de chuva que insistiam em cair. O visual lá de cima é incrível, mas algumas nuvens nos impediam da visão 360º.</p>
<p>Duas pessoas seriam as sortudas e quatro envelopes verdes nos foram entregues. Expectativa a mil, coração disparado… abri o envelope e li… NÃO VOA! Fuén fuén fuén fuééééén… que broxada! Maíra e Lu foram as contempladas com o vôo! São Pedro deu uma trégua e rolou tudo do jeito que deveria. Vários rasantes na rampa, que me deixavam cada vez com mais vontade de estar lá em cima.</p>
<p><center><a rel="attachment wp-att-2774" href="http://trekking.marionery.com/carol-emboava-expedicao-citroen-aircross-5%c2%b06%c2%b0-dias/attachment/054/"><img class="aligncenter size-large wp-image-2774" title="voo parapente" src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/054-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></center></p>
<p>Se eu fiquei triste? Claro! Queria muuuuito estar no vôo, mas ao mesmo tempo, ao pensar em tudo que estava vivendo era impossível me deixar tomar por algum sentimento ruim. Muita coisa boa nos aguardava nos próximos dias… escalada, cavalgada, mergulho, acampadas em lugares sensacionais! Aguardem!</p>
<p>O almoço foi com a reunião do segundo grupo, que tinha ido pedalar no Valeu Europeu. O restaurante escolhido foi o Strudel Haus www.cafecolonialstrudelhaus.com.br, demaaaais! Um restaurante que mantém a tradição dos imigrantes alemães, e o almoço servido foi preparado com produtos artesanais elaborados pelos próprios proprietários, com destaque para o famoso strudel. Vem daí uma boa parte dos quilos que adquiri durante a expedição!</p>
<p><center><a rel="attachment wp-att-2775" href="http://trekking.marionery.com/carol-emboava-expedicao-citroen-aircross-5%c2%b06%c2%b0-dias/attachment/056/"><img class="aligncenter size-large wp-image-2775" title="citroen aircross" src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/056-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /><br />
</a></center></p>
<p>À noite, rolou uma grande festa alemã, no clube de tiro do Botafogo, na cidade de Pomerode. Mais comida boa, vestimentas e músicas típicas. Fomos muitíssimo bem recebios e fizemos várias danças circulares, que lá eles chamam de dança de integração. Além de uma competição de pato ao alvo, onde pontuamos ao acertar no alvo um pato de madeira com o bico de prego, ele fica pendurado num pêndulo. Du levou a medalha de ouro e eu fiquei em 2º lugar. Um baraaato! Uma noite muito diferente e muitíssimo animada! Bom pra esquecer o “não-vôo” e me preparar para a estrada do dia seguinte.</p>
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		<title>Carol Emboava – Expedição Citroen AirCross – 4° dia</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 03:05:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol Emboava</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos de Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[carol emboava]]></category>
		<category><![CDATA[cavernas]]></category>
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		<category><![CDATA[petar]]></category>

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		<description><![CDATA[4º dia &#8211; 13nov10 &#8211; PETAR (Apiaí e Iporanga / SP) Há muito tempo tinha vontade de conhecer o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira &#8211; &#8220;O parque das cavernas&#8221;), mas sempre com aquela lista enorme de destinos na mochila, nunca calhou de uma viagem pra esse lugar tão lindo. E dessa vez, muito [...]]]></description>
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<h2>4º dia &#8211; 13nov10 &#8211; PETAR (Apiaí e Iporanga / SP)</h2>
<p></p>
<p>Há muito tempo tinha vontade de conhecer o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira &#8211; &#8220;O parque das cavernas&#8221;), mas sempre com aquela lista enorme de destinos na mochila, nunca calhou de uma viagem pra esse lugar tão lindo. E dessa vez, muito bem acompanhada pela Expedição AirCross lá íamos nós.</p>
<p>Pudemos cair da cama um pouco mais tarde, pois teríamos o dia todo de atividades nas redondezas. Fomos divididos em 2 grupos. O primeiro seguiu para o Quilombo do Ivaporunduva (que é formado por 80 famílias de comunidades caiçaras, índios Guarani, pescadores tradicionais e pequenos produtores rurais). E o segundo grupo, que eu fazia parte, seguiu para a caverna Alambari de baixo, em Iporanga.</p>
<p><center><a href="http://trekking.marionery.com/carol-emboava-%e2%80%93-expedicao-citroen-aircross-%e2%80%93-4%c2%b0-dia/042-3/" rel="attachment wp-att-3227"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/0422-520x346.jpg" alt="" title="Carol Emboava" width="520" height="346" class="aligncenter size-large wp-image-3227" /></a></center></p>
<p>Minha segunda vez em caverna e a primeira em caverna com água. Para chegar fizemos uma trilha de uns 30 minutos, passando por trechos de riacho, pontes e muito sobe e desce. Logo na entrada da caverna já fiquei maravilhada com o visual. Enxergamos a caverna de cima e o primeiro salão é gigantesco, onde podemos ver a fomação de algumas estalactites.</p>
<p>Iniciamos a descida, pelas rochas e já dentro da caverna caminhamos pouco mais de 10 minutos e demos de cara com um filhote de jararacucú. O Croco foi logo tratando de explicar tudo sobre a cobra, auxiliar nas fotos e tirá-la do caminho para que ela seguisse em segurança&#8230;e nós também! </p>
<p>Depois disso chegou a hora de atravessamos o primeiro trecho de água, que não passava do joelho, mas estava geladíssima.</p>
<p>Os próximos dois salões foram com água na cintura e pescoço&#8230; e em alguns trechos tive mesmo que bater os pés e apoiar em quem estava na minha frente, pois não alcançava o chão. Congelei não só as belíssimas imagens na cabeça, como os pés e as mãos&#8230; brrrrrrrrrrrrrr&#8230;</p>
<p>Num dos trechos dentro da caverna desligamos todas as luzes de nossas headlamp e (tentamos) um silêncio absoluto. Foi sensacional! Um breu incrível e só ouvíamos o som das gotas das estalactites caindo na água. Experiêcia única e inesquecível!</p>
<p>Da caverna seguimos novamente para Apiaí, na cachoeira Arapongas, onde rolou um cascading de 60m. Experiência diferente das que já tive com essa atividade esportiva, pois dessa vez fiz um cascading guiado, onde a corda não fica tocando a parede da cachoeira e sim esticada até as pedras na sua frente. O frio estava intenso mas nada que tirasse o bom humor da galera!<br />
Todos estavam torcendo pra que São Pedro desse uma trégua com as nuvens e nos mandasse logo um lindo dia de sol pra esquentar ainda mais a expedição!</p>
<p><center><a href="http://trekking.marionery.com/carol-emboava-%e2%80%93-expedicao-citroen-aircross-%e2%80%93-4%c2%b0-dia/attachment/045/" rel="attachment wp-att-3228"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/045-520x345.jpg" alt="" title="PETAR" width="520" height="345" class="aligncenter size-large wp-image-3228" /></a></center></p>
<p>A noite rolou uma fogueira, com um trio de músicos da região, Filhos de Iporanga. Muita moda de viola da boa. E o Gabriel, nosso músico expedicionário, os acompanhou no acordeon. Mais tarde ainda improvisou uma quadrilha animadíssima.</p>
<p>Após o final das filmagens ainda rolou um forrozinho no salão do bar ao lado! Delícia de dia!</p>
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		<title>Travessia Rui Braga &#8211; Itatiaia &#8211; PNI</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 17:42:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Itatiaia]]></category>
		<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[travessia rui braga]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Em maio deste ano eu aproveitei um convite para ir até Itatiaia e encarar os dois dias de travessia da Rui Braga, uma travessia que tem parte da trilha do seu segundo dia praticamente fechada pelo pouco movimento. O acesso à trilha passou algum tempo fechado por causa de uma grande erosão em uma encosta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Em maio deste ano eu aproveitei um convite para ir até Itatiaia e encarar os dois dias de travessia da Rui Braga, uma travessia que tem parte da trilha do seu segundo dia praticamente fechada pelo pouco movimento. O acesso à trilha passou algum tempo fechado por causa de uma grande erosão em uma encosta no segundo dia de caminhada.</p>
<p>Cheguei em Resende para encontrar o resto do grupo que iria fazer a trilha &#8211; Nathalie, Tácio, Alessandro, Paula e Bárbara, além disso junto comigo (peguei carona com eles até Resende) estavam o Requeijo e a Márcia &#8211; que eu encontrei aqui no Rio horas antes de colocarmos o pé na estrada. Ficamos hospedados todos no Hotel Avenida, que fica próximo da AMAN e que tem um bom café da manhã e preços que não são salgados.</p>
<p><center><div id="attachment_3598" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/borboleta-camuflagem.jpg" alt="borboleta mimetismo camuflagem natural" title="borboleta-camuflagem" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3598" /><p class="wp-caption-text">Borboleta de uma espécie que apresenta uma capacidade de mimetismo incrível, uma das belezas do Parq. Nac. de Itatiaia</p></div></center></p>
<p>No dia seguinte acordamos cedo e finalmente todos se conheceram no salão do café da manhã, já que alguns tinham chegado mais tarde. Café da manhã ok, esperamos a van e finalmente conhecemos mais duas pessoas que nos acompanhariam, o Sô Duardo (Eduardo do GEAN) e o filho dele, Eduardo também, que apelidamos de Duardin.</p>
<p>Muito papo de montanha e perrengues na van até chegarmos ao Parque Nacional de Itatiaia. Uma parada para comprar umas guloseimas na estrada e depois de algum tempo estávamos deixando a van na portaria do parque e colocando o pé na estrada de terra até o abrigo do Rebouças. O grupo se ajustou ao ritmos de caminhada de cada um, na frente o Tácio seguia com a Paula, Bárbara, Requeijo e o Alessandro, depois o resto do grupo seguia mais ou menos junto, mantendo uma distância pequena entre as pessoas.</p>
<p><center><div id="attachment_3602" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/agulhas-negras-itatiaia.jpg" alt="Pico das Agulhas Negras Itatiaia" title="agulhas-negras-itatiaia" width="550" height="412" class="size-full wp-image-3602" /><p class="wp-caption-text">Pico das Agulhas Negras, visto do caminho</p></div></center></p>
<p>Chegamos ao abrigo Rebouças com o tempo meio esquisito, mas depois de alguns poucos pingos de chuva a coisa toda melhorou. Entramos no abrigo e pude conferir de perto as fotos que o Flávio Varricchio e o Tácio doaram para a decoração do Rebouças, algumas fantásticas. Uma pausa rápida para fotos e uns vídeos e colocamos o pé de novo na trilha que nos levaria até o abrigo Massena, nosso ponto de pernoite no fim deste dia de caminhada. </p>
<p><center><div id="attachment_3601" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/abrigo-reboucas-itatiaia-pni.jpg" alt="Abrigo Rebouças, PNI" title="abrigo-reboucas-itatiaia-pni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3601" /><p class="wp-caption-text">Abrigo Rebouças, o único abrigo da travessia que não está abandonado</p></div></center></p>
<p><center><div id="attachment_3612" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/saindo-reboucas.jpg" alt="Saindo do Abrigo Rebouças e voltando pra trilha" title="saindo-reboucas" width="550" height="412" class="size-full wp-image-3612" /><p class="wp-caption-text">Saindo do Abrigo Rebouças e voltando pra trilha da Rui Braga</p></div></center></p>
<p>Essa parte da trilha não apresenta dificuldades, aliás, a trilha toda em si é bem plana, as subidas são bem suaves. A pior coisa desta travessia são os pontos de charco que estão no meio do caminho do primeiro dia e no início da caminhada do segundo dia. Os charcos do primeiro dia são tranquilos e bem simples de contornar, já os do segundo dia merecem uma certa atenção e cuidado &#8211; recomendaria inclusive que essa trilha não seja feita em solo, até porque ela não tem muito movimento de caminhantes e caso você fique atolado no charco do segundo dia e não consiga sair sozinho isso será um problema bem sério.</p>
<p>Contornar os charcos &#8211; quando é possível &#8211; não é uma tarefa complicada, basta usar as laterais do charco e ir pisando nas raízes das touceiras de mato. Quando isso não for possível use os bastões de caminhada ou um galho para &#8220;testar&#8221; a situação do chão na sua frente e ainda assim pise de leve para ver como o charco se comporta com o seu peso.</p>
<p><center><div id="attachment_3603" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/charco-travessia-rui-braga.jpg" alt="Chaco na travessia Rui Braga - segundo dia" title="charco-travessia-rui-braga" width="550" height="412" class="size-full wp-image-3603" /><p class="wp-caption-text">Requeijo atolado e com o pé preso por um galho no segundo dia da travessia...</p></div></center></p>
<p>No primeiro dia não tivemos problemas com os charcos. Caminhamos por entre grandes moitas de capim elefante, em alguns pontos isso desorienta bastante também, preste atenção nisso. Paramos para fazer vários lanches no meio do caminho já que estávamos caminhando desde cedo e decidimos almoçar somente no Massena. Antes de chegarmos no abrigo Massena passamos por uma antiga casa em ruínas e paramos por alguns instantes para umas fotos. Saindo de lá fomos até o Massena e encontamos as mochilas do pessoal que foi na frente. Pegamos água, descansamos um pouco e escolhemos o local para montarmos as barracas, aqui cabe uma observação: acampar fora do Massena é complicado por causa das touceiras de mato fofo que escondem o chão e dificultam a especagem das barracas (e provavelmente tornam a noite bem incomoda). A melhor opção é montar as barracas dentro do Massenas ou mesmo bivacar. O problema em bivacar é que parte do abrigo está sem o telhado, em caso de chuvas fortes pode ser uma dor de cabeça essa opção.</p>
<p><center><div id="attachment_3604" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/abrigo-massena-pni.jpg" alt="Abrigo Massena PNI" title="abrigo-massena-pni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3604" /><p class="wp-caption-text">Foto do interior do abrigo Massena, o que um dia já deve ter sido um ótimo abrigo hoje está largado...</p></div></center></p>
<p>Montamos a nossa barraca &#8211; eu e Nath (eu estava na barraca dela) na varanda do abrigo, onde tínhamos o piso e o telhado bons. A noite foi bem tranquila, ventou bastante nas o abrigo evitou que o vento nos incomodasse. Jantamos na frente da lareira do abrigo, aproveitando o fogo e a comida quente, comi um macarrão com frango liofilizado da Liofoods &#8211; ótima pedida para adicionar proteínas na refeição.</p>
<p><center><div id="attachment_3605" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/barraca-rei.jpg" alt="Foto da barraca do Requeijo na varanda do abrigo Massena" title="barraca-rei" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3605" /><p class="wp-caption-text">Foto da barraca do Requeijo na varanda do abrigo Massena, a nossa estava do outro lado.</p></div></center></p>
<p>Os papos antes de dormir giraram ao redor de equipamentos, notícias sobre montanhismo e afins. Depois de um tempo só o silêncio. </p>
<p>No dia seguinte acordamos bem cedo e eu, Nath e Márcia fomos até a antiga estação de TV, um pouco mais acima do Massena, para ver o nascer do sol. Ventava e fazia um frio que incomodava um pouco. Outra coisa que é bom falar é que no PNI o clima é bem frio, não descuide da roupa de frio, luvas, gorro e saco de dormir.</p>
<p><center><div id="attachment_3607" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/nascer-sol-abrigo-massena-pni.jpg" alt="Nascer do sol na antiga estação de TV pouco acima do Massena" title="nascer-sol-abrigo-massena-pni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3607" /><p class="wp-caption-text">Nascer do sol na antiga estação de TV pouco acima do Massena</p></div></center></p>
<p><center><div id="attachment_3614" class="wp-caption center" style="width: 530px"><a href="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/prateleiras-itatiaia-pni.jpg" rel="lightbox"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/prateleiras-itatiaia-pni-520x184.jpg" alt="Prateleiras, foto panorâmica logo após o nascer do sol" title="prateleiras-itatiaia-pni" width="520" height="184" class="size-large wp-image-3614" /></a><p class="wp-caption-text">(CLIQUE PARA AMPLIAR) Prateleiras, foto panorâmica logo após o nascer do sol</p></div></center></p>
<p>Fim do espetáculo do sol na antiga estação de TV, fotos feitas, hora de  descer para tomar café, desmontar as barracas e começar a caminhada do segundo dia &#8211; o dia do charco mais complicado.</p>
<p>Logo depois que saímos do abrigo Massena já demo de cara com um charco menor e logo depois um maior, o primeiro não apresentou problemas para ser cruzado, já no segundo&#8230; Algumas pessoas incluindo eu, Requeijo e Márcia, afundaram a perna bem. O Requeijo chegou a ficar com o pé preso em um ganho que estava no fundo do charco. Eu afundei a perna até o joelho. A melhor dica nesta hora é usar uma bota impermeável e se for o caso amarrar um grande saco de lixo em cada perna, para minimizar o estrago&#8230; Depois de muita risada e alguns palavrões saímos da parte dos charcos e seguimos por uma trilha que estava com uma fina camada de barro, um verdadeiro sabão&#8230; Alguns escorregões e tombos e deixamos essa parte para trás também.</p>
<p>Logo depois deste ponto encontramos uma bela vista do vale e do &#8220;rio de pedras&#8221; (uma linha que costa o vale e que parece um grande rio de blocos de rocha) e as grandes erosões que passam bem ao lado da trilha e que pedem alguma atenção do caminhante nos pontos onde margeiam a trilha.</p>
<p>A trilha continua e um pouco na frente entra em uma área de bambus e de mato mais fechado, ponto onde realmente não existe um caminho definido no chão (foto abaixo). Depois desse trecho a trilha volta ficar mais aberta, passa pelo abrigo Macieira e continua descendo rumo a parte baixa do parque (a trilha termina próximo da cachoeira da Maromba, no posto de fiscalização). </p>
<p><center><div id="attachment_3609" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/trilha-fechada-travessia-rui-braga.jpg" alt="Trilha fechada no segundo dia da Rui Braga" title="trilha-fechada-travessia-rui-braga" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3609" /><p class="wp-caption-text">Parte da trilha se encontra bem fechada no segundo dia de caminhada</p></div></center></p>
<p><center><div id="attachment_3608" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/abrigo-macieira-pni.jpg" alt="Abrigo Macieira PNI" title="abrigo-macieira-pni" width="550" height="413" class="size-full wp-image-3608" /><p class="wp-caption-text">Abrigo Macieira, já na parte final da travessia Rui Braga</p></div></center></p>
<p><strong>Uma coisa que assusta no PNI é o estado de má conservação &#8211; abandono mesmo &#8211; dos abrigos que existem nesta travessia &#8211; exceto o Rebouças, que está muito bom. O parque é barato, muito burocrático, mas barato se comparado ao PNSO (Serra dos Órgãos, aqui em Petrópolis/Teresópolis).</strong></p>
<p>Tácio foi o primeiro a chegar no ponto final da caminhada, seguido da Paula e Bárbara, depois o Alessandro, Requeijo, eu e Nath e por último a Márcia com os dois Eduardos (pai e filho). A van demorou um pouco, quando chegou nos arrumamos e partimos de volta para Resende, para encerrar essa trip.</p>
<p>Essa travessia é um mérito da Nath, ela ralou durante um bom tempo para conseguir a autorização do PNI que liberava o nosso acesso à travessia. O PNI é um parque lindo com características geológicas incríveis, como a formação do pico das Agulhas Negras, porém ele poderia ser muito melhor aproveitado pelos visitantes se não houvesse tanta burocracia para conseguir uma liberação de acesso. E olha que nosso grupo era basicamente formado por montanhistas e tínhamos um guia do GEAN (o Sô Duardo) conosco&#8230; Não éramos turistas sem consciência do que estávamos fazendo ali&#8230; Fica o aviso pra as pessoas que desejam conhecer o PNI. Mesmo com esses entraves eu recomendo uma visita ao parque.</p>
<p><center><div id="attachment_3610" class="wp-caption center" style="width: 560px"><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/fim-travessia-rui-braga.jpg" alt="Descansando no fim da travessia Rui Braga" title="fim-travessia-rui-braga" width="550" height="412" class="size-full wp-image-3610" /><p class="wp-caption-text">Descansando no fim da travessia, enquanto todos não chegam</p></div></center></p>
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		<title>Travessia Lapinha-Tabuleiro em Minas Gerais</title>
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		<pubDate>Fri, 20 May 2011 03:50:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jose Henrique A. Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos de Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens e Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[textos de convidados]]></category>
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		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Com os feriados de Tiradentes e Paixão de Cristo se aproximando, não poderia faltar uma boa aventura. Inicialmente, o planejamento seria realizar uma expedição pela Serra da Canastra, mas semanas antes do feriado, recebi um convite do meu amigo Luciano para realizar a Travessia Lapinha &#8211; Tabuleiro. A Travessia Lapinha &#8211; Tabuleiro é uma clássica [...]]]></description>
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<p>Com os feriados de Tiradentes e Paixão de Cristo se aproximando, não poderia faltar uma boa aventura.<br />
Inicialmente, o planejamento seria realizar uma expedição pela Serra da Canastra, mas semanas antes do feriado, recebi um convite do meu amigo Luciano para realizar a Travessia Lapinha &#8211; Tabuleiro.</p>
<p>A Travessia Lapinha &#8211; Tabuleiro é uma clássica travessia de Minas Gerais, realizada em 3 dias, entre o distrito de Lapinha da Serra, pertencente a Santana do Riacho e o distrito de Tabuleiro, pertencente a Conceição do Mato Dentro.</p>
<p>Como esta travessia já estava nos planos há algum tempo e faltava uma oportunidade, não restaram dúvidas, a Travessia Lapinha &#8211; Tabuleiro seria a aventura para o feriado. Com isso, eu, a Naiara e o Luiz Henrique, nos juntamos ao Luciano, Dani, Brenda e Tetê para realizar esta travessia.</p>
<p>Depois de semanas de planejamento e logística concluída, chegou o grande dia.</p>
<h3>1º Dia &#8211; Travessia da Serra do Breu</h3>
<p></p>
<p>Saímos de Belo Horizonte em dois carros, no dia 21/04 às 07:00 com destino a Lapinha da Serra.<br />
O acesso de BH até a Lapinha da Serra é feito pela MG-010, percorrendo cerca de 100 km até a cidade de Serra do Cipó. Após chegar a Serra do Cipó, percorre-se mais 44 km por estrada de terra passando pela cidade de Santana do Riacho até chegar a Lapinha da Serra. Chegamos às 11:30 e após verificarmos os últimos detalhes começamos o nosso trekking por volta das 12:30.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC07150.jpg" alt="travessia lapinha tabuleiro" title="grupo travessia lapinha" width="550" height="413" class="alignnone size-full wp-image-3243" /></center></p>
<p>Neste primeiro dia o objetivo seria atravessar a Serra do Breu e acamparmos na Casa da Dona Ana Benta, local que normalmente é utilizado como primeiro camping para a travessia de 3 dias.</p>
<p>Inicialmente a trilha é bem leve, plana e com algumas travessias de riachos. No nosso grupo, todos estavam realizando esta travessia pela primeira vez e estávamos nos orientando apenas com mapas impressos, então a nossa maior preocupação era com relação à trilha correta.</p>
<p>Após algumas horas de caminhada, encontramos um morador que nos informou que havíamos passado a entrada da trilha para Tabuleiro. Voltamos cerca de 1 hora e logo encontramos a trilha correta. Neste trecho de subida da Serra do Breu a trilha se torna bastante íngreme e técnica. Do alto da Serra do Breu pudemos observar um visual fascinante da lagoa da Lapinha.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC02269.jpg" alt="travessia lapinha tabuleiro" title="travessia lapinha tabuleiro" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3245" /></center></p>
<p>Após atravessarmos a Serra do Breu, começarmos a descida pelo lado oeste. O visual é mais fascinante ainda. Sem nenhum sinal de civilização, a sensação é de estar entrando em um mundo desconhecido.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC02291.jpg" alt="travessia lapinha" title="montanhismo trilha travessia" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3247" /></center></p>
<p>Às 17:00 o sol já começava a se esconder e ainda estávamos bem distante do local do primeiro camping. Caminhamos até às 18:00 mas, com o cair da noite, optamos por pernoitar no local onde estávamos e continuarmos o trekking no dia seguinte pela manhã. Acampamos próximos a um riacho juntamente com outros grupos que também optaram por não continuar a trilha durante a noite. Neste primeiro dia, eliminando o trecho que erramos, o trajeto percorrido foi de aproximadamente 7,5 km entre a Lapinha da Serra e o local do primeiro camping.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/TravessiaDia01.jpg" alt="Travessia lapinha tabuleiro trilha mapa" title="Travessia lapinha tabuleiro trilha mapa" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3248" /></center></p>
<h3>2º Dia &#8211; Travessia da Serra do Intendente</h3>
<p></p>
<p>Às 02:00 a chuva chegou com força. Choveu durante toda a madrugada. Por volta das 09:00 a chuva deu uma trégua, mas o tempo ainda continuava bastante nublado. Optamos por levantar acampamento e começarmos a caminhada, pois neste dia precisaríamos percorrer o trecho até a Casa da Dona Ana Benta e logo após continuaríamos para a Casa da Dona Maria, local do segundo camping.</p>
<p>Durante a trilha pudemos observar o Pico do Breu todo coberto por nuvens.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC02307.jpg" alt="travessia lapinha tabuleiro" title="travessia lapinha tabuleiro pico do breu" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3249" /></center></p>
<p>Às 12:00 chegamos a Casa da Dona Ana Benta, local o qual deveria ter sido nosso camping no dia anterior.<br />
Fizemos uma parada para lanche e aproveitamos para conversar um pouco com esta senhora que a muitos anos vive sozinha nesta região isolada da Serra do Breu. Após esta parada, continuamos nosso trekking com destino a Casa da Dona Maria. Para chegar até lá é preciso atravessar a Serra do Intendente. O visual da trilha a caminho da Serra do Intendente é compensador.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC02326.jpg" alt="trilha caminhada" title="trilha caminhada aventura" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3250" /></center></p>
<p>Do alto da Serra do Intendente, a vista é sensacional. É possível observar grande parte da trilha percorrida, bem como a Serra do Breu, com todos os seus picos e o imponente Pico do Breu, com 1.687 metros de altitude, ponto culminante da Serra do Espinhaço.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC02336.jpg" alt="serra do espinhaço travessia lapinha" title="serra do espinhaço" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3251" /></center></p>
<p>Ás 17:00, após 9,5 km de caminhada chegamos a Casa da Dona Maria. Lá é possível jantar e tomar banho quente a preços simbólicos. Quando chegamos, encontramos dezenas de barracas de vários outros grupos. Em feriados a quantidade de aventureiros realizando esta travessia é muito grande. Nesta noite ficamos na fila do banho cerca de 2 horas, mas nem notamos, pois estávamos aos pés do fogão a lenha e conversando bastante com o &#8220;Seu Zé&#8221;, marido da Dona Maria.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/TravessiaDia02.jpg" alt="travessia lapinha percurso segundo dia" title="travessia lapinha percurso segundo dia" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3252" /></center></p>
<h3>3º Dia &#8211; Chegada na Cachoeira do Tabuleiro</h3>
<p></p>
<p>Neste dia, às 07:00 a neblina estava muito densa, com visibilidade mínima. Esperamos a mesma se dissipar e às 08:30 já estávamos levantando acampamento.<br />
Da Casa da Dona Maria, partem duas trilhas, uma para a parte alta da Cachoeira do Tabuleiro e outra para a parte baixa da cachoeira. Neste dia, como nosso resgate chegaria às 14:00 optamos por ir direto para a parte baixa da cachoeira. A trilha para a parte baixa é de aproximadamente 5 km de descida até a portaria do parque. O visual é uma atração a parte.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC02366.jpg" alt="travessia lapinha tabuleiro" title="travessia lapinha tabuleiro" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3253" /></center></p>
<p>Da portaria do parque já é possível observar a Cachoeira do Tabuleiro.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC02388.jpg" alt="cachoeira do tabuleiro" title="cachoeira do tabuleiro" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3255" /></center></p>
<p>A Cachoeira do Tabuleiro é a terceira maior do Brasil, com 273 metros de altura, e está localizada no Parque Municipal Ribeirão do Campo.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/DSC02397.jpg" alt="cachoeira do tabuleiro travessia lapinha" title="cachoeira do tabuleiro travessia lapinha" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3256" /></center></p>
<p>Da portaria do parque até a base da cachoeira são 2 km de trilha íngreme, escorregadia e bastante difícil.<br />
Deixamos as mochilas na portaria do parque e partimos rumo à cachoeira. Ao alcançar o rio, é preciso ir pulando de pedras em pedras para se chegar até a queda. Depois de chegarmos até a cachoeira e apreciarmos um visual espetacular, retornamos a portaria do parque e de lá seguimos de volta para Belo Horizonte.</p>
<p><center><img src="http://trekking.marionery.com/wp-content/uploads/TravessiaDia03.jpg" alt="travessia lapinha tabuleiro percurso terceiro dia" title="travessia lapinha tabuleiro percurso terceiro dia" width="550" height="413" class="aligncenter size-full wp-image-3257" /></center></p>
<h3>Informações sobre a Travessia Lapinha-Tabuleiro:</h3>
<p></p>
<p><strong>- Distância total:</strong> 26 km.<br />
<strong>- Localização:</strong> Lapinha da Serra &#8211; Santana do Riacho-MG e Tabuleiro &#8211; Conceição do Mato Dentro-MG.<br />
<strong>- Locais para camping:</strong> Casa da Dona Ana Benta e Casa da Dona Maria.</p>
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